Relembrando a nossa inauguração que aconteceu no sábado, dia 8 de junho. O primeiro box de alimentos orgânicos e agroecológicos da Ceasa Campinas. E tivemos a presença de parceiros incríveis. Confira!
Autor: Arlei
-
teste
[vc_row][vc_column][vc_column_text]I am text block. Click edit button to change this text. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo. dgsjkfgsdkfgdkfgdskjfgsjkafgsdkfgdkfagfk[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_raw_html]JTNDaWZyYW1lJTIwc3JjJTNEJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGcGx1Z2lucyUyRnZpZGVvLnBocCUzRmhlaWdodCUzRDQ3NiUyNmhyZWYlM0RodHRwcyUyNTNBJTI1MkYlMjUyRnd3dy5mYWNlYm9vay5jb20lMjUyRkFybGVpcHNvbCUyNTJGdmlkZW9zJTI1MkYzNDE4MTkyODg3NTA5NjAlMjUyRiUyNnNob3dfdGV4dCUzRGZhbHNlJTI2d2lkdGglM0QyNjclMjZ0JTNEMCUyMiUyMHdpZHRoJTNEJTIyMjY3JTIyJTIwaGVpZ2h0JTNEJTIyNDc2JTIyJTIwc3R5bGUlM0QlMjJib3JkZXIlM0Fub25lJTNCb3ZlcmZsb3clM0FoaWRkZW4lMjIlMjBzY3JvbGxpbmclM0QlMjJubyUyMiUyMGZyYW1lYm9yZGVyJTNEJTIyMCUyMiUyMGFsbG93ZnVsbHNjcmVlbiUzRCUyMnRydWUlMjIlMjBhbGxvdyUzRCUyMmF1dG9wbGF5JTNCJTIwY2xpcGJvYXJkLXdyaXRlJTNCJTIwZW5jcnlwdGVkLW1lZGlhJTNCJTIwcGljdHVyZS1pbi1waWN0dXJlJTNCJTIwd2ViLXNoYXJlJTIyJTIwYWxsb3dGdWxsU2NyZWVuJTNEJTIydHJ1ZSUyMiUzRSUzQyUyRmlmcmFtZSUzRQ==[/vc_raw_html][/vc_column][/vc_row]
-

Sem desculpas, por nenhum direito a menos
A crise econômica acende o alerta. Não apenas pelo desemprego e a possibilidade de novas demissões, mas por alimentar a retórica dos patrões sobre a necessidade de revisarem direitos trabalhistas.
O problema é que essa revisão sempre infere na perda de direitos trabalhistas conquistados por meio de muita luta, durante anos e anos. E com o governo interino e ilegítimo de Michel temer (PMDB) sabemos que essa revisão ganha corpo e movimento alarmante já que ele atende aos interesses do empresariado.
A Fetquim até mesmo já publicou reportagem sobre os 55 projetos que tramitam no congresso e ameaçam os direitos trabalhistas. (http://fetquim.org.br/noticias/55-projetos-que-ameacam-seus-direitos-db15/). O governo interino de Temer (PMDB), junto com seus pares, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), têm prioridade em aprovar o projeto das terceirizações e a alteração da Consolidação das Leis do Trabalho para impor a prevalência de acordos coletivos sobre as regras dispostas na legislação.
A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, CUT e CTB fazem forte resistência e tentam cada vez mais informar e mobilizar a população, sobre o retrocesso para o desenvolvimento do país, caso seja aprovada a reforma trabalhista que está no Congresso. Foi criada também a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Direito dos trabalhadores com 12 deputados e senadores, que vão escancarar os desmandos e absurdos destes projetos que beneficiam empresários à custa de milhares de trabalhadores.
O professor Denis Maracci Gimenez, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (Cesit/Unicamp), em entrevista à imprensa, disse que com o governo interino, reduz-se, sim, o papel do Estado – nas áreas de proteção social. “E mantém muito forte onde há uma maciça transferência de recursos públicos para o setor financeiro. Esse é o arranjo.”
Para ele, nenhuma das medidas anunciadas pelo governo é capaz de recuperar a economia ou garantir um sistema de proteção. Pelo contrário: “Apontam crescente fragilização de políticas públicas, num quadro de estagnação”.
Frentes populares, especialistas, movimentos sociais e sindicatos estão cada vez mais unidos para reverter essas medidas que não sinalizam qualquer avanço. Ao contrário, destituem o trabalhador de seus direitos. É preciso frustrar o golpe.
-

Na Luta pela democracia
abril/2016
A Intersindical Central da Classe Trabalhadora tem ao longo dos últimos anos encabeçado diversas lutas contra a retirada dos direitos trabalhistas. A Intersindical não apoia a política econômica do governo Dilma (PT) que implantou um ajuste fiscal jogando a crise nas costas do trabalhador . Mas é contra o impedimento da presidenta baseado em uma ação golpista orquestrada pela Rede Globo e setores do judiciário, Ministério Público, banqueiros e grandes empresários, que visam derrubar o governo eleito para colocar o governo ainda mais comprometido com o capital financeiro internacional.
A Central luta pela manutenção do estado de direito que foi conquistado a duras penas. Luta pela Democracia. “Não vai ter golpe, vai ter luta.” -

Ilegítimo e impostor, Temer quer desmontar direitos sociais e soberania
Os primeiros dias do “governo” biônico e ilegítimo de Temer já mostra ao que veio. Privatizações, reforma da previdência para dificultar ainda mais a aposentadoria, anúncio de retirada de direitos trabalhistas, desprezo com a cultura e a diversidade de gênero e raça.
Texto: Intersindical http://www.intersindicalcentral.com.br/
Para os ingênuos que falavam em fora Dilma por conta das denúncias de corrupção, Temer nomeou sete ministros citados na Lava Jato e diversos outros corruptos. Além de acabar com a Controladoria Geral da União, CGU, fundamental no combate à corrupção.
Para quem já reclamava de impostos, o ilegítimo fala em restabelecer a CPMF e aumento da CIDE.
Para quem quer a redução dos juros, o ilegítimo indica para o Banco Central o sócio do Banco Itaú, que cobra nada menos que 629% de juros no rotativo do cartão de crédito. O ilegítimo quer, ainda, independência do Banco Central. Na verdade, é colocar o BC sob a dependência total dos banqueiros, ou a “raposa pra cuidar do galinheiro”.
O “ministro” da Saúde quer o fim da saúde pública e diz que todos devem ter planos privados.
O ministro do Trabalho defende a terceirização em todas as atividades. Na verdade, busca legalizar a fraude de muitas grandes empresas que fraudam o contrato de trabalho de milhões de pessoas.
Para a pasta da justiça, coloca o advogado do Eduardo Cunha, que ficou famoso por espancar estudantes e por ser advogado do PCC. Para a EBC, indicou um condenado por corrupção, mas fiel funcionário da CBN, Globo e da Veja.
A Intersindical Central da Classe Trabalhadora, que nunca apoiou o Governo Dilma ou qualquer outro governo, se somou ao conjunto dos movimentos sociais brasileiros no combate ao golpe perpetrado pela direita e o grande capital. A rigor, o golpe não foi contra o mandato constitucional da presidente Dilma. O golpe foi contra a democracia, contra as conquistas sociais da Constituição de 1988, atacando a soberania nacional e os direitos trabalhistas estabelecidos na lei.
“A Intersindical não reconhece esse “governo” ilegítimo e impostor, instalado por um golpe. E se somará a todos os setores democráticos da sociedade brasileira e internacional para restabelecer a democracia em nosso país. Fora Temer. Não toque em nossos direitos”, conclama Edson Carneiro Índio, Secretário Geral da Central. -

28 de abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes no Trabalho
Pela passagem do dia 28 de Abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, na quinta-feira (28) haverá um ato em memória de companheiras e companheiros vitimados pelas más e perigosas condições de trabalho nas fábricas, bem como para exigir a implantação de adequadas medidas de segurança nos locais de produção e uma legislação mais dura contra o descaso da saúde e da vida dos trabalhadores.
O ato é promovido por sindicais e centrais de trabalhadores (entre eles o Unificados e a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora), pela Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq) e pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Campinas.
Simbolismo da área da manifestação
A escolha do local para o ato relembra as vítimas de contaminação causada pelas multinacionais Shell Brasil e a Basf S.A. na planta industrial localizada no bairro Recanto dos Pássaros em Paulínia. Cerca de 75 ex-trabalhadores da Shell/Basf morreram em idades bem abaixo da média da expectativa de vida, boa parte deles por câncer.
Programação
• 9h às 14h – Ato público na avenida das Amoreiras, bairro São Bernardo, em frente à marginal do Piçarrão, próximo ao terreno onde será construído o centro de diagnóstico do Hospital do Câncer de Barretos.
• 14h30 – Exibição do filme O Lucro Acima da Vida, no Cerest Campinas, avenida Prefeito Faria Lima, 680, bairro Parque Itália. O filme é uma ficção inspirada na luta real dos ex-trabalhadores Shell/Basf pelo direito à vida e para a condenação das multinacionais pelos danos causados aos trabalhadores e ao meio ambiente.
Unificados/Atesq e o Hospital do Câncer
A vinda da unidade do Hospital do Câncer de Barretos para Campinas, com a construção de um centro de diagnósticos e unidades móveis que circularão pelos bairros realizando exames preventivos, se consolidou porque o Sindicato Químicos Unificados e a Atesq pleitearam no acordo judicial no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com as contaminadores Shell e Basf uma cláusula para que houvesse o pagamento de R$ 200 milhões a título de indenização por danos morais coletivos.
Este valor deveria ser empregado diretamente a projetos voltados à saúde dos trabalhadores, com foco na pesquisa e prevenção, a serem selecionados pelo Ministério Público do Trabalho.
Portanto, é uma conquista para toda a população e que tem origem na luta de ex-trabalhadores da Shell/Basf contra as duas multinacionais que colocaram o lucro acima da vida.Este projeto do Hospital do Câncer de Barretos foi um dos selecionados e utilizará R$ 69,9 milhões da verba de indenização por danos morais coletivos.
Acidentes do trabalham matam 57 mil por ano no Brasil
Os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais matam no Brasil cerca de 57 mil pessoas por ano, de acordo com estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O número é quase 22 vezes maior que o captado pelas estatísticas oficiais da Previdência Social para os acidentes de trabalho fatais. Segundo o último levantamento disponível no site da Previdência Social, o Brasil registrou 717.911 acidentes de trabalho, sendo 2.797 deles com mortes.
Os dados referentes a acidentes e doenças causadas pelo trabalho no Brasil não refletem a realidade porque muitos sequer são notificados e porque o levantamento da Previdência leva em conta apenas os 48.948.433 trabalhadores com vínculos formais (celetistas, temporários, avulsos, entre outros), excluindo quem está no mercado informal, trabalhadores domésticos informais, profissionais autônomos, empregadores, militares e estatutários. A ausência de uma base de informações atualizada impede políticas eficazes em relação à saúde do trabalhador.
Origem do 28 de abril
O 28 de Abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Causadas pelo Trabalho surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, e logo se espalhou por diversos países, organizado por sindicatos, federações, confederações locais e internacionais. A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos no ano de 1969. A OIT, desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador.
Nesta data, trabalhadores de todo o mundo protestam e denunciam a persistência do adoecimento e mortes causadas pela atividade profissional. Diferente da abordagem do setor empresarial, os acidentes e as doenças não acontecem por falha humana ou falta de equipamentos de segurança e proteção. Eles sempre ocorrem dentro do contexto de pressão por produtividade, porque o lucro é colocado acima da vida como comprova o crime cometido pelas multinacionais Shell/Basf que trouxeram para o Brasil agrotóxico com substâncias banidas em 1974 nos Estados Unidos.
Os chamados drins (Aldrin, Dieldrin e Endrin) produzidos pela Shell foram proibidos por permanecerem no meio ambiente e se propagarem pela cadeia alimentar. A Agência de Proteção Ambiental do país (Usepa) confirmou o alto risco de câncer em animais e contaminação em alimentos.
Entre os problemas de saúde desenvolvidos pelos ex-trabalhadores da Shell/Basf estão: hepatite, alterações na tireoide (problema incomum em homens), cânceres de próstata, pulmão e intestino, complicações renais, problemas de fertilidade, complicações neurológicas comprometedoras da memória, alterações sanguíneas, entre outros.
Fonte: Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas e Osasco
-

Manobras não vão frear luta contra Eduardo Cunha
Nesta terça-feira (2), primeiro dia de trabalho legislativo do ano de 2016, Eduardo Cunha operou mais um golpe para tentar salvar o seu mandato das acusações de corrupção: uma decisão de seu aliado e vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anulou a sessão do Conselho de Ética, no fim de 2015, que aprovou a admissibilidade do processo de cassação de seu mandato por quebra de decoro, protocolado pelo PSOL e pela Rede.
Bancada do PSOL e Luiza Erundina (PSB-SP) se reúnem com presidente do Conselho de Ética
A manobra ocorreu no mesmo dia em que novas provas contra Cunha foram anexadas ao processo. Junto à deputada Luiza Erundina (PSB-SP), os cinco deputados do PSOL se reuniram com o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), e apresentaram documento que reúne vídeos de delação de Fernando Baiano à Operação Lava-Jato e as denúncias de existência de mais cinco contas no exterior.
Para o deputado Chico Alencar, a petição traz novos elementos robustos que reiteram que Eduardo Cunha mentiu à CPI da Petrobras, ao negar existência de contas em seu nome no exterior, bem como os encontros com Fernando Baiano.
Golpe calculado
O documento sobre a decisão de suspender a reunião do Conselho de Ética que aprovou a continuidade do processo foi uma resposta do vice-presidente da Casa a um recurso sem base de outro deputado aliado de Cunha, Carlos Marun (PMDB/MS).
A decisão foi feita em nome da Mesa-Diretora da Câmara (já que Eduardo Cunha está legalmente impedido, como “parte interessada”). O coordenador da Liderança do PSOL, Juliano Medeiros, explica que a decisão está completamente errada em termos legais. O recurso de Carlos Mansur se baseou em um pedido, feito em reunião do Conselho, para ter um segundo pedido de vista sobre o processo acolhido, o que foi negado por ter claramente um caráter protelatório. “A sessão não poderia ser anulada sem que, na reunião do Conselho de Ética, tivesse havido sequer uma questão de ordem formulada sobre o assunto”, afirma Juliano. E ela não aconteceu. Os aliados de Cunha preferiram levar o recurso direto à Mesa-Diretora, sem que passasse pelo próprio Conselho de Ética, onde o caso está sendo julgado.
O autor da decisão, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), é bom lembrar, também é investigado na Operação Lava-Jato, assim como Eduardo Cunha.
A manobra foi calculada previamente, durante o recesso. O documento data do dia 22 de janeiro, mas foi notificada apenas às exatas 16h desta terça-feira (2), no meio da reunião do Conselho de Ética. Isso porque, segundo o regimento da Câmara, as reuniões do órgão, para terem caráter deliberativo, têm que ser convocadas com no mínimo 24h de antecedência – tentando fazer com que, se fosse convocada uma nova reunião para esta quarta (3), não tivesse caráter deliberativo. Assim, a presidência do Conselho convocou nova reunião para esta noite, após a sessão, com o objetivo de julgar o pedido de vista.

Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Câmara, aliado de Cunha e deputado investigado na Operação Lava-Jato Combate na Câmara vai aumentar
O PSOL intensificará ainda mais a luta pela saída de Cunha do cargo de presidente e pela cassação de seu mandato. O deputado Ivan Valente (SP) afirma que o partido estará na linha de frente dessa luta. “A sociedade brasileira exige uma solução para este caso, para que seja feita justiça e para que a desmoralização não só do parlamento brasileiro, mas do país, diante de tantos desmandos e abusos, seja interrompida. Basta de manobras e golpes”, afirma.
Glauber Braga (RJ) cobra do STF uma posição célere sobre o assunto. “Se depender da Câmara está claro que a coisa não vai andar. Cunha vai usar todo o poder que tem para impedir a cassação do mandato”, diz o deputado. “O Supremo Tribunal Federal só não enxerga isso se não quiser. Já passou da hora da Corte afastá-lo do comando da casa”.
A bancada do partido se reúne nesta quarta-feira, às 18h, com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. A audiência servirá para debater a situação de Cunha e apresentar as novas provas contra o presidente da Câmara também ao Supremo, que tem nas mãos do pedido da Procuradoria Geral da República de afastamento de Cunha.
-

Arlei Medeiros diz que governo Jonas é ‘a montanha que pariu um rato’
Reportagem: Carta Campinas
O ex-candidato a prefeito de Campinas e presidente do PSOL na cidade, Arlei Medeiros (foto), afirmou, em entrevista exclusiva ao Carta Campinas, que o governo de Jonas Donizette (PSB) é a expressão da velha política. “A expectativa era grande, mas a montanha pariu um rato”, disse. Em relação ao PSOL, ele espera dobrar o número de votos nas eleições do ano que vem (2016) em Campinas e eleger mais vereadores.
Arlei participou no último final de semana do 5º Congresso do PSOL, em Brasília, em que se discutiu a atual crise política do Brasil definiu posições em relação ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). Nessa entrevista, ele também falou sobre os erros que levaram o PT a passar de um dos governos mais bem avaliados para uma das mais baixas avaliações em tão pouco tempo, assim como o avanço conservador que se assistiu durante o ano de 2015.
Carta Campinas: O sr. participou no final de semana passado do 5º Congresso do PSOL, em Brasília, a mais importante do partido e em um momento crucial para o país. Qual a posição do partido sobre o impeachment de Dilma Rousseff (PT)?
Arlei Medeiros: Uma das grandes discussões foi realmente sobre impeachment e a conjuntura política atual. O PSOL é oposição ao governo Dilma, mas uma oposição de esquerda. Não concordamos com o governo, mas avaliamos que o impeachment não é a solução e entregar o governo para Michel Temer e Eduardo Cunha só vai piorar a situação da população. Além disso, não há elementos concretos que ligue Dilma à corrupção. Por isso, o partido não apoia o impeachment e essa decisão foi tomada durante o Congresso.
Quais foram os principais erros do PT no governo e que levaram o partido a esta situação?
Existem vários erros e situações que levaram a isso. Mas o PT ficou dependente do capital, do financiamento empresarial de campanha. O partido se distanciou das bases sociais e passou a ser dirigido por quem tem mandato. Tudo virou uma disputa institucional. Além disso, houve um crescimento desenfreado da legenda. Pessoas que nada tem a ver com o PT, não tem o perfil de esquerda, entraram no partido porque era uma máquina eleitoral. O PT também mirou o governo federal, a presidência da República, como um fim em si mesmo, e fez inúmeras concessões para chegar ao governo.
E essa situação do PT atual não atinge todos os partidos de esquerda?
O PSOL já ocupa um espaço na política de esquerda. E o PT está desgastado por 12 anos de governo; quem vai para o governo sempre sofre desgaste. Com a crise internacional, não tem a fartura de antes. A juventude olha para o PT e o vê como de centro, de direita. Quem tem 20 anos hoje entrou na política vendo o PT como governo, aplicando ajuste fiscal, etc. O PSOL é uma alternativa de esquerda, uma opção de vanguarda que dialoga com a sociedade, diferente de outros partidos de esquerda.
E em Campinas? Qual sua avaliação sobre o governo de Jonas Donizette (PSB)?
É a montanha que pariu um rato. A expectativa era grande, mas se resumiu à velha política clientelista. Saúde e educação pioraram, com o agravante da dengue, doença da pobreza, da desorganização, da falta de planejamento sanitário. E continua com nível baixo da avaliação das escolas. É inexplicável. O transporte coletivo piorou, com retirada de cobradores, passagens caras e subsídios altos para as empresas. A mobilidade urbana passa a cada dia a ter mais relevância. Saúde, educação e transporte são as coisas principais que precisam de mudanças e que só pioraram. O resumo da ópera do governo Jonas é um governo clientelista, que se sustenta nas autarquias, é a velha política.
E como sr. vê esse avanço conservador de 2015 em todas os níveis? Na esfera municipal, lei que tenta impedir a discussão de gênero na cidade; no âmbito estadual a proposta de fechamento de escolas mantendo 40 alunos por sala de aula e na esfera federal a ascensão de Eduardo Cunha e os projetos conservadores?
Acredito que seja um processo cíclico esse avanço conservador. Durante uma década e meia, a América Latina promoveu avanços e agora há um recuo. Os governos foram bem sucedidos no início, mas foram constantemente atacados pelas elites e pela mídia. E agora não estão respondendo aos anseios da população. Há uma disputa ideológica entre esquerda e direita que não é só econômica, é uma disputa cultural, social, de comportamento, de consumo etc. A situação de crise leva ao questionamento de que existe uma saída à direita e os conservadores vão ganhando confiança. Mas logo a população vai perceber que é uma enganação. O que precisamos é de mais liberdade e de mais democracia. (Carta Campinas)
-
É brasileiro? Então, tem negritude na veia
FERIADO 20 DE NOVEMBRO: Dia da Consciência Negra, e um herói chamado Zumbi dos Palmares
Renda dos negros é 57,4% da dos brancos, mostra pesquisa do IBGE
O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. É uma homenagem a este personagem da história brasileira que é o mais conhecido representante da luta da raça negra contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade.
Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
A data de 20 de novembro foi estabelecida pelo projeto de lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Esta mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
Nas escolas, as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, provocam o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Importância da data
A criação desta data foi importante, pois ela serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional.
Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que deve ser comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes brancos.
Renda dos negros é 57,4% da dos brancos, mostra pesquisa do IBGE
Infográfico mostra diferenças entre brancos e negros
Fonte: Agência Brasil
De 2003 a 2013, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, divulgou em janeiro/2014 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos, percentual maior que os 48,4% de 2003. Nesse período, a renda média geral da pesquisa subiu 29,6%.
Enquanto a população de cor branca teve rendimento médio de R$ 2.396,74 em 2013, a população preta e parda recebeu em média R$ 1.374,79 por mês. O valor médio para toda a população das seis regiões metropolitanas pesquisadas no ano passado foi de R$ 1.929,03.
Desemprego
A maior taxa de desemprego é verificada entre as mulheres negras, para quem o índice chega a 7,9% em 2013 e foi de 18,2% em 2003. As mulheres brancas têm a segunda maior, de 5,4%, e os homens negros, de 5,1%. A dos homens brancos, que era de 8,6% em 2003, caiu para 3,8% em 2013.
OBS: O uso dos termos preto e pardo, empregados pela matéria, respeita as categorias originais usadas na pesquisa pelo IBGE.
O que significa quilombo
O quilombo, que na língua banto significa “povoação”, era o espaço físico de resistência à escravidão. Fugidos dos cafezais e das plantações de cana-de-açúcar, os negros que se recusavam à submissão, à exploração e à violência do sistema colonial escravista aglomeravam-se nas matas e formavam núcleos habitacionais com relativo grau de organização e desenvolvimento social, econômico e político.
Eram agrupamentos criados em locais de difícil acesso, e que dispunham de armas e estratégias de defesa contra a invasão de milícias e tropas governamentais. O Brasil colonial conviveu com centenas de comunidades quilombolas, espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia (BA), Pernambuco (PE), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG) e Alagoas (AL).
Palmares
A mais famosa comunidade quilombola foi Palmares, fundada no século XVI pela princesa congolesa Aqualtune, mãe do lendário Ganga-Zumba, e instalada na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares (AL). Integra, ao lado dos povoados de Ambrósio (MG) e Campo Grande (SP/MG), o grupo dos maiores núcleos de resistência negra do país.
Criado no final de 1590, o Quilombo dos Palmares transformou-se num estado autônomo, resistindo por quase cem anos aos ataques holandeses, luso-brasileiros e de bandeirantes paulistas. Em 1695, foi totalmente destruído, um ano após a morte de Zumbi, assassinado por Domingos Jorge Velho, bandeirante contratado pelo governador de Pernambuco João da Cunha Souto Maior com a incumbência de sufocar Palmares e outros quilombos próximos a ele.
Zumbi dos Palmares
Fonte: Amélia Hamze Profª da FEB/CETEC – ISEB/FISO – Barretos/SP
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência antiescravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo.
Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, em razão do grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje, estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena).
Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
O Quilombo dos Palmares, o maior em extensão, existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. Nele, viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso.
Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares.
Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
Fonte: Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas e região





