Autor: Arlei

  • Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    A notinha saiu hoje no Correio Popular. O senhor #JonasFake é mesmo muito bonzinho com esses empresários. Como eles tiveram aumento nos custos da operação do sistema o prefeito vai colocar nessas empresas mais do nosso dinheiro para que o lucro deles, não seja prejudicado. Espera aí? Toda empresa da cidade que encara esta crise está recebendo ajuda do Jonas Donizette? Claro que não. Só quem interessa ao jogo político dele.

    Pergunta para cidadão que usa o transporte se ele está satisfeito com a qualidade e prestação do serviço? Em março Jonas já fez graça para os empresários do transporte e nada de melhorias -De acordo com publicação do Diário Oficial de segunda-feira (02/03/2015), o valor, que deveria ser de R$ 12 milhões, passou para R$ 30 milhões – um aumento de 150%. A redução do subsídio era uma promessa de Jonas quando, no início do ano, a tarifa de ônibus passou de R$ 3,30 para R$ 3,50. Mas como o Jonas é Fake e engana à população, nada de redução. Vale ressaltar que a tarifa do ônibus aumento duas vezes em menos de seis meses. –

    Temos de divulgar mais essa estratégia eleitoreira de Jonas Donizette (PSB). Chega, basta a população está acuada em meio à crise financeira e a prefeitura de Campinas esbanjando para quem não deve. E a educação, construção de mais creches, melhoria na saúde onde temos centros ancorados com vigas, cadê?

  • Justiça suspende reajuste de 15% na tarifa de água da Sanasa

    Justiça suspende reajuste de 15% na tarifa de água da Sanasa

    Por :Rose Guglielminetti- jornalista do grupo Band/Metro

    A Justiça suspendeu o aumento de 15% sobre a tarifa de água determinado pela Sanasa e que passaria a ser cobrado nas contas de agosto. A decisão foi do juiz da 10ª Vara Cível de Campinas, Carlos Ortiz Gomes, em resposta a uma ação impetrada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo que argumentou que a lei federal 11.445, de 5 de julho de 2007, proíbe mais de um reajuste de tarifa em um período menor do que 12 meses.

    Esse é o segundo reajuste proposto pela Sanasa neste ano. Em fevereiro, a empresa repassou para as contas um aumento de 11,98%.

    O magistrado deu ainda 5 dias para que a empresa que é responsável pela gestão dos serviços públicos de água e esgoto apresente documentos que comprovem a necessidade de revisão da tarifa em menos de seis meses do primeiro aumento.

    Apesar de a decisão ter recurso, o descumprimento da decisão da Justiça impõe multa que equivale ao dobro do acréscimo atualizado, para cada consumidor atingido.

    O reajuste foi autorizado pela ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de saneamento das Bacias dos Rios PCJ.

    A assessoria de imprensa da Sanasa informou que só irá se manifestação sobre a decisão judicial após ser notificada oficialmente do assunto.

    Para justificar o reajuste, a empresa informou que a redução do consumo de água e o aumento do custo da operação de tratamento e captação de água provocaram um desequilíbrio econômico-financeiro nas contas da Sanasa. Portanto, a necessidade do reajuste.

    Protesto

    E a partir das 17 horas de hoje (28/07) está convocado um protesto, em frente ao Paço Municipal, contra esse reajuste. Até ontem mais de 600 tinham confirmado presença.

    O ato, organizado pelas ONGs, Campinas Que Queremos e Minha Campinas, é em repúdio ao aumento – o segundo neste ano – que, somados, chegam a mais de 27% no valor da conta.

    Segundo um dos coordenadores da manifestação, Alcino Vilela, uma caixa de água será colocada nas escadarias da prefeitura para que os manifestantes possam tirar selfies para colocar nas redes sociais. Também será  lançada uma ferramenta digital – um e-mail – que, quando enviado, vai direto para as caixas-postais da prefeitura e da Sanasa – empresa responsável pela gestão dos serviços de água e esgoto da cidade. “Queremos encher de reclamações. Esse aumento é um absurdo. O campineiro fez a lição de casa, que foi economizar por causa da crise hídrica, e agora a Sanasa vem e diz que, como está tendo prejuízos, terá de aumentar a conta de água. Não está certo”, disse ele, que pretende reunir pelo menos mil pessoas no Paço Municipal.

    Eles irão ainda entregar um dossiê sobre a gestão da Sanasa. “Vamos mostrar que há problemas e se forem feitas mudanças, o aumento não precisará ser repassado para a conta do consumidor”, disse ele.

    O prefeito Jonas Donizette (PSB) chegou a postar um texto, na semana passada, em defesa do reajuste. Segundo ele, a Sanasa registrou perda no faturamento por causa da crise hídrica, mas que o reajuste não é somente por isso. Segundo ele, houve aumento de 70% na tarifa de energia elétrica nos últimos 12 meses. “Foram R$ 2,3 milhões a mais por mês na conta de energia da empresa. A própria ARES-PCJ, que regula a questão tarifária, entendeu o problema e autorizou o reajuste de 15%. Protelar essa situação significaria colocar em risco a saúde financeira da Sanasa e todo o seu programa de investimentos”, escreveu o prefeito. Muita gente criticou o texto de Jonas.

    Leia decisão na íntegra do juiz:

    Processo nº. 1023801-52.2015.8.26.0114 Medida Cautelar Requerente: DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO Requeridas: SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO S/A. SANASA (liminar) Vistos etc. I. Trata-se de medida cautelar preparatória, com pedido de liminar, por intermédio da qual a Douta Defensoria Pública do Estado de São Paulo pretende obter a suspensão do reajuste de tarifa de fornecimento de água, em hiato de tempo inferior a doze meses do último reajuste; bem como a obtenção da exibição dos documentos que lastrearam a pretensão da referida majoração tarifária perante a Agência Reguladora. II. Pelo que se infere da Resolução nº 73 da Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí ARES-PCJ, a demandada fora autorizada a promover um reajuste tarifário de 11,98% a partir do mês de fevereiro de 2015 (fls. 21/22). Sem embargo, a demandada requereu e obteve da ARES-PCJ nova autorização para reajustes nas tarifas, da ordem de 15% a viger 30 dias após a publicação da nova Resolução (nº. 93/2015), com previsão de implementação a partir de 1º de agosto próximo. A promoção de reajustes em intervalo inferior a 12 meses contraria literal disposição da Lei Federal nº. 11.445 de 5 de julho de 2007: “Art. 37. Os reajustes de tarifas de serviços públicos de saneamento básico serão realizados observando-se o intervalo mínimo de 12 (doze) meses, de acordo com as normas legais, regulamentares e contratuais.” Por outro lado, é nítido o interesse da Defensoria Pública em obter os subsídios que embasaram a autorização do reajuste pela ARES-PCJ (Res. 93). III. Diante desse quadro presentes os pressupostos legais (fumus boni juris e o pericumum in mora), considerando especialmente a natureza essencial do fornecimento, CONCEDO a reclamada liminar, determinando à SANASA que: 1. Se abstenha de implementar o reajuste programado, autorizado pela Resolução n. 93 de julho de 2015, da ARES-PCJ, sob pena de pagar multa consistente na no pagamento do dobro do acréscimo atualizado, por cada consumidor atingido, sem prejuízo de outras sanções; 2. Exiba, no prazo de cinco dias, cópias dos documentos que justificaram a revisão tarifária impugnada, bem como o lucro da empresa no exercício de 2014. Intime-se com urgência. O mandado deverá ser instruído com cópia desta decisão, observando-se que a requerente é beneficiária da justiça gratuita, citando-se, com as advertências legais, em especial quanto ao prazo para a resposta, que é de cinco (5) dias (art. 802 do CPC), e que se não for apresentada resposta, por meio de advogado, presumir-se-ão aceitos pela requerida como verdadeiros, os fatos alegados pela requerente (art. 803, 285 e 319, todos do CPC). Dê-se ciência ao Ministério Público. IV. Após, com a resposta, ou decorrido 

     

  • Morre Vito Giannotti, operário da memória e da liberdade, sempre em construção

    Morre Vito Giannotti, operário da memória e da liberdade, sempre em construção

    Pesquisador da história das lutas operárias e sociais,
    escritor e criador do Núcleo Piratininga de Comunicação

    Por: Paulo Donizetti de Souza Em: 

    Metalúrgico, historiador, escritor, jornalista, professor, militante da democracia e do socialismo. Qualquer que seja a atribuição que se busque na biografia de Vito Giannotti (foto acima), que nos deixou na madrugada de hoje (25), aos 72 anos, se encontrará um homem intenso.

    Vito, filho de italianos, chegou a São Paulo aos 21 anos, em 1964, e passou a vida toda construindo. Construiu resistência à ditadura, construiu a oposição metalúrgica de São Paulo ante sucessivas direções indignas de representar trabalhadores, construiu a pesquisa e a memória das lutas sociais e operárias, construiu pontes que, por meio da comunicação, ligassem lideranças sociais e intelectuais e suas ideais ao cidadão comum exposto à indecência da imprensa hegemônica.

    vitor gianoti

    Obstinado, Vito deixa mais de duas dezenas de livros. E a experiência singular do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), no Rio de Janeiro. Um centro de estudos, de memória, de debates, de produção e troca de conhecimento. E de amizades.

    Suas palestras eram movidas a sonho e convicção. Com a mesma fluidez de suas prosas.

    Era crítico ácido de sindicatos e movimentos que desprezam a necessidade de produzir comunicação de qualidade com a sociedade – com linguagem respeitosa e clara, com elegância, com profissionalismo. E mesmo quando chutava o balde ao desferir crítica a um jornal malfeito, o fazia com o objetivo nítido de construir, de impelir as esquerdas e movimentos, qualquer que fosse a corrente, a deixar de falar para o umbigo e disputar a opinião pública.

    Vito foi tudo isso. Intenso, propositivo e agregador. Sua alegria, sua energia, sua contundência, e sobretudo sua esperança e prazer de lutar, contagiantes, farão uma falta danada – ainda mais nesse momento sombrio de nossa política. Valeu, Vito. Façamos nossa sua frase clássica: “A luta continua, porra!”

    npc

  • Ato contra a farra dos comissionados de Jonas Donizette (PSB) -18/07/2015

    Ato contra a farra dos comissionados de Jonas Donizette (PSB) -18/07/2015

    #‎JonasFake‬ usa e abusa do poder para atender aos interesses dele e dos comparsas. A população não aguenta mais ser enganada. Por isso o PSOL Campinas, movimentos sociais e trabalhadores fizeram um ato simbólico estendendo um varal cheio de cabides na Rua 13 de maio fazendo analogia ao fato do prefeito de Campinas ter transformado a administração pública em um “cabide de empregos”
    A ação foi impetrada na Justiça pela Promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal. Ela pede a redução de 846 para no máximo 100 os cargos comissionados na Prefeitura de Campinas. O processo foi encaminhado ao juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Iuji Fukumoto. Segundo Cristiane, que investiga desde 2013 os comissionados nomeados pelo Executivo “chega a ser desconcertante nas declarações colhidas a naturalidade com que muitos profissionais contaram que foram empregados após apoio político, ou de seus partidos, ao prefeito”.

  • Programa de Proteção ao Emprego permite a empresas chantagear trabalhador

    O governo federal editou a Medida Provisória 680 que permite redução de salário em até 30% com redução proporcional da jornada de trabalho. Pela proposta, chamada de Programa de Proteção ao Emprego (PPE) recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) serão utilizados para complementar metade da perda salarial.

    A MP, segundo o governo, se destina a preservar empregos nos setores em crise e precisa ser aprovada pelos trabalhadores em assembleia. A MP foi assinada pela presidente Dilma na presença de empresários e dirigentes da Força Sindical e CUT, que defenderam a medida.

    A medida não resolve o problema do desemprego e acaba por colocar os trabalhadores e o movimento sindical à mercê de chantagem empresarial para que aceitem redução dos salários.

    Cabe lembrar, também, que outros mecanismos prejudiciais aos trabalhadores vêm sendo largamente utilizados e os empregos continuam sendo eliminados. Este é o caso de acordos de lay off, que vêm sendo assinados por sindicatos de diversas matizes, da Força Sindical à CSP Conlutas. Durante o período de lay off, o dinheiro do FAT também é utilizado para pagar parte do salário de quem está com contrato suspenso.

    A ameaça de demissão funciona como uma chantagem patronal.

    Recentemente, uma proposta de redução de salário com redução da jornada foi rejeitada pelos trabalhadores da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo/SP. A proposta era defendida pela direção do sindicato cutista.

    Já o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, SP, dirigido por companheiros do PSTU, defendeu em assembleia e assinou acordo com a General Motors em 2013 que flexibilizou a jornada de trabalho e reduziu drasticamente o piso e a grade salarial. Esse acordo não previa garantia de emprego e objetivava garantir investimentos na fábrica da GM na cidade previstos para acontecer em 2017.

    As mesmas empresas que remetem lucros milionários às suas matrizes querem responsabilizar o salário do trabalhador brasileiro pela crise. Isso é uma falácia. É sabido que a diminuição do salário e do poder de compra do trabalhador aprofunda a crise, na medida em que restringe a atividade econômica.

    É necessário ressaltar que o setor automobilístico recebeu mais de R$ 27 bilhões de incentivos fiscais do governo e mesmo assim não deixou de eliminar postos de trabalho.

    Portanto, a MP 680 é mais uma medida que beneficia o grande capital. Não é razoável o governo economizar recursos do FAT quando se trata do abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos, enquanto utiliza o dinheiro do mesmo fundo para subsidiar grandes empresas, na maioria das vezes, oligopólios internacionais.

    Para proteger o emprego é necessário reduzir a taxa de juros e interromper o ajuste fiscal que derruba investimentos, além da adoção de medidas estruturais como uma reforma tributária. O país precisa desonerar salários e impostos indiretos, taxar bancos e os fluxos de capital e instituir imposto sobre as grandes fortunas e heranças. E é preciso mudar a agenda de retrocessos sociais e recolocar na pauta do país a redução da jornada de trabalho sem redução de salários para 40 horas semanais, medida suficiente para gerar dois milhões de postos de trabalho.

    Edson Carneiro Índio é Secretário Geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

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  • Justiça investiga a farra dos comissionados de Jonas Donizette

    Justiça investiga a farra dos comissionados de Jonas Donizette

    A ação foi impetrada na Justiça pela Promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal. Ela pede a redução de 846 para no máximo 100  os cargos de assessores na Prefeitura de Campinas. O processo foi encaminhado  nesta segunda (06/07) ao juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Iuji Fukumoto, que deu o prazo de 15 dias para que a Prefeitura se manifeste, antes de decidir se acata a ação ou não.

    Segundo Cristiane, que investiga desde 2013 os comissionados nomeados pelo Executivo “chega a ser desconcertante nas declarações colhidas a naturalidade com que muitos profissionais contaram que foram empregados após apoio político, ou de seus partidos, ao prefeito”.

    Um dos exemplos é o de uma funcionária da Secretaria de Gestão e Controle. No relatório da denúncia do MP, consta que a jovem comissionada recém-formada esclareceu que seu trabalho é acompanhar a prestação de serviço de uma empresa de consultoria. A servidora não soube explicar o trabalho dessa empresa. Quando questionada pela promotora sobre sua nomeação, a funcionária afirmou que desde pequena conhecia o secretário da pasta que ofereceu posteriormente seu emprego.“Fui convidada pelo secretário porque ele é um grande amigo dos meus pais e o conheço desde que nasci. Meus pais militam no PSDB. Meu pai é ligado ao deputado Carlos Sampaio e minha mão trabalha em Brasília, na Câmara dos Deputados”, disse a jovem.

    João Batista Sardeli, assessor da Secretaria de Comunicação declarou  “Conheço Jonas Donizette porque sempre prestei serviços ao PSB, fazendo filmes para a sua campanha política.

    Na partilha dos cargos, a Secretaria de Gestão e Controle foi distribuída para o PSDB. Inicialmente, a pasta era chefiada por Flávio Henrique Costa Pereira. No ano passado ele deixou a função para trabalhar na campanha do senador Aécio Neves. Pereira foi substituído por Walter Petito, também por indicação dos tucanos.

    Outro exemplo que consta no relatório da Promotoria é o caso de um diretor que seria próximo do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), e que, por essa relação, conseguiu um emprego no Executivo. Em depoimento à Promotoria, o funcionário alegou que sua tarefa é elaborar folhetos e distribuir em situações emergenciais.

    A promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal alega que o total de funcionários comissionados supera o de governos de países inteiros, como França e Alemanha, e que existem irregularidades nas contratações

    Clientelismo

    A promotora mensurou o uso político dos cargos. Na ação, Cristiane coloca um gráfico que mostra, por exemplo, a composição da Secretaria de Habitação, que atualmente tem seu quadro de funcionários preenchido com 58,82% de filiados ao PPS, outros 11,76% do PSB e 23% que declararam não ter partido.

    O PPS ficou com a maior fatia porque na divisão dos cargos a secretaria e a Companhia de Habitação Popular (Cohab) foram oferecidas em troca do apoio na eleição e também na Câmara.

    Numa das secretarias mais concorridas, a de Serviços Públicos, a partilha é ainda mais diversificada. O quadro em comissão está nas mãos do PSB, PSDB, PTB, PDT, DEM, PSL, PSD, PROS, Solidariedade, PCdoB, PPS, PV e PMDB. A secretaria é cobiçada especialmente por vereadores que usam os comissionados para garantir que serviços menores sejam feitos em seus redutos eleitorais.

    “É no abuso da possibilidade de comissionamento que o gestor público se beneficia pessoalmente da confusão entre o público e o privado, ampliando seu poder: dando emprego para alguns em vez de realizar boas políticas públicas para todos (…). Em campinas, por vontade do atual prefeito, a forma clientelista de lidar com o comissionamento não apenas é perpetuada, como está sendo ampliada”, coloca a promotora na ação. 

    Pedidos

    A promotora pede que a Prefeitura conte apenas com 100 servidores em cargos de confiança, além dos secretários e dos sub-prefeitos, e solicita a exoneração em 12 meses de todos os demais comissionados. O Ministério Público estipula multa diária de R$ 3,9 mil em caso de descumprimento da decisão.

    Outro pedido é que o Executivo não faça mais nenhuma contratação de comissionados, sob pena de multa de R$ 39 mil para cada nomeação considerada ilegal, além da possibilidade de condenação do prefeito Jonas Donizette (PSB) por improbidade administrativa.

    Jonas fará defesa ‘caso a caso’

    O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que não há ilegalidade no número de comissionados existentes em sua Administração. É a terceira vez que o número de comissionados é questionado na Justiça.

    No ano passado, O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liminar para cancelar a lei que regula a contratação de servidores comissionados na Prefeitura de Campinas. Na decisão, o TJ definiu a medida como inconstitucional, já que ela cria despesas para o Município sem deixar clara qual a fonte de custo e disse que a votação no Câmara dos Vereadores não respeitou o regimento interno da Casa. A Prefeitura conseguiu derrubar a liminar.

    A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado também questionou a contratação de funcionários sem concurso e impetrou ação para anular parte da lei que regula a contratação de comissionados.

    Na Ação Direta de Inconstitucionalidade, o procurador Márcio Fernando Elias Rosa afirmou que atividades técnicas não têm que ser exercidas necessariamente por servidores que estejam de acordo com diretrizes políticas do governo. A Justiça ainda analisa a ação.

    “Nós colaboramos com o Ministério Público em toda a investigação. Não existe nenhuma ilegalidade. Faremos nossa defesa caso por caso citado na ação”, disse o prefeito Jonas Donizette.

    Fontes: Correio Popular e Blog Da rose

  • Quem dá aula é o professor e a discussão de gênero não precisa de lei.

    Quem dá aula é o professor e a discussão de gênero não precisa de lei.

    SOBRE VEREADORES E  A DISCUSSÃO DE GÊNERO NAS ESCOLAS
    Assista ao vídeo e compartilhe
    Viviane Mosé:
    “Eles estão completamente errados de não colocar a questão do gênero. Mas ninguém precisa de lei para discutir gênero em escola. Qualquer discussão cabe a discussão de gênero. Sabe por quê? Porque gênero diz respeito a pessoas e o que mais tem na escola é gente.”

  • A FARRA DOS CARGOS COMISSIONADOS DE JONAS DONIZETTE

    A FARRA DOS CARGOS COMISSIONADOS DE JONAS DONIZETTE

    MP quer que prefeitura corte 746 cargos de assessores

    6 de julho de 2015

    A promotora Cristiane Hillal, da Promotoria de Cidadania do Ministério Público, ingressou na última sexta-feira na 1ª Vara da Fazenda uma ação civil pública de improbidade administrativa contra a administração do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB). Ela quer reduzir de 846 para 100 os funcionários comissionados da prefeitura e limitar esses convites apenas para o primeiro escalão.

    A ação é embasada em um inquérito instaurado em 2013, que investiga cargos comissionados de ação direta e indireta.  Duas denúncias feitas pelo Metro Jornal e pela TV Bandeirantes estão sendo usadas pela promotora. De acordo com o MP, administrações direta e indireta, como Sanasa, Emdec e Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas), somam 1.418 cargos comissionados – preenchidos por indicações, sem a necessidade de passar por um processo de concurso público.

    Do total de contratados, a promotora restringiu a investigação aos 846 que trabalham na prefeitura de forma exclusiva. Após ouvir depoimentos de servidores de várias secretarias, ela concluiu que grande parte dos contratados foi nomeada em razão da proximidade com o prefeito ou com partidos que apoiaram a candidatura do peesebista.

    A promotora quer que se tornem inconstitucionais cinco leis municipais que amparam essas contratações, e pede que esses funcionários sejam demitidos em um prazo de 12 meses.

    Denúncias

    A primeira denúncia feita pelo Metro Jornal e pela TV Bandeirantes, em abril, diz respeito a um funcionário da Sanasa – empresa de abastecimento de Campinas – que foi flagrado no Rio de Janeiro em dia e horário em que deveria estar no serviço. Alaor Viola postou fotos em rede social de onde estava, na praia do Arpoador.

    Na última quarta-feira, a Band identificou outro caso. Contratado para trabalhar na Administração Regional 6, José Honorato dos Santos ficava em horário de expediente na sede da associação de bairro do Jardim Campo Belo, São João, Itaguaçu e Cidade Singer.

    Questionada sobre as investigações do Ministério Público, a Prefeitura de Campinas disse que ainda não recebeu o documento e que só irá se pronunciar após conhecer o teor da ação.

    Após denúncia, Prefeitura exonera assessor que não trabalhava na AR-6

     5 de julho

    Após denúncia, a Prefeitura de Campinas publica nesta segunda-feira (06/07), no Diário Oficial, a demissão de José Honorato dos Santos, contratado como assessor da Administração Regional 06, mas que ficava na sede da Associação dos bairros Jardim Campo Belo, São João, Itaguaçu e Cidade Singer. Ele recebia R$ 6,9 mil de salário por mês. O custo anual deste comissionado aos cofres públicos é de cerca de R$ 100 mil.

    A denúncia foi feita na última quarta-feira pela TV Band Campinas e pelo Jornal Metro. A equipe de reportagem flagrou Honorato na sede da entidade, na qual funciona um jornal de bairro no qual ele é presidente, no horário em que deveria estar prestando serviços à população. Ele era contratado para trabalhar das 7h às 17h.

    Esse assessor é contratado da prefeitura desde 2013, primeiro ano da gestão Jonas Donizette (PSB). E quando perguntado aos funcionários da AR-6, eles não se constrangem em dizer que Honorato pode ser encontrado na sede da associação de bairro em que ele presidente.

    Procurado pela TV Band, Honorato disse que a denúncia é maldade e que ele só vai para a sede da associação depois de cumprir o seu expediente na AR-6. No entanto, na semana passada ele foi procurado pela reportagem duas vezes na AR-6 e não foi encontrado. E, todas as vezes, foi só esperar um pouquinho na porta da associação dos bairros, que tem o nome de Honorato na fachada, que depois das 9h ele aparecia.

    Quarta-feira (01/07) foi um desses dias. Ele estava na sede no Campo Belo. Ao ser confrontado com a denúncia, disse que mais cedo havia ido ao “campinho” da região, acompanhar serviços de manutenção. A reportagem foi ao “campinho” e os funcionários disseram que não haviam visto Honorato por lá. E um servidor, quando questionado se algum Honorato tinha ido até lá, ele respondeu: “Se veio , não conheço.”

    Após ser confrontado pela equipe de reportagem, pouco tempo depois, o assessor foi encontrado pela reportagem na sede da AR-6 em uma sala onde estava uma mesa vazia, sem documentos ou computador.

    Fonte: Blog da Rose

    ROSE GUGLIMINETTI -(Editora do Jornal Metro/Campinas e comentarista da Rádio BandNews FM (106,7).

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  • Audiência Pública na Alesp sobre a Terceirização do Trabalho

    Audiência Pública na Alesp sobre a Terceirização do Trabalho

    Convocada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), a audiência realizada no dia 29/06, foi marcada pela intensa participação de representantes da classe trabalhadora e pela forte mobilização popular. Os auditórios Franco Montoro e Juscelino Kubitschek ficaram completamente lotados, somando mais de 1000 pessoas, segundo a deputada estadual Beth Sahão (PT).

    O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH no Senado, fez questão de ressaltar que a mobilização em São Paulo foi a maior já vista durante suas visitas a outras casas legislativas do País. “Em nenhum outro estado houve participação tão grande. Esse projeto que cria trabalhadores de aluguel precisa ser liquidado, enterrado, via participação popular”, disse o parlamentar.

    Engavetado há 11 anos na Câmara dos Deputados, o PLC4330/04 foi subitamente votado em 22 de abril deste ano pela Câmara dos Deputados e enviado em regime de urgência para o Senado, onde agora tramita sob o nome de PLC 30/2015.O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, na prática libera a terceirização ilimitada e aniquila por completo os direitos dos trabalhadores brasileiros conquistados nos últimos 100 anos.

  • Nossa luta continua! Não à Emenda da Opressão!

    Nossa luta continua! Não à Emenda da Opressão!

     

    Não se justifica a violência contra as mulheres, em nenhuma hipótese! Numa sessão tensa, marcada por conflitos e agressões, a Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou na noite de segunda-feira (29/06/2015), em primeira votação, o projeto de emenda à Lei Orgânica que veta a inclusão de gênero no Plano Municipal de Educação.Na medida em que a votação se aproximava, o representante do Movimento Integralista Linear Brasileiro, Cássio Guilherme, agrediu covardemente a professora Carolina Figueiredo, militante do PSoL e do Coletivo Rosa Lilás. A agressão foi feita na frente da Guarda Municipal, que nada fez. Carolina fez um boletim de ocorrência contra Cássio Guilherme.Não podemos aceitar as práticas machistas e violentas contra as mulheres em nenhum âmbito. É inadmissível que a violência contra a mulher e o machismo sejam reproduzidos  no espaço que deveria combatê-los.   Absurdo isso acontecer depois de um fim de semana colorido (28/06 Dia Internacional do Orgulho Gay) e festejado em todo o mundo com a aprovação do casamento gay nos Estados Unidos.  Vereadores apontam inconstitucionalidades na proposta. A segunda votação vai ocorrer em agosto, depois do recesso parlamentar.