O dia 20 de junho de 2013 fica para a história de Campinas. Há 1 ano, milhares de pessoas foram às ruas. A multidão colorida, de cara pintada e com cartazes, celebrava, cantava e manifestava. Além do transporte público essa massa reivindicava várias causas como o descaso com a saúde e educação, o não a PEC 37, os gastos com a copa do mundo, a indignação diante do preconceito sexual . O grito era de basta.
Autor: Arlei
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Vamos torcer pelo Brasil, mas pelas manifestações também
A Copa no Brasil está chegando e as críticas não param. A sociedade está indignada com os gastos realizados. O pior é que além do espetáculo da Copa, prometeram coisas que realmente transformariam a vida dos cidadãos como, transporte público de qualidade, melhorias nas rodoviárias e aeroportos, um sistema de telefonia mais moderno, mais segurança, só que, como todos sabemos, essas intervenções estão ocorrendo às pressas, sem qualidade alguma. Tudo está sendo maquiado para a Copa.
E diante de todos os absurdos que fomos obrigados a engolir durante os últimos anos, reafirmamos que vamos protestar – antes, durante e depois da Copa – é direito e dever de uma população que pratica a cidadania ativa. De forma organizada, pacífica e com pautas claras, para que não haja manipulação dos conservadores de plantão.
Não podemos nos calar diante de tamanha afronta. Pasme com a declaração da própria diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, “O que tinha que ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes”.
A previsão é que seriam gastos R$3 BILHÕES, mas já foram utilizados R$26 BILHÕES, quase 9 vezes a mais que o orçamento inicial. Faltou planejamento? Não. Foi tudo arquitetado para que o setor privado saísse ganhando com isso. Está na boca do povo: a Copa do Mundo, agenciada pela Fifa, atendeu interesses econômicos muito poderosos. E o interesse público foi colocado em último lugar.
Quem se favoreceu com a Copa são as grandes empresas de construção, a Fifa, as empresas patrocinadoras, as corporações de mídia, as grandes imobiliárias e outras grandes empresas. Todas tiraram sua casquinha. E os maiores partidos políticos? Esses também parecem ter garantido o financiamento milionário das próximas campanhas eleitorais.
Arlei Medeiros
Presidente do PSoL Campinas
Coord. Observatório de Gestão Pública do Trabalhador -
Diálogos do Movimento com Carlos Giannazi
O programa Diálogos do Movimento volta a conversar com o deputado estadual Carlos Giannazi (PSoL/SP). Além da greve de professores, ele ressaltou a conquista da criação da CPI dos Pedágios e da luta em favor dos músicos para que eles não tenham a obrigatoriedade de estarem atrelados a Ordem do Músicos para exercerem a profissão.Assista , faça seu comentário e compartilhe.
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Crise da água ou crise do modelo?
O consumo doméstico de água corresponde a cerca de 30% do uso da água. Ou seja, pedir que as pessoas economizem água em casa não basta
A situação crítica do abastecimento de água nas regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas já havia sido antecipada há pelo menos uma década por técnicos da área e nos planos elaborados para os recursos hídricos regionais. Não é de hoje os sinais da impossibilidade de se manter o suprimento de quase a metade da metrópole de São Paulo, com a água retirada da região de Campinas, via transposição pelo Sistema Cantareira, considerando o aumento da demanda populacional, industrial e agrícola dessas regiões.
Durante o processo da renovação da outorga do sistema Cantareira, no qual se renovaria a concessão da captação de água, diversos prefeitos da região Metropolitana de Campinas, já haviam questionado os métodos autoritários com que o Governo Alckmin havia conduzido o processo. Porém, nada mais além de bravatas foram feitas. Poucos acreditavam que a situação se tornaria tão dramática.
Como é de costume, a população não foi chamada a participar das discussões sobre a renovação da outorga do sistema Cantareira, nenhum conselho foi ouvido e até o Comitê de Bacias (órgão oficial e influente) achou suficiente sua participação.
A situação se torna mais dramática quando vemos que as pessoas responsáveis para resolver o problema são as mesmas que criaram esta situação caótica e, aparentemente, não fizeram autocrítica, pois continuam a culpar a falta de chuva (que é um fato) e pedir que as pessoas economizem água, chegando até a adoção de medidas de multa para quem lavar a calçada (medida totalmente irrelevante). Diversos estudos, em todo o mundo, apontam como as maiores ameaças à água a expansão urbana, industrial e agrícola, as intervenções nos cursos d’água (canalizações, transposição de bacias, barragens e desvios), a perda de áreas úmidas e o desmatamento, além do aumento do consumo de água e da poluição hídrica.
O consumo doméstico de água corresponde a cerca de 30% do uso da água. Ou seja, ao pedir que as pessoas economizem água em casa, e é apenas essa medida que vêm sendo tomada, exclui-se da solução os 70% do consumo que advém da indústria e da agricultura. Como se não bastasse, o maior desperdício é do próprio. No ano passado, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) produziu mais de 3 bilhões de m³ de água, segundo o “Relatório de Sustentabilidade 2013”, disponível no site da empresa. De acordo com a companhia, 20,3% dessa água, deixaram de ser consumidos no ano passado, o que corresponde a 619,7 milhões de m³ de água perdidos. Essa quantidade seria suficiente para abastecer a cidade de São Paulo durante quase quatro meses. O consumo médio mensal de água na capital é de 159,5 milhões de m³. A Sabesp explica que essa água foi perdida por causa de vazamentos entre as estações de tratamento e as residências dos consumidores. “Esses vazamentos ocorrem, principalmente, devido ao envelhecimento das tubulações e às elevadas pressões”, justificaram. Em rápido cálculo, concluímos que toda a água que foi desperdiçada ao longo de 2013 com vazamentos no Estado de São Paulo daria para abastecer a capital paulista durante quase quatro meses.
O que temos visto é que o Governo Federal, Estadual e praticamente todos os municipais nada têm feito para conter e solucionar tamanha crise. Pelo contrário, quando continuamos a presenciar uma expansão urbana desenfreada (se não tivéssemos 20 milhões de pessoas concentradas no mesmo local e utilizando da mesma água talvez o cenário fosse menos drástico), incentivo e negligência com o desmatamento e a destruição de nascentes (para se ter uma ideia, a ampliação do aeroporto de Viracopos aterrará cerca de vinte nascentes), poluição dos cursos d´águas etc. E isso tudo sendo tratado como “desenvolvimento”. É hora da sociedade civil agir, 2014 é ano de eleições. Será que não seria o caso de deixarmos o pessimismo e a mera reclamação de lado e começarmos a cobrar soluções e propostas que invertam esta lógica? Infelizmente nem podemos dizer que a água está batendo na bunda, pois ela acabou.
Rafael Moya
Advogado, mestre em engenharia urbana e ex-presidente do Conselho de Meio Ambiente de Campinas.Arlei Medeiros
Coordenador Observatório de Gestão Pública do Trabalhador -

Saúde de Campinas está na UTI
Se a população está na rua é porque ela quer ser ouvida. E o assunto é iminente: a saúde pública de Campinas. Nesta semana (28/05) centenas de profissionais protestaram em frente à prefeitura e fizeram passeata pelas ruas da cidade, pedindo a digna atenção do prefeito Jonas Donizette (PSB) ao setor. Eles pedem primeiramente condições mínimas de trabalho, além de valorização salarial. O grupo elaborou uma carta de solicitações, na qual pede que a administração decrete estado de emergência para contratar mais servidores, que a estrutura dos prontos atendimentos seja melhorada e que seja realizada a compra de medicamentos e materiais clínicos.
Para denunciar e escancarar o descaso da administração com a saúde, funcionários dos postos de atendimento dos bairros Oziel e Monte Cristo, paralisaram as atividades por vários períodos esta semana. A população foi solidária e também deu o grito de desabafo nessa região. Para protestar os moradores fecharam a Rodovia Santos Dumont pedindo providências e cobraram o empenho na construção do então “prometido” Centro de Saúde do Jardim Monte Cristo, que terá capacidade para atender até 22 mil pessoas.
A situação na periferia é tão alarmante que uma médica cubana do programa Mais Médicos, que tem o objetivo de relocar profissionais justamente nas localidades mais carentes, não quer mais trabalhar na unidade de saúde do Monte Cristo . A médica pediu transferência dizendo não ter as mínimas condições de trabalho para atender a população.
Já diziam os nossos avós- com saúde não se brinca- mas pelo que as pessoas têm vivenciado nas filas intermináveis dos postos, com a precariedade no atendimento, até mesmo do SAMU que trabalha com equipes reduzidas, percebe-se que o governo não tem como prioridade cuidar da sua população. A epidemia da dengue foi a maior prova da má gestão da saúde no município.
Servidores e população estão unidos e essa “brincadeira” da administração tem de acabar. Todos irão continuar indo às ruas exigir o que é de direito, uma saúde pública de qualidade. Só para lembrar, o prefeito aumentou os subsídios para as empresas de transporte e para a saúde pública nada.
Arlei Medeiros
Presidente PSoL Campinas
Coord. Observatório de Gestão Pública do Trabalhador -
Food Revolution Day em Campinas
O Food Revolution Day, evento global focado na alimentação saudável, foi criado pelo chef-celebridade Jamie Oliver que tem um programa de gastronomia na tv por assinatura.Neste ano de 2014, o dia 16 de maio foi o escolhido para as atividades e a cidade de Campinas recebeu o evento pela primeira vez. As oficinas, palestras e feira foram organizadas no CIS Guanabara, na antiga estação Guanabara.
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Prefeito deu a corda e agora está se enforcando
O caminho está árduo. Quando penso no que escrever de relevante sobre Campinas, fico assustado. A falta de comprometimento do governo Jonas Donizette (PSB) com a população e o discurso que pregou na campanha de 2012, deixa cada vez mais em evidência que essa administração é para poucos.
A roda começou a girar com o transporte público. Revoga-se aumento de tarifa, mas triplicam-se os subsídios aos empresários. A violência se alastra pela cidade e coloca a população como refém.
A área da saúde tão citada durante a campanha entrou em colapso. Primeiro com a falta de médicos e medicamentos, depois com demissão de funcionários, filas e mais filas nos prontos atendimentos. Por fim, Campinas registra a maior epidemia de dengue com mais de 32 mil casos notificados.
Essa semana, telefones do Samu e Guarda Municipal ficaram por mais de 12 horas sem funcionar. Não podemos nos esquecer do racionamento de água que antes mesmo de ser anunciado como alternativa, já vinha acontecendo de maneira arbitrária na periferia do município.
Negligência? Falta de interesse? Afinal, como avaliamos o empenho dessa administração? Por que caso você não saiba a Secretaria de Serviços Públicos acaba de investir R$150 mil reais para revitalizar o canteiro central e calçadas da Avenida Ayrton Senna, entre os estádios do Guarani e da Ponte Preta, que, segundo eles, vai servir como “passarela para a Copa”. É demais não acham? Se esse dinheiro estava no caixa da secretaria poderia atender às demandas mais emergenciais, não é verdade? Mas o que vale nesta administração é “a maquiagem”, como foi a campanha: muitas promessas e nada de realizações efetivas.
A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) está em queda. Isso reflete diretamente na implantação de projetos pela prefeitura, é o alerta de que pouca coisa poderá ser feita. Mas para atender empresários do transporte ou maquiar a cidade para a Copa, a mão está aberta.
Agora, tem até vereador que apoiou o prefeito Jonas Donizette (PSB) delatando em plenária, aos quatro ventos “Eu infelizmente ajudei a eleger esse prefeito”, declarou Arthur Orsi (PSDB), na sessão do dia 21 de maio. Pois é, a turma esta se sentindo encurralada e está se enforcando com a própria corda.
Arlei Medeiros
Presidente do PSoL Campinas
Coord. Observatório de Gestão Pública do Trabalhador -
100 dias do governo Jonas e nada mudou para a população.
Como cidadãos, temos o papel de acompanhar, avaliar, criticar e dar sugestões sobre os caminhos que a administração municipal vem traçando. Para o PSoL, nesses 100 primeiros dias da gestão Jonas Donizette, viu-se que nada mudou. Vale ressaltar que a nossa cidade passou por escândalos de corrupção e a população não tolera mais este descaso. O PSoL está nas ruas e associações de bairros com militantes e pessoas que acreditam na nossa proposta política e também na Câmara, representado pelo vereador Paulo Bufalo. Todos, como você, sonham em ter uma Campinas justa e sustentável.
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Vídeo exibido no IV Congresso Nacional do PSoL
São imagens, músicas e entrevistas que falam pelo PSoL.
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Caminhada pela Vida no Campos Elíseos
Atividade celebra a Campanha da Fraternidade
No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher a Paróquia Santa Luzia, no Jardim Campos Elíseos em Campinas, realizará em ato simbólico, a “Caminhada da Luz pela Vida”, para ressaltar a Campanha da Fraternidade 2014.Os fiéis vão se concentrar em frente ao Supermercado Extra na Avenida Rui Rodrigues.
No meio do trajeto as pessoas vão assistir a algumas encenações. O grupo de mulheres Pão e Rosa fará uma apresentação sobre a agressão doméstica. Os jovens, sobre a prostituição e as crianças farão sobre o tráfico de órgãos “Toda a população da cidade está convidada para participar conosco dessa primeira caminhada pela vida. Será um momento de muita oração e comunhão.” informou Padre Nelson Ferreira de Santos.
A caminhada segue até a Avenida Piracicaba, até a Escola Padre José dos Santos, onde ás 19 horas, será celebrada uma missa especial. “Estamos esperando mais de 1 mil pessoas nesta caminhada.” finalizou o padre Nélson.
O tema da Campanha da Fraternidade deste ano será “Fraternidade e Tráfico Humano”, cujo lema será “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. A escolha do tema surgiu com a proposta dos Grupos de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Combate ao Trabalho Escravo, junto à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e a entidades ligadas à Pastoral da Mobilidade Humana.
Serviço:
Caminhada da Luz pela Vida
Encontro no Extra da Avenida Rui Rodrigues, no bairro Campos Elíseos, às 18 horas.