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  • Manobras não vão frear luta contra Eduardo Cunha

    Manobras não vão frear luta contra Eduardo Cunha

    Nesta terça-feira (2), primeiro dia de trabalho legislativo do ano de 2016, Eduardo Cunha operou mais um golpe para tentar salvar o seu mandato das acusações de corrupção: uma decisão de seu aliado e vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou a sessão do Conselho de Ética, no fim de 2015, que aprovou a admissibilidade do processo de cassação de seu mandato por quebra de decoro, protocolado pelo PSOL e pela Rede.

    PSOL-conselhodetica

    Bancada do PSOL e Luiza Erundina (PSB-SP) se reúnem com presidente do Conselho de Ética

    A manobra ocorreu no mesmo dia em que novas provas contra Cunha foram anexadas ao processo. Junto à deputada Luiza Erundina (PSB-SP), os cinco deputados do PSOL se reuniram com o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), e apresentaram documento que reúne vídeos de delação de Fernando Baiano à Operação Lava-Jato e as denúncias de existência de mais cinco contas no exterior.

    Para o deputado Chico Alencar, a petição traz novos elementos robustos que reiteram que Eduardo Cunha mentiu à CPI da Petrobras, ao negar existência de contas em seu nome no exterior, bem como os encontros com Fernando Baiano.

    Golpe calculado

    O documento sobre a decisão de suspender a reunião do Conselho de Ética que aprovou a continuidade do processo foi uma resposta do vice-presidente da Casa a um recurso sem base de outro deputado aliado de Cunha, Carlos Marun (PMDB/MS).

    A decisão foi feita em nome da Mesa-Diretora da Câmara (já que Eduardo Cunha está legalmente impedido, como “parte interessada”). O coordenador da Liderança do PSOL, Juliano Medeiros, explica que a decisão está completamente errada em termos legais. O recurso de Carlos Mansur se baseou em um pedido, feito em reunião do Conselho, para ter um segundo pedido de vista sobre o processo acolhido, o que foi negado por ter claramente um caráter protelatório. “A sessão não poderia ser anulada sem que, na reunião do Conselho de Ética, tivesse havido sequer uma questão de ordem formulada sobre o assunto”, afirma Juliano. E ela não aconteceu. Os aliados de Cunha preferiram levar o recurso direto à Mesa-Diretora, sem que passasse pelo próprio Conselho de Ética, onde o caso está sendo julgado.

    O autor da decisão, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), é bom lembrar, também é investigado na Operação Lava-Jato, assim como Eduardo Cunha.

    A manobra foi calculada previamente, durante o recesso. O documento data do dia 22 de janeiro, mas foi notificada apenas às exatas 16h desta terça-feira (2), no meio da reunião do Conselho de Ética. Isso porque, segundo o regimento da Câmara, as reuniões do órgão, para terem caráter deliberativo, têm que ser convocadas com no mínimo 24h de antecedência – tentando fazer com que, se fosse convocada uma nova reunião para esta quarta (3), não tivesse caráter deliberativo. Assim, a presidência do Conselho convocou nova reunião para esta noite, após a sessão, com o objetivo de julgar o pedido de vista.

    Reunião para fixação de uma data-base única e específica para o poder legislativo; uniformização das funções de diretor geral e de procuradoria dos legislativos em âmbito nacional; novas tecnologias para os legislativos para fins de modernização. Dep. Waldir Maranhão (PP-MA)  Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados - 26/02/2015
    Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Câmara, aliado de Cunha e deputado investigado na Operação Lava-Jato

    Combate na Câmara vai aumentar

    O PSOL intensificará ainda mais a luta pela saída de Cunha do cargo de presidente e pela cassação de seu mandato. O deputado Ivan Valente (SP) afirma que o partido estará na linha de frente dessa luta. “A sociedade brasileira exige uma solução para este caso, para que seja feita justiça e para que a desmoralização não só do parlamento brasileiro, mas do país, diante de tantos desmandos e abusos, seja interrompida. Basta de manobras e golpes”, afirma.

    Glauber Braga (RJ) cobra do STF uma posição célere sobre o assunto. “Se depender da Câmara está claro que a coisa não vai andar. Cunha vai usar todo o poder que tem para impedir a cassação do mandato”, diz o deputado. “O Supremo Tribunal Federal só não enxerga isso se não quiser. Já passou da hora da Corte afastá-lo do comando da casa”.

    A bancada do partido se reúne nesta quarta-feira, às 18h, com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. A audiência servirá para debater a situação de Cunha e apresentar as novas provas contra o presidente da Câmara também ao Supremo, que tem nas mãos do pedido da Procuradoria Geral da República de afastamento de Cunha.

     

  • Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    reportagem: Jornal Metro/ Rose Guglielminetti

    A promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal, ofereceu denúncia à Justiça contra o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) e o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo por improbidade administrativa. Eles são acusados de promover a contratação indevida de funcionários comissionados. Na ação ajuizada na Vara da Fazenda Pública de Campinas, a promotora diz que Donizette e Romêo usaram a empresa de saneamento para “a prática de clientelismo e não para melhorar a eficiência do serviço público”.

    Na denúncia, Hillal diz que analisou as funções de alguns comissionados e concluiu “que o diretor-presidente da Sanasa, em conluio com o prefeito, ora empregou pessoas com atribuições desnecessárias; ora empregou apenas para atendimento de interesses pessoais ou ainda empregou pessoas dispostas a pagar dívidas de apoio político-partidário”. diz.

    Ela pede que os dois sejam condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa equivalente a 100 vezes a remuneração do prefeito. A promotora pede ainda, a redução no número de comissionados dos atuais 196 para apenas 15 servidores e a declaração de inconstitucionalidade do Estatuto Social da Sanasa, que estabeleceu os critérios para a criação de cargos em comissão.

    A promotora diz que, sem contar a Câmara de Vereadores, a prefeitura e entes da administração indireta, como Ceasa, Setec, Emdec, etc, existem 1.418 cargos em comissão. Esse número, diz ela, “supera países como França e Alemanha que, juntos, somam 500 vagas”. Ela lembra ainda que na Inglaterra são 300 comissionados.

    sanasa

    A promotora diz que na Sanasa – assim como na prefeitura e nos demais entes da Administração indireta – “os cargos comissionados vão se distribuindo em uma cadeia hierárquica imensa de chefes de chefes e de chefes, por sua vez, com seus respectivos assessores, até o ponto de não se saber, afinal, quem está, de fato, sendo chefiado”. Ela diz cita como exemplo o fato de a Sanasa contar com quatro diretorias, sendo que em apenas duas delas, ocupadas por filiados ao PSB, existem 10 gerências e 25 coordenadorias, cujos cargos são preenchidos por comissionados.

    Na base para a denúncia, a promotora conta que por cerca de dois anos, por amostragem, ouviu relatos de servidores sobre as funções que exerciam e constatou casos graves de desvios. Disse ter encontrado vários funcionários que tinham como atribuição “ter ideias”. Um deles, ligado ao PP, disse que foi contratado para visitar todos os setores da Sanasa “para que tenhamos ideias que depois vão virar projetos”. Um caso chamou a atenção da promotora. O funcionário disse ter tido a “ideia” de reduzir o custo da folha de pagamento e sugeriu “a demissão de algumas faxineiras”.

    Outro filiado do PSB diz que foi contratado pela Sanasa para “prestar serviços à comunidade”, disse. “Quando tem teatro na escola eu ajudo a carregar alguma coisa”, revelou, dizendo que também vai aos bairros “orientar as pessoas sobre alguma obra da Sanasa”. Um outro funcionário, ligado ao PSDB, disse que ajudava os agentes da empresa terceirizada de segurança. “Eu ajudo eles (os guardas) a olhar as câmeras de segurança em busca de alguma movimentação estranha nos prédios”, contou.

    Um outro funcionário, desta vez ligado ao PDT, disse que durante a crise hídrica tinha como função orientar as pessoas para que evitassem lavar as calçadas e assim reduzir o desperdício de água. “Hoje, com a situação normalizada, tenho feito serviços de entregas de papéis e documentos das Domasas (unidades regionais),” contou.

    Um filiado do PSDB disse que tinha como atribuição reduzir os custos da empresa fazendo relatórios de compras de modo a conseguir descontos, além disso afirmou que ficaria à disposição para tudo o que a gerência precisasse.

    A promotora revela ter encontrado o caso de sete funcionários da Sanasa que prestam serviço na Secretaria de Urbanismo. Alegaram no depoimento que foram deslocados com a tarefa de acelerar processos de empreendimentos imobiliários e, assim, elevar o número de consumidores de água e, por consequência, aumentar o faturamento da empresa.

    Hillal revela ter conversado com um funcionário que tinha a incumbência de cadastrar o patrimônio da empresa fixando-lhe uma placa com o número de identificação. Para isso, contava com a ajuda de funcionários concursados e de uma assessora própria que teria a função de “chapear os bens”.

    A função de um assessor ligado ao DEM, segundo ela, “ficou naquele limbo de funções de necessidade incompreensível”. O funcionário explicou que ajuda a fiscalizar as empresas no que se refere ao despejo de afluentes não domésticos para subsidiar o trabalho da Cetesb”. Um outro caso citado é o de uma funcionária que diz conhecer o Dr. Arly há mais de 20 anos” e que sua função seria a de estudar normas trabalhistas, de convenções coletivas e outros”.

    A promotora cita no processo o caso de um funcionário que seria primo do prefeito que exercia o cargo de coordenador e que supervisionaria serviços de tornearia, ajustagem e soldagens de peças. Ela fala ainda de funcionários da Sanasa cedidos para a secretaria de Esportes e de Recursos Humanos – medida, que segundo ela, “não tem qualquer remota conexão com a finalidade da empresa de saneamento”.

     

  • Vereador Campos Filho se acovardou. Não soube perder de cabeça em pé

    Vereador Campos Filho se acovardou. Não soube perder de cabeça em pé

    O vereador Campos Filho (DEM), em uma atitude covarde, retirou a emenda da opressão de votação na noite de segunda-feira (16/11), na Câmara de Campinas. Ele percebeu que iria perder, já que para ocorrer a votação era preciso 2/3 dos vereadores, ou seja, 22 parlamentares. Como havia 25 vereadores presentes, e 7 votariam contra, o próprio autor do projeto se acovardou do embate político e o retirou da pauta.
    Esperamos que que esses vereadores favoráveis à emenda da opressão tenham entendido que a população é contra essa arbitrariedade.

    ‪#‎ALutaContinua‬‬ ‪#‎PressãoPopular‬‬ ‪#‎CamposFilhoAcovardou‬‬

  • 2015: o ano que já terminou. Sobre a educação em SP

    2015: o ano que já terminou

    *Carlos Giannazi

    Pode parecer estranho o título acima. No entanto, não é. Embora estejamos a pouco menos de dois meses do final do ano, para os trabalhadores das escolas estaduais, alunos e pais, 2015 já chegou ao fim. E chega ao fim, de maneira melancólica. E, certamente, não deixará saudade na história da Educação pública brasileira pelas razões que apontaremos a seguir.

    O ano começou como mais um de pouco investimento na Educação pública paulista, como das vezes anteriores, nos anos anteriores. Em seguida, por motivos que todos conhecemos ” e que se repetem nas últimas administrações estaduais “, o magistério iniciou um movimento grevista na tentativa de abrir diálogo com a atual administração e reverter algumas das terríveis condições de trabalho. Após noventa e dois dias, o movimento terminou sob o olhar irônico e autoritário da administração da Educação paulista, impondo aos mestres, mais do que uma derrota em suas reivindicações ” todas justas “, um inusitado desânimo pedagógico e falta de perspectiva de melhorias.

    Mal a reposição das aulas não dadas teve início, o governador baixou um decreto (61.466/15) no qual praticamente determinou que não se contratasse mais nenhum professor, nenhum concursado, mesmo que já com exames médicos feitos e local de exercício escolhido, fosse qual fosse a necessidade ou a situação da escola. Na prática, decretou que a escola não precisa desses profissionais, que os servidores se viram do jeito que dá, que aulas vagas, documentos atrasados, quadro de apoio defasado, enfim, tudo isso deve ser encarado com normalidade, sem espanto. Descaradamente, sustentando-se em nome da crise econômica que assola o país.

    Em nome da crise baixou outro decreto (61.546/15) proibindo o gozo de férias e o usufruto de outros direitos dos servidores de quadros da Educação. Em nome da crise anunciou, em meados de setembro, uma tal “reorganização das escolas”, projeto já tocado por outra administração tucana, de nenhum resultado prático que tenha alcançado a qualidade da Educação. Os burocratas da administração da Educação paulista – que não conseguem fazer sua máquina administrativa andar minimamente para atender demandas da vida funcional dos servidores “ tentam confundir a comunidade escolar mascarando uma ação avassaladora de fechamento de escolas e diminuição de vagas como se isso fosse melhoria da qualidade de ensino. Professores, diretores, coordenadores pedagógicos, pais e alunos, desinformados ou acostumados às peripécias artificiais da tucanagem, não sabem onde estarão, com quem estarão, como estarão no próximo ano. Um erro grosseiro de estratégia, de planejamento, de concepção de melhoria da escola.

    Ninguém mais consegue pensar 2015. Todos olham, desconfiados, alarmados e desinformados, para 2016. Acabou 2015. Já se foi. Apenas há que se cumprir o calendário em meio a uma polvorosa falta de tato e de inteligência educacional dos burocratas que chefiam autoritariamente a Educação paulista. E, de quebra, uma pá de cal para não deixar dúvidas que o ano acabou e o que pensa e quer a tucunália no comando da Educação: desde o início do ano as escolas não recebem material e nem dinheiro para pequenas ações de manutenção.

    2015 já terminou. Resta passar a régua e lutar para que 2016 não venha com essa cara amarga, esse coração combalido e esse discurso atrasado.

    Giannazi

    *Carlos Giannazi é deputado estadual (PSOL) e membro titular da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa.

  • Agenda Brasil: o verdadeiro golpe

    Agenda Brasil: o verdadeiro golpe

    Por Juliano Medeiros

    19/08/2015

    Escrevi num artigo, tempos atrás, que nem toda crise leva a transformações. Mas não há transformações que não sejam precedidas por crises. A qualidade das crises, isto é, aquilo que está por trás de sua expressão fenomênica, anuncia a natureza das transformações resultantes. A oposição de contrários dá origem a novas sínteses que se apresentam, no nível da aparência, como “solução” para as crises.

    Usando exemplos históricos: a solução para os impasses do desenvolvimento capitalista brasileiro, no final do século 19, foi a abolição da escravidão e a proclamação da República. Para os impasses envolvendo a proposta de reforma agrária e o consequente rompimento do nexo de dominação exercida pelas oligarquias agrárias sobre as populações camponesas, em 1964, a saída foi o golpe civil-militar. Para as contradições que opunham o desenvolvimento do capitalismo russo e a existência da autocracia czarista, a saída foi a revolução.
    Como vemos, as crises geram novas sínteses. E elas nem sempre são positivas, do ponto de vistas das classes trabalhadoras. Aos grandes pactos realizados pelas elites para viabilizar as transformações necessárias ao desenvolvimento do capitalismo, Lênin denominou “via prussiana”. Carlos Nelson Coutinho, por sua vez, generalizou o conceito ao analisar as fases do capitalismo brasileiro, onde cada transição se processou também segundo o modelo da “modernização conservadora” prussiana.
    No Brasil do século 21, após um ciclo de expansão capitalista que assegurou algum nível de distribuição de renda, vivemos um momento de profundas transformações. Incapaz de manter os níveis de reprodução do período anterior, o capitalismo brasileiro entrou em crise. Essa crise, como sabemos, deriva de fatores exógenos, mas que encontraram terreno fértil na frágil estrutura de nosso capitalismo.

    Como costuma acontecer, a crise econômica se converteu em crise política. Em momentos de expansão capitalista, as crises políticas são facilmente debeladas. Vide o “mensalão” e a reeleição de Lula apenas um ano após as denúncias de compra de votos de parlamentares. Agora que o capitalismo brasileiro vive aos tropeções, a crise política ganha dimensões muito mais severas e alimenta a pressão da burguesia para a promoção de ajustes ainda mais profundos.

    Dilma e o PT, como também sabemos, cederam desde o primeiro momento. Seu governo promoveu a retirada de direitos dos trabalhadores, privatizou, cortou o orçamento de áreas estratégicas ao desenvolvimento nacional, permitiu a redução de salários de determinados setores da economia. Seguiu à risca a cartilha do mercado. Com isso, estavam convencidos de que seriam poupados.

    Ainda assim, a burguesia queria mais. Exigia a retirada de todo e qualquer entrave à retomada da expansão capitalista: a regulamentação das terceirizações, o fim das leis ambientais, a redução da idade mínima para a exploração da mão de obra jovem, o fim da proteção às terras indígenas. O governo, num primeiro momento, resistiu. O PT chegou, inclusive, a criticar a proposta de terceirização num programa de TV.

    O fantasma do “golpe”, no entanto, seguia cercando o Palácio do Planalto. Dilma e o PT corriam o risco de serem escorraçados do governo? Não sabemos. De fato, a elite brasileira não tem qualquer pudor quanto à preservação das regras do jogo. A única regra que importa, para ela, é lucrar sempre e mais. Mas pode ser que tudo não passasse de jogo de cena. Não há como saber.

    Diante disso, havia duas opções: fazer aquilo que não foi feito em doze anos, isto é, apoiar-se na mobilização popular para promover uma agenda de reformas estruturais, ou ceder ainda mais, ou seja, ceder tudo.

    A Agenda Brasil, divulgada nesta semana, sacramenta a segunda opção. É a viabilização de uma “via prussiana” para a superação da crise, isto é, um novo pacto conservador para assegurar as condições de um novo ciclo de expansão capitalista, com apoio do moribundo governo Dilma.

    Com isso, ela será poupada. Afinal, já não oferece resistência à agenda da burguesia brasileira. A síntese para a contradição que o capitalismo brasileiro vive é a fusão programática e ideológica entre o PT e a burguesia que, até ontem, ameaçava enxotá-lo do governo.

    Mas e o golpe? Alguns setores da burguesia brasileira seguirão agitando teses como a do impeachment de Dilma. Mas esses setores foram isolados. O pacto conduzido por Dilma, Renan Calheiros e Joaquim Levy é o verdadeiro golpe. Golpe contra a democracia e os direitos. Pacto firmado sob os auspícios das entidades patronais (como demonstra a nota da FIESP e FIRJAN), a grande mídia (como atesta o editorial da Rede Globo contra o impeachment) e os velhos partidos da ordem.

    Como disse um companheiro recentemente: se vão os anéis, os dedos e tudo mais. O jogo, claro, ainda está sendo jogado e o pacto representado pela Agenda Brasil (mais retirada de direitos, destruição da legislação ambiental, privatização do SUS etc.) não é a única saída em debate.

    Caberá aos que lutam em defesa das maiorias se mobilizarem para derrotar o pacto promovido entre a burguesia brasileira e o governo Dilma. Só assim a saída para a crise poderá ser aquela desejada pela esquerda: desenvolvimento com justiça social e mais direitos.

     

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    Juliano Medeiros é historiador e membro da Executiva Nacional do PSOL.

     

  • Assista ao vídeo do Ato contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil (20/08/2015)

    Assista ao vídeo do Ato contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil (20/08/2015)

    Contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil

    Milhares de trabalhadores foram às ruas no dia 20 de agosto contra a retirada de direitos e o ajuste fiscal do governo. A manifestação foi uma resposta aos recentes ataques aos direitos dos trabalhadores promovidos pela Câmara dos Deputados e Senado, além das medidas econômicas tomadas pelo governo federal. Em São Paulo a concentração foi no Largo da Batata . Depois todos seguiram para a avenida Paulista.

  • Guilherme Boulos do MTST fala verdades em encontro com Dilma

    O PSOL reafirma que não aceitará que as mobilizações convocadas originalmente para denunciar o ajuste fiscal, o avanço conservador e a retirada de direitos, tornem-se atos de desagravo a um governo que segue aplicando a agenda das elites brasileiras. Convocamos toda a nossa militância para tomar as ruas com os movimentos sociais combativos no dia 20 de agosto com as bandeiras presentes na convocatória original e deixamos claro, assim, que não nos somaremos a atos de desagravo ao governo Dilma

    Vamos tomar as ruas com cartazes, faixas e bandeiras que denunciem os ataques aos direitos dos trabalhadores, venham de onde vierem. A hora é de mobilização e luta. Não recuaremos!

  • Tomar as ruas por direitos, liberdade e democracia!

    Tomar as ruas por direitos, liberdade e democracia!

    A rua é do povo!
    20 de Agosto em todo o Brasil!

    A realização de grandes manifestações sociais no dia 20/08 em todo o país contará com todo o empenho de nossa militância e entidades aliadas para derrotar as pautas conservadoras e retirada de direitos, como a terceirização, e recolocar na agenda do país reformas populares que possam chegar às raízes dos principais problemas que afligem a maioria do povo brasileiro, como:

    1. Reforma Tributária para desonerar salários e diminuir os impostos indiretos, instituindo imposto sobre grandes fortunas e heranças, imposto sobre os ganhos de capital visando uma melhor distribuição de renda, redução das desigualdades sociais promovendo justiça tributária.
    2. Reforma Urbana com o combate à especulação imobiliária, garantia do direito à cidade por meio do acesso à moradia digna para famílias de baixa renda e mobilidade urbana para todos/as.
    3. Reforma Agrária que garanta democratização do acesso à terra, ao crédito, assistência técnica e as políticas sociais na área da saúde, educação e saneamento básico para sem terras e populações tradicionais.
    4. Democratização e controle social dos meios de comunicação, garantindo ampla liberdade de expressão para todos. Liberdade de imprensa para todos não pode ser confundida com liberdade de empresa.
    5. Fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais, garantindo participação igualitária para as diversas posições políticas, ampliando mecanismos de democracia direta e de participação popular.
    6. Redução drástica dos juros praticados pelos bancos, que prejudicam os clientes e os que necessitam de crédito, bem como suga as riquezas do país através do pagamento dos títulos da dívida pública. Auditoria da dívida pública.
    7. Por um modelo de desenvolvimento inclusivo, solidário e que não gere desequilíbrio socioambiental.

    A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.


    – Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!

    Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

    – A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!

    É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

    Ato 20 de agosto

     

    ASSINAM:


    Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) / Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) / Central Única dos Trabalhadores (CUT) / Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) / Intersindical – Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP) / União Nacional dos Estudantes (UNE) / União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) / Rua – Juventude Anticapitalista / Fora do Eixo / Mídia Ninja / União da Juventude Socialista (UJS) / Juntos / Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) / Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) / Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) / União da Juventude Rebelião (UJR) / Uneafro / Unegro / Círculo Palmarino / União Brasileira das Mulheres (UBM) / Coletivo de Mulheres Rosas de Março / Coletivo Ação Crítica / Coletivo Cordel / Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) / Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)

     

     

    PARTIDOS QUE APOIAM O ATO:
    Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) / Partido Comunista do Brasil (PC do B)

  • Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    A notinha saiu hoje no Correio Popular. O senhor #JonasFake é mesmo muito bonzinho com esses empresários. Como eles tiveram aumento nos custos da operação do sistema o prefeito vai colocar nessas empresas mais do nosso dinheiro para que o lucro deles, não seja prejudicado. Espera aí? Toda empresa da cidade que encara esta crise está recebendo ajuda do Jonas Donizette? Claro que não. Só quem interessa ao jogo político dele.

    Pergunta para cidadão que usa o transporte se ele está satisfeito com a qualidade e prestação do serviço? Em março Jonas já fez graça para os empresários do transporte e nada de melhorias -De acordo com publicação do Diário Oficial de segunda-feira (02/03/2015), o valor, que deveria ser de R$ 12 milhões, passou para R$ 30 milhões – um aumento de 150%. A redução do subsídio era uma promessa de Jonas quando, no início do ano, a tarifa de ônibus passou de R$ 3,30 para R$ 3,50. Mas como o Jonas é Fake e engana à população, nada de redução. Vale ressaltar que a tarifa do ônibus aumento duas vezes em menos de seis meses. –

    Temos de divulgar mais essa estratégia eleitoreira de Jonas Donizette (PSB). Chega, basta a população está acuada em meio à crise financeira e a prefeitura de Campinas esbanjando para quem não deve. E a educação, construção de mais creches, melhoria na saúde onde temos centros ancorados com vigas, cadê?

  • Audiência Pública na Alesp sobre a Terceirização do Trabalho

    Audiência Pública na Alesp sobre a Terceirização do Trabalho

    Convocada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), a audiência realizada no dia 29/06, foi marcada pela intensa participação de representantes da classe trabalhadora e pela forte mobilização popular. Os auditórios Franco Montoro e Juscelino Kubitschek ficaram completamente lotados, somando mais de 1000 pessoas, segundo a deputada estadual Beth Sahão (PT).

    O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH no Senado, fez questão de ressaltar que a mobilização em São Paulo foi a maior já vista durante suas visitas a outras casas legislativas do País. “Em nenhum outro estado houve participação tão grande. Esse projeto que cria trabalhadores de aluguel precisa ser liquidado, enterrado, via participação popular”, disse o parlamentar.

    Engavetado há 11 anos na Câmara dos Deputados, o PLC4330/04 foi subitamente votado em 22 de abril deste ano pela Câmara dos Deputados e enviado em regime de urgência para o Senado, onde agora tramita sob o nome de PLC 30/2015.O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, na prática libera a terceirização ilimitada e aniquila por completo os direitos dos trabalhadores brasileiros conquistados nos últimos 100 anos.