Autor: Arlei

  • Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    reportagem: Jornal Metro/ Rose Guglielminetti

    A promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal, ofereceu denúncia à Justiça contra o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) e o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo por improbidade administrativa. Eles são acusados de promover a contratação indevida de funcionários comissionados. Na ação ajuizada na Vara da Fazenda Pública de Campinas, a promotora diz que Donizette e Romêo usaram a empresa de saneamento para “a prática de clientelismo e não para melhorar a eficiência do serviço público”.

    Na denúncia, Hillal diz que analisou as funções de alguns comissionados e concluiu “que o diretor-presidente da Sanasa, em conluio com o prefeito, ora empregou pessoas com atribuições desnecessárias; ora empregou apenas para atendimento de interesses pessoais ou ainda empregou pessoas dispostas a pagar dívidas de apoio político-partidário”. diz.

    Ela pede que os dois sejam condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa equivalente a 100 vezes a remuneração do prefeito. A promotora pede ainda, a redução no número de comissionados dos atuais 196 para apenas 15 servidores e a declaração de inconstitucionalidade do Estatuto Social da Sanasa, que estabeleceu os critérios para a criação de cargos em comissão.

    A promotora diz que, sem contar a Câmara de Vereadores, a prefeitura e entes da administração indireta, como Ceasa, Setec, Emdec, etc, existem 1.418 cargos em comissão. Esse número, diz ela, “supera países como França e Alemanha que, juntos, somam 500 vagas”. Ela lembra ainda que na Inglaterra são 300 comissionados.

    sanasa

    A promotora diz que na Sanasa – assim como na prefeitura e nos demais entes da Administração indireta – “os cargos comissionados vão se distribuindo em uma cadeia hierárquica imensa de chefes de chefes e de chefes, por sua vez, com seus respectivos assessores, até o ponto de não se saber, afinal, quem está, de fato, sendo chefiado”. Ela diz cita como exemplo o fato de a Sanasa contar com quatro diretorias, sendo que em apenas duas delas, ocupadas por filiados ao PSB, existem 10 gerências e 25 coordenadorias, cujos cargos são preenchidos por comissionados.

    Na base para a denúncia, a promotora conta que por cerca de dois anos, por amostragem, ouviu relatos de servidores sobre as funções que exerciam e constatou casos graves de desvios. Disse ter encontrado vários funcionários que tinham como atribuição “ter ideias”. Um deles, ligado ao PP, disse que foi contratado para visitar todos os setores da Sanasa “para que tenhamos ideias que depois vão virar projetos”. Um caso chamou a atenção da promotora. O funcionário disse ter tido a “ideia” de reduzir o custo da folha de pagamento e sugeriu “a demissão de algumas faxineiras”.

    Outro filiado do PSB diz que foi contratado pela Sanasa para “prestar serviços à comunidade”, disse. “Quando tem teatro na escola eu ajudo a carregar alguma coisa”, revelou, dizendo que também vai aos bairros “orientar as pessoas sobre alguma obra da Sanasa”. Um outro funcionário, ligado ao PSDB, disse que ajudava os agentes da empresa terceirizada de segurança. “Eu ajudo eles (os guardas) a olhar as câmeras de segurança em busca de alguma movimentação estranha nos prédios”, contou.

    Um outro funcionário, desta vez ligado ao PDT, disse que durante a crise hídrica tinha como função orientar as pessoas para que evitassem lavar as calçadas e assim reduzir o desperdício de água. “Hoje, com a situação normalizada, tenho feito serviços de entregas de papéis e documentos das Domasas (unidades regionais),” contou.

    Um filiado do PSDB disse que tinha como atribuição reduzir os custos da empresa fazendo relatórios de compras de modo a conseguir descontos, além disso afirmou que ficaria à disposição para tudo o que a gerência precisasse.

    A promotora revela ter encontrado o caso de sete funcionários da Sanasa que prestam serviço na Secretaria de Urbanismo. Alegaram no depoimento que foram deslocados com a tarefa de acelerar processos de empreendimentos imobiliários e, assim, elevar o número de consumidores de água e, por consequência, aumentar o faturamento da empresa.

    Hillal revela ter conversado com um funcionário que tinha a incumbência de cadastrar o patrimônio da empresa fixando-lhe uma placa com o número de identificação. Para isso, contava com a ajuda de funcionários concursados e de uma assessora própria que teria a função de “chapear os bens”.

    A função de um assessor ligado ao DEM, segundo ela, “ficou naquele limbo de funções de necessidade incompreensível”. O funcionário explicou que ajuda a fiscalizar as empresas no que se refere ao despejo de afluentes não domésticos para subsidiar o trabalho da Cetesb”. Um outro caso citado é o de uma funcionária que diz conhecer o Dr. Arly há mais de 20 anos” e que sua função seria a de estudar normas trabalhistas, de convenções coletivas e outros”.

    A promotora cita no processo o caso de um funcionário que seria primo do prefeito que exercia o cargo de coordenador e que supervisionaria serviços de tornearia, ajustagem e soldagens de peças. Ela fala ainda de funcionários da Sanasa cedidos para a secretaria de Esportes e de Recursos Humanos – medida, que segundo ela, “não tem qualquer remota conexão com a finalidade da empresa de saneamento”.

     

  • Vereador Campos Filho se acovardou. Não soube perder de cabeça em pé

    Vereador Campos Filho se acovardou. Não soube perder de cabeça em pé

    O vereador Campos Filho (DEM), em uma atitude covarde, retirou a emenda da opressão de votação na noite de segunda-feira (16/11), na Câmara de Campinas. Ele percebeu que iria perder, já que para ocorrer a votação era preciso 2/3 dos vereadores, ou seja, 22 parlamentares. Como havia 25 vereadores presentes, e 7 votariam contra, o próprio autor do projeto se acovardou do embate político e o retirou da pauta.
    Esperamos que que esses vereadores favoráveis à emenda da opressão tenham entendido que a população é contra essa arbitrariedade.

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  • 2015: o ano que já terminou. Sobre a educação em SP

    2015: o ano que já terminou

    *Carlos Giannazi

    Pode parecer estranho o título acima. No entanto, não é. Embora estejamos a pouco menos de dois meses do final do ano, para os trabalhadores das escolas estaduais, alunos e pais, 2015 já chegou ao fim. E chega ao fim, de maneira melancólica. E, certamente, não deixará saudade na história da Educação pública brasileira pelas razões que apontaremos a seguir.

    O ano começou como mais um de pouco investimento na Educação pública paulista, como das vezes anteriores, nos anos anteriores. Em seguida, por motivos que todos conhecemos ” e que se repetem nas últimas administrações estaduais “, o magistério iniciou um movimento grevista na tentativa de abrir diálogo com a atual administração e reverter algumas das terríveis condições de trabalho. Após noventa e dois dias, o movimento terminou sob o olhar irônico e autoritário da administração da Educação paulista, impondo aos mestres, mais do que uma derrota em suas reivindicações ” todas justas “, um inusitado desânimo pedagógico e falta de perspectiva de melhorias.

    Mal a reposição das aulas não dadas teve início, o governador baixou um decreto (61.466/15) no qual praticamente determinou que não se contratasse mais nenhum professor, nenhum concursado, mesmo que já com exames médicos feitos e local de exercício escolhido, fosse qual fosse a necessidade ou a situação da escola. Na prática, decretou que a escola não precisa desses profissionais, que os servidores se viram do jeito que dá, que aulas vagas, documentos atrasados, quadro de apoio defasado, enfim, tudo isso deve ser encarado com normalidade, sem espanto. Descaradamente, sustentando-se em nome da crise econômica que assola o país.

    Em nome da crise baixou outro decreto (61.546/15) proibindo o gozo de férias e o usufruto de outros direitos dos servidores de quadros da Educação. Em nome da crise anunciou, em meados de setembro, uma tal “reorganização das escolas”, projeto já tocado por outra administração tucana, de nenhum resultado prático que tenha alcançado a qualidade da Educação. Os burocratas da administração da Educação paulista – que não conseguem fazer sua máquina administrativa andar minimamente para atender demandas da vida funcional dos servidores “ tentam confundir a comunidade escolar mascarando uma ação avassaladora de fechamento de escolas e diminuição de vagas como se isso fosse melhoria da qualidade de ensino. Professores, diretores, coordenadores pedagógicos, pais e alunos, desinformados ou acostumados às peripécias artificiais da tucanagem, não sabem onde estarão, com quem estarão, como estarão no próximo ano. Um erro grosseiro de estratégia, de planejamento, de concepção de melhoria da escola.

    Ninguém mais consegue pensar 2015. Todos olham, desconfiados, alarmados e desinformados, para 2016. Acabou 2015. Já se foi. Apenas há que se cumprir o calendário em meio a uma polvorosa falta de tato e de inteligência educacional dos burocratas que chefiam autoritariamente a Educação paulista. E, de quebra, uma pá de cal para não deixar dúvidas que o ano acabou e o que pensa e quer a tucunália no comando da Educação: desde o início do ano as escolas não recebem material e nem dinheiro para pequenas ações de manutenção.

    2015 já terminou. Resta passar a régua e lutar para que 2016 não venha com essa cara amarga, esse coração combalido e esse discurso atrasado.

    Giannazi

    *Carlos Giannazi é deputado estadual (PSOL) e membro titular da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa.

  • Campinas têm a pior média em índice de gestão municipal

    Campinas têm a pior média em índice de gestão municipal

    A cidade de Campinas e a vizinha Americana são as duas cidades da região que tiveram o pior desempenho na primeira edição do IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Municipal). O indicador, feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) com dados de 2014, mede a efetividade das políticas públicas nos 644 municípios do Estado (a Capital ficou de fora).

    O dado só vem confirmar o que o cidadão de Campinas vive no dia a dia.  Esse mal desempenho da gestão municipal fica latente quando o morador de Campinas busca atendimento nos centros de saúde e não encontra médicos, fica sem  vaga na creche, não é socorrido a tempo pelo SAMU por que não há motorista para as ambulâncias ou convive com a epidemia da dengue.

    O índice analisa justamente a infraestrutura e os processos dos municípios nas áreas de educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, proteção ao meio ambiente, cidadãos e tecnologia de informação.

    O estudo avalia, por exemplo, se a cidade tem plano de educação e se tem avaliação de rendimento escolar. O TCE também avaliou a nota média na Prova Brasil e entrega de material e uniforme escolar dentro do prazo.

    O desempenho é enquadrado em cinco faixas de classificação: A, para desempenho altamente efetivo; B+, muito efetivo; B, efetivo; C+, em fase de adequação, e C, para baixo nível de adequação. B+ foi a nota mais alta obtida no geral do Estado, alcançada por 198 cidades. A média geral do Estado de São Paulo foi B.

    *** “Em fase de adequação” chega a ser uma afronta a uma cidade que tem um orçamento de peso como Campinas. Jonas Donizette (PSB) está no governo há 3 anos e até agora não focou seu trabalho para melhorar a vida dos campineiros. Fez até o contrário. Neste ano de 2015 ganhamos o título da cidade com a maior epidemia de dengue (63 mil casos até agosto). Maquiar os fatos é com ele mesmo, mas fazer pela educação ou saúde que é bom, nada.

     

    Notas das prefeituras da RMC

    Americana C+

    Artur Nogueira B+

    Campinas C+

    Cosmópolis B

    Eng. Coelho B

    Holambra B

    Indaiatuba B+

    Itatiba B+

    Jaguariúna B

    Monte Mor B

    Morungaba B+

    Nova Odessa B

    Paulínia B

    Pedreira B+

    Santa Bárbara B

    Antonio de Posse B

    Sumaré B+

    Valinhos B+

    Vinhedo B

    Significado das notas:

    Nota A – Altamente Efetiva – 90% de nota máxima e, no mínimo, cinco índices com Nota A

    Nota B+ – Muito Efetiva – Entre 75% e 89,9% da nota máxima

    Nota B – Efetiva – Entre 60% e 74,9% da nota máxima

    Nota C+ – Em fase de adequação – Entre 50% e 59,9% da nota máxima

    Nota C – Baixo nível de adequação – Menor ou igual a 49,9%

    Fonte: Tribunal de Contas do Estado

     

     

  • A saúde de Campinas está na UTI

    Esta reportagem faz uma RAIO-X da situação em que se encontra a saúde de Campinas. Lamentavelmente a cidade já registra a maior epidemia de dengue (com mais de 63 mil casos), Centros de Saúde estão sendo fechados por falta de manutenção, há uma sobrecarga em todas as unidades, profissionais estão trabalhando no limite, e o pior, aos poucos, o prefeito Jonas Donizette(PSB) está entregando tudo para a iniciativa privada que tem foco no lucro e não no bem-estar dos moradores de Campinas. Ano que vem tem eleição e as promessas serão renovadas. Por isso nos ajude a compartilhar esse vídeo para possamos lutar por mudanças. A SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS.

  • DENGUE ARRASA CAMPINAS: 63 MIL CASOS EM 2015

    DENGUE ARRASA CAMPINAS: 63 MIL CASOS EM 2015

    Por falta de investimento em políticas públicas e de prevenção de combate à dengue, Campinas tem a maior epidemia da sua história.

    Campinas tem sido destaque nacional e Internacional de epidemias de dengue nos últimos anos:

    Casos de dengue em Campinas

    2012 – 981 positivos

    2013 – 7009 positivos

    2014 – 42.400 positivos

    2015 – 63.291 positivos (até agosto)

    Fonte SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação

    O Combate à Dengue é de responsabilidade dos órgãos públicos e da conscientização da população.

    Em Campinas um dos grandes problemas foi a não retirada de entulhos de casas de área de risco derrubadas em várias regiões da cidade, como por exemplo, no Jardim Florence.

    O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). Quando há lixo nas ruas ou entulhos com água parada, estes locais se tornam criadouros dos mosquitos. É obrigação da Prefeitura limpar a cidade e evitar esses criadouros.

    Outra tarefa da Prefeitura é dar condições de trabalho para a Secretaria de Saúde combater a dengue, contratando agentes de controle ambiental e agentes comunitários de saúde. Ambas as equipes estão defasadas há anos no município. A situação se agravou coma demissão dos profissionais do Cândido Ferreira.

    São esses agentes que fazem um trabalho de casa em casa identificando e eliminando os criadouros e orientando a população de como evitar a dengue.

    Além de contratar estes profissionais a Prefeitura tem que criar infraestrutura para recebê-los. Reativar as “casas da dengue” locais de base para a ação de combate à doença. Por anos funcionou muito bem e conseguiu controlar a doença.

    JOGAR SOBRE A POPULAÇÃO A RESPONSABILIDADE DA EPIDEMIA É UMA IRRESPONSABILIDADE PÚBLICA QUANDO ESTAS CONDIÇÕES NÃO ESTÃO DADAS EM UM MUNICÍPIO.

    O trabalho dos agentes é de conscientização da população para a tomada de medidas de fundamental importância para a redução desta doença em Campinas e no mundo, a saber:

    – Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;

    – Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;

    – Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.

    – A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;

    – Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;

    – Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;

    – As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;

    – Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).

    – Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;

    – As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

    Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.

    Precisamos discutir a dengue nos nossos centros de saúde, nos conselhos locais, distritais e municipal de Saúde e juntos pressionar a Prefeitura Municipal a cumprir o seu papel no controle à epidemia. Precisamos também acionar a Câmara Municipal de Vereadores para cumprir o seu papel de fiscalização do poder executivo que não vem cumprindo com as suas obrigações. Enquanto cidadãos, cabe-nos ajudar a conscientizar a população das medidas necessárias para eliminar os criadouros de Aedes Aegypti em um trabalho integrado entre movimentos sociais, associações de bairros, escolas, universidades e igrejas, e assim, voltar ao controle desta doença que hoje assola nossa cidade.

    Breve Histórico da Dengue

    A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Atualmente, ela é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

    Existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

    Essa doença é conhecida no Brasil desde os tempos de colônia. O mosquito Aedes Aegypti tem origem africana. Ele chegou ao Brasil junto com os navios negreiros, depois de uma longa viagem de seus ovos dentro dos depósitos de água das embarcações.

    O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Em 1692, a dengue provocou 2 mil mortes em Salvador (BA), reaparecendo em novo surto em 1792.

    Depois dos programas de controle implantados desde 1903, chegou-se a considerar a dengue uma doença erradicada no Brasil em 1957. Mas em 2006 ela voltou a aparecer em 2006 e manifestou-se com força total em 2008.

    O mosquito da dengue (Aedes Aegypti) é o vetor de doenças graves, como o dengue, Chikungunya e vírus Zyca, por isso, o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.

    Texto: Gerardo Melo -Metalúrgico, Militante dos Movimentos Sociais e membro do Conselho Municipal de Saúde de Campinas.

    gerardo mel

     

     

  • Em 2 anos, Campinas eleva em 50% gastos com folha de comissionados

    Em 2 anos, Campinas eleva em 50% gastos com folha de comissionados

    Custo dos ‘cargos de confiança’ foi de R$ 3,4 milhões para R$ 5,2 milhões.

    Os gastos de Campinas (SP) com salários de funcionários comissionados aumentaram 50,9% em dois anos, segundo números fornecidos pela Prefeitura ao G1 por meio da Lei de Acesso à Informação. Em julho de 2013, a gestão Jonas Donizette (PSB) aplicou R$ 3,46 milhões para custear 493 trabalhadores em cargos de livre nomeação, contratados sem concurso, enquanto que, em julho deste ano, o Executivo teve despesa de R$ 5,23 milhões com 580 profissionais.

    Alvo de uma ação civil do Ministério Público, a Prefeitura afirma que as contratações são legais, investiu em concursos públicos e valorizou servidores. “Antes, não havia regra para contratação de comissionados. Agora há”, informa nota do Executivo ao mencionar que a atual gestão criou uma lei complementar, em abril de 2014. Ela limita em 4% o total de cargos em comissão, em relação ao total de cargos criados por lei (atualmente em 24,3 mil), “para disciplinar a questão”.

    A explicação para o acréscimo na folha de remunerações inclui a diferença de 87 comissionados entre os períodos avaliados, além dos reajustes salarias recebidos por profissionais contratados no início da gestão ou em 2014. O aumento salarial dos funcionários públicos tem como referência o Índice do Custo de Vida (ICV) no país, medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que subiu 22,2% desde janeiro de 2013.

    Antes de assumir a Prefeitura, Jonas declarou ao G1, em dezembro de 2012, que planejava reduzir o número de cargos de livre nomeação, à época em 490, segundo dados do Executivo. “Eu vou sim procurar trabalhar com o número de comissionados mais enxuto”, prometeu.

    Déficit x investimentos
    Ao ponderar sobre a atual crise econômica do país, o diretor da entidade que representa os servidores municipais de Campinas (STMC), Jadirson Tadeu Cohen, criticou a alta de gastos do Executivo com as remunerações de comissionados. “O sindicato vê com muita tristeza, sempre defenderá a entrada de servidores por meio do concurso público. É muito agressivo isso, ainda mais no momento em que vivemos agora. Isso é desrespeitar a população da cidade”, ressaltou.

    Déficit x investimentos
    Ao ponderar sobre a atual crise econômica do país, o diretor da entidade que representa os servidores municipais de Campinas (STMC), Jadirson Tadeu Cohen, criticou a alta de gastos do Executivo com as remunerações de comissionados. “O sindicato vê com muita tristeza, sempre defenderá a entrada de servidores por meio do concurso público. É muito agressivo isso, ainda mais no momento em que vivemos agora. Isso é desrespeitar a população da cidade”, ressaltou.

    O governo, por outro lado, garante que se preocupa em manter o nível de remuneração dos trabalhadores e está repondo as perdas inflacionárias, embora neste ano tenha verificado queda na arrecadação. Segundo a Prefeitura, o funcionalismo teve reajuste acumulado de 23,7%, ao somar reposições realizadas desde 2013, além de valorização.

    Cohen também considerou excessivo o número das contratações para “cargos de confiança” e questionou a política do governo para tentar compensar áreas onde há déficit de profissionais. “Hoje, por exemplo, faltam 500 trabalhadores em Serviços Públicos. É lamentável, nós temos questionado o prefeito sobre os comissionados na cidade”, ponderou Tadeu Cohen.

    No mês passado, a folha de comissionados foi equivalente a 5,5% do total de R$ 94,5 milhões. Entre eles estão os secretários municipais, cada um deles com salário de R$ 21,2 mil, igual ao subsídio do prefeito. Os valores pagos aos assessores, divididos em seis níveis, variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

    MP pede condenação
    Por considerar excessivo o número de comissionados na Prefeitura, e entender que parte das nomeações atenderam a critérios políticos, a promotora Cristiane Hillal foi à Justiça, em julho, para pedir a condenação de Donizette por improbidade administrativa.

    Uma das consequências, incluída entre os pedidos feitos pela promotoria, pode ser a cassação dele. Por enquanto, não há previsão de quando o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Mauro Fukumoto, irá decidir o caso.

    Na avaliação do MP, a forma como o governo utiliza os cargos desrespeita a Constituição porque os funcionários nomeados têm funções burocráticas, operacionais ou técnicas, ou seja, sem a necessidade de alinhamento partidário com o prefeito. A promotoria pede à Justiça uma liminar para que, no prazo de um ano, o Executivo estabeleça um teto de 100 comissionados.

    Reportagem: Portal G1

  • Agenda Brasil: o verdadeiro golpe

    Agenda Brasil: o verdadeiro golpe

    Por Juliano Medeiros

    19/08/2015

    Escrevi num artigo, tempos atrás, que nem toda crise leva a transformações. Mas não há transformações que não sejam precedidas por crises. A qualidade das crises, isto é, aquilo que está por trás de sua expressão fenomênica, anuncia a natureza das transformações resultantes. A oposição de contrários dá origem a novas sínteses que se apresentam, no nível da aparência, como “solução” para as crises.

    Usando exemplos históricos: a solução para os impasses do desenvolvimento capitalista brasileiro, no final do século 19, foi a abolição da escravidão e a proclamação da República. Para os impasses envolvendo a proposta de reforma agrária e o consequente rompimento do nexo de dominação exercida pelas oligarquias agrárias sobre as populações camponesas, em 1964, a saída foi o golpe civil-militar. Para as contradições que opunham o desenvolvimento do capitalismo russo e a existência da autocracia czarista, a saída foi a revolução.
    Como vemos, as crises geram novas sínteses. E elas nem sempre são positivas, do ponto de vistas das classes trabalhadoras. Aos grandes pactos realizados pelas elites para viabilizar as transformações necessárias ao desenvolvimento do capitalismo, Lênin denominou “via prussiana”. Carlos Nelson Coutinho, por sua vez, generalizou o conceito ao analisar as fases do capitalismo brasileiro, onde cada transição se processou também segundo o modelo da “modernização conservadora” prussiana.
    No Brasil do século 21, após um ciclo de expansão capitalista que assegurou algum nível de distribuição de renda, vivemos um momento de profundas transformações. Incapaz de manter os níveis de reprodução do período anterior, o capitalismo brasileiro entrou em crise. Essa crise, como sabemos, deriva de fatores exógenos, mas que encontraram terreno fértil na frágil estrutura de nosso capitalismo.

    Como costuma acontecer, a crise econômica se converteu em crise política. Em momentos de expansão capitalista, as crises políticas são facilmente debeladas. Vide o “mensalão” e a reeleição de Lula apenas um ano após as denúncias de compra de votos de parlamentares. Agora que o capitalismo brasileiro vive aos tropeções, a crise política ganha dimensões muito mais severas e alimenta a pressão da burguesia para a promoção de ajustes ainda mais profundos.

    Dilma e o PT, como também sabemos, cederam desde o primeiro momento. Seu governo promoveu a retirada de direitos dos trabalhadores, privatizou, cortou o orçamento de áreas estratégicas ao desenvolvimento nacional, permitiu a redução de salários de determinados setores da economia. Seguiu à risca a cartilha do mercado. Com isso, estavam convencidos de que seriam poupados.

    Ainda assim, a burguesia queria mais. Exigia a retirada de todo e qualquer entrave à retomada da expansão capitalista: a regulamentação das terceirizações, o fim das leis ambientais, a redução da idade mínima para a exploração da mão de obra jovem, o fim da proteção às terras indígenas. O governo, num primeiro momento, resistiu. O PT chegou, inclusive, a criticar a proposta de terceirização num programa de TV.

    O fantasma do “golpe”, no entanto, seguia cercando o Palácio do Planalto. Dilma e o PT corriam o risco de serem escorraçados do governo? Não sabemos. De fato, a elite brasileira não tem qualquer pudor quanto à preservação das regras do jogo. A única regra que importa, para ela, é lucrar sempre e mais. Mas pode ser que tudo não passasse de jogo de cena. Não há como saber.

    Diante disso, havia duas opções: fazer aquilo que não foi feito em doze anos, isto é, apoiar-se na mobilização popular para promover uma agenda de reformas estruturais, ou ceder ainda mais, ou seja, ceder tudo.

    A Agenda Brasil, divulgada nesta semana, sacramenta a segunda opção. É a viabilização de uma “via prussiana” para a superação da crise, isto é, um novo pacto conservador para assegurar as condições de um novo ciclo de expansão capitalista, com apoio do moribundo governo Dilma.

    Com isso, ela será poupada. Afinal, já não oferece resistência à agenda da burguesia brasileira. A síntese para a contradição que o capitalismo brasileiro vive é a fusão programática e ideológica entre o PT e a burguesia que, até ontem, ameaçava enxotá-lo do governo.

    Mas e o golpe? Alguns setores da burguesia brasileira seguirão agitando teses como a do impeachment de Dilma. Mas esses setores foram isolados. O pacto conduzido por Dilma, Renan Calheiros e Joaquim Levy é o verdadeiro golpe. Golpe contra a democracia e os direitos. Pacto firmado sob os auspícios das entidades patronais (como demonstra a nota da FIESP e FIRJAN), a grande mídia (como atesta o editorial da Rede Globo contra o impeachment) e os velhos partidos da ordem.

    Como disse um companheiro recentemente: se vão os anéis, os dedos e tudo mais. O jogo, claro, ainda está sendo jogado e o pacto representado pela Agenda Brasil (mais retirada de direitos, destruição da legislação ambiental, privatização do SUS etc.) não é a única saída em debate.

    Caberá aos que lutam em defesa das maiorias se mobilizarem para derrotar o pacto promovido entre a burguesia brasileira e o governo Dilma. Só assim a saída para a crise poderá ser aquela desejada pela esquerda: desenvolvimento com justiça social e mais direitos.

     

    Juliano-Medeiros1

    Juliano Medeiros é historiador e membro da Executiva Nacional do PSOL.

     

  • Moradores pedem solução para Centro de Saúde fechado no Jardim Florence

    Moradores pedem solução para Centro de Saúde fechado no Jardim Florence

    Moradores de 12 bairros que eram atendidos no Centro de Saúde do Jardim Florence, fechado desde o dia 28 de julho, se uniram para protestar nesta terça-feira (25/08). As pessoas fecharam a rua, usaram um carro de som para explicar o ato e fizeram um abaixo assinado que será encaminhado à prefeitura.

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    O Centro de Saúde do Jardim Florence foi inaugurado em 1986. Em 2002 passou por uma reforma de ampliação e depois de 5 anos os problemas na infraestrutura já começaram a aparecer. A coordenadoria da unidade diz que desde então pede providências à administração, mas que situação se agravou mesmo em 2013 com o surgimento de várias rachaduras, houve um deslocamento da estrutura do prédio.  De lá para cá, mesmo com os pedidos de que manutenções fossem feitas no local, nenhuma interferência séria e pontual foi realizada.

    Na verdade, a prefeitura tentou maquiar a situação colocando vigas de madeira para sustentar o teto e paredes em alguns pontos. Esse foi o estopim, já que pacientes e funcionários ficaram com medo do sério risco que corriam com esse improviso.

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    Fotos: vereador Pedro Tourinho

    A unidade atendia em média 600 pessoas por dia, contava com uma equipe de 150 funcionários, sendo que cerca de 15, eram médicos. Esses profissionais foram deslocados para outros centros de saúde. A maioria dos atendimentos está sendo feita no Centro de Saúde do Jardim Rossin, mas as pessoas reclamam que além do custo com o deslocamento (alguns usam 2 ônibus) a infraestrutura do Rossin não está preparada para atender esse fluxo maior de procedimentos. Muita gente ainda não está conseguindo marcar consultas e exames.

    O Conselho Municipal de Saúde há tempos vem denunciando este descaso com a saúde em toda a  cidade . Este foi o primeiro de muitos atos que serão realizados na região do Jardim Florence até que o prefeito Jonas Donizette e o secretário de saúde  Carmino de Souza tomem uma atitude sensata.

    O desmonte da saúde em Campinas

    O prefeito Jonas Donizette(PSB) ignora a situação desses milhares de moradores que eram atendidos no Centro de Saúde do Jardim Florence. Eles está mesmo é preocupado com a privatização da saúde em Campinas. Ele trata a saúde como mercadoria por isso enfrentamos situações como esta.

    As Organizações Sociais (OSs) que têm assumido a saúde na cidade e tantas outras pastas,  são organizações privadas que operam em uma lógica de mercado, sendo, portanto, muito diferente da forma de fazer gestão para todas as pessoas, de acordo com as suas necessidades, com acolhimento, vínculo, responsabilização e controle social, como deve funcionar o serviço público. Não podemos deixar isto acontecer em Campinas! Tem custado muita luta construir serviços públicos de qualidade na cidade e não podemos deixar que esta administração entregue tudo para a iniciativa privada.

  • Assista ao vídeo do Ato contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil (20/08/2015)

    Assista ao vídeo do Ato contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil (20/08/2015)

    Contra o ajuste fiscal e a Agenda Brasil

    Milhares de trabalhadores foram às ruas no dia 20 de agosto contra a retirada de direitos e o ajuste fiscal do governo. A manifestação foi uma resposta aos recentes ataques aos direitos dos trabalhadores promovidos pela Câmara dos Deputados e Senado, além das medidas econômicas tomadas pelo governo federal. Em São Paulo a concentração foi no Largo da Batata . Depois todos seguiram para a avenida Paulista.