Autor: Arlei

  • Terceirização – Audiência na Alesp reafirma a posição: Enfrentar para derrotar

    Terceirização – Audiência na Alesp reafirma a posição: Enfrentar para derrotar

    “Não teremos mais metalúrgicos, comerciários, bancários. Serão todos trabalhadores de aluguel. Desorganiza também os Sindicatos. É o lucro sobre o lucro e isso está trazendo uma preocupação muito grande para todos os brasileiros”, afirmou o senador Paulo Paim (PT) na audiência pública (foto acima) para discutir o projeto de lei (PL) da terceirização. A audiência foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo hoje (29/06), com a presença de aproximadamente 1.000 pessoas. O Unificados e a Intersindical estavam presentes.

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    Ao final, foi aprovada (foto acima) a “Carta de São Paulo”, que junto com as cartas dos outros estados expressam as contribuições da população em relação às terceirizações. Audiências para debater a terceirização já foram realizadas em Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Estão programados ainda encontros nas assembleias legislativas de Pernambuco (3 de julho), Ceará (20), Rio Grande do Norte (22), Paraíba (23), Rio Grande do Sul (25), Amazonas (6), Pará (31) e Alagoas (9 de outubro). Estas atividades estão sendo promovidas junto com a Legislação Participativa do Senado e apoio do Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.

    Paim: “Lata do lixo”

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    Todas as falas, tanto de representantes das centrais sindicais como de parlamentares, foram unânimes e convergiram para o entendimento de que o projeto seja derrotado. “Vamos jogar esse projeto na lata do lixo, porque ele promoverá o desmonte das relações de trabalho”, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), a responsável pela realização de uma série de audiências sobre o PL da terceirização.

    “Este projeto não é um retrocesso apenas do ponto de vista dos direitos trabalhistas. Se for aprovado, ele tornará sem efeito princípios constitucionais da dignidade humana, da função social do trabalho. Por isso lotamos esse auditório, para derrotar o projeto da precarização que é a barbarização das relações de trabalho no país. Não há nada mais antigo do que este projeto, que traz de volta a escravidão, a revogação de princípios constitucionais” finalizou o senador Paim.

    Carneiro: “Questionar senadores de São Paulo

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    Agora que o PL está no Senado, precisamos saber qual é posição dos Senadores por São Paulo José Serra (PSDB), Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (sem partido) em relação a este projeto. Vão votar contra os trabalhadores? ” , questionou o secretário geral da Intersindical , Edson Carneiro (foto acima), durante sua fala na audiência.

    Giannazi: Retorno aos anos 30, antes da CLT

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    O deputado estadual (foto acima) Carlos Giannazi (Psol) destacou que São Paulo já é um grande laboratório, com intenso processo de terceirização, no metrô, nas áreas de educação e cultura. “Aqui já temos o embrião da precarização e por isso é importante que a Alesp sedie esta audiência e que a mobilização seja intensa contra este que é um dos maiores ataques à classe trabalhadora. O projeto de lei da terceirização nos remete aos anos 30, quando não tínhamos ainda a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). É importante que estejamos mobilizados em todo o país para que este projeto seja derrotado no Senado. Esta é uma luta suprapartidária, na defesa dos trabalhadores e direitos conquistados com muito sangue e suor.” defendeu Giannazi.

    Rosa Jorge: 85% de trabalho análogo à escravidão era terceirizados

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    A auditora fiscal do trabalho e presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Rosa Jorge (foto acima), chamou a atenção para o fato de que entre 2010 e 2014, nas operações contra o trabalho escravo, 85% dos trabalhadores resgatados eram terceirizados.

    “Meus colegas não encontraram estes trabalhadores em situação análoga à escravidão no interior do país. Os encontraram aqui em São Paulo, na agropecuária, construção civil, no setor de vestiário, aqui na cidade de São Paulo, no centro econômico do país. Com este projeto, o que se pretende instituir é a volta da escravidão, que vai atingir a todos. Tanto da iniciativa privada, como servidores públicos. ”, alertou Rosa Jorge.

    Ivan Valente: Ofensiva da direita, em vários setores

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    Para o deputado federal (foto acima) Ivan Valente (Psol-SP), o projeto de lei da terceirização, aprovado na Câmara e que está sendo analisado pelo Senado, é necessário ter a clareza de que há uma ofensiva da direita, por várias vertentes e direções. “Este projeto de lei é a generalização da super exploração para gerar lucro para uma elite que quer impedir a unidade da classe trabalhadora. Terceirização quer dizer precarização do trabalho. Isso é inadmissível. Temos que mobilizar fábricas, escolas, ruas porque quem está no comando são os patrões. Temos um senado formado, em sua maioria, pelo setor patronal. Se este projeto não for barrado no congresso, a presidente Dilma tem que vetar.” frisou Valente.

    FONTE: SINDICATO DOS QUÍMICOS UNIFICADOS

  • 1º de maio em Cuba – vídeo

    1º de maio em Cuba – vídeo

    Uma vivência para a vida toda
    Dirigentes sindicais e políticos de diferentes partes do Brasil participaram do 1º de maio em Cuba. O Dia Internacional do Trabalhador tem um significado especial para esse povo guerreiro e solidário. A população das 15 províncias Cubanas, entre trabalhadores e estudantes, marchou com faixas, cartazes, dizendo palavras de ordem, exaltando a vitória do país na Revolução de 1959 que transformou a sociedade Cubana. No palanque, Raúl Castro Ruz, presidente de Cuba e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. As crianças cubanas, trabalhadores, as diferentes, raças, etnias, as bandeiras com seus brasões e cores , tantos sorrisos e histórias. Todos unidos para celebrar o sonho que se tornou realidade! Viva o socialismo Cubano.

  • Quem nos governa?

    Quem nos governa?

    Texto de : Vladimir Safatle

    Filósofo e professor livre-docente da Universidade de São Paulo.

    Quem nos governa?

    Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e missionários cristãos (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.

    Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.

    A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos nobres correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.

    Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresas offshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.

    Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.

    Que fantástico. Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.

    Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde público, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e rentistas não tivessem a segurança de que bancos como o HSBC irão auxiliá-los, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e na fraude fiscal. Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?

    Fonte: Intersindical

     

  • CRISE E OPORTUNIDADE

    CRISE E OPORTUNIDADE

    Neste dia 05 de junho, dia mundial do meio ambiente, é um momento importante para refletirmos e fazermos um balanço sobre as questões ambientais. Ninguém em sã consciência dirá que é contra o meio ambiente, que odeia árvores, que não liga para água etc. É fato que a preocupação com as questões ambientais cresce a cada dia. Porém, as pessoas comuns, pouco ou nada têm feito para auxiliar no tema. Nossos governantes também, além da retórica superficial e vazia, nada têm feito para questão, e por vezes, têm feito no sentido de agravar a situação. Quando tratamos da temática ambiental, fica cada vez mais necessário não tratarmos os diversos temas afins em caixinhas, e é imperativo tratarmos todos os temas de maneira transversal. Quando falamos de falta d´água, escassez de energia, poluição, transgênicos, contaminações, agrotóxicos, criminalidade, corrupção, estamos tratando em última instância do meio ambiente social, na qual tudo está inserido e interligado por conta de nossas escolhas enquanto sociedade, seja por ação ou por omissão.

    Refutamos aqui, a visão de amplos setores do movimento ambientalista que trata a temática de maneira catastrofista, apocalíptica, fazendo parecer que foi a maldade humana que nos arrastou até aqui e que continua a nos jogar para um caos sem volta. Chegamos até aqui por opções claras de modelos econômicos, e de organização social como um todo. O planeta ainda possui imensos recursos naturais e hoje detemos técnicas que poderiam, em curto período de tempo, recuperar muitos recursos perdidos. A grande questão é: o que nos impede de fazer?

    Por que diante de diversas demonstrações de falência deste modelo econômico que depreda e degrada, continuamos a ter inúmeras políticas públicas de incentivo à compra e ao uso do automóvel em detrimento do transporte coletivo (ônibus e trens) ou individual não motorizado (bicicleta)? Por que mesmo diante da gravíssima crise hídrica vivida no estado, o governo de São Paulo não reestrutura a gestão e as práticas da Sabesp que, entre outros erros, não nos preparou para tamanha crise? Por que em Campinas a prefeitura patina na implantação das ciclovias enquanto outras cidades do Brasil e do mundo tratam isso como prioridade? Por que por mais um ano vivemos uma epidemia gravíssima de dengue e nada foi feito de mudança estrutural além de campanhas que jogam a responsabilidade exclusivamente na população e imiscuem o poder público enquanto agente que deveria zelar por uma cidade limpa, organizada e saudável?

    Talvez algumas respostas estejam no fato de que nossos governantes ainda não perceberam o fosso que os separa da população. O abismo que está entre suas intenções e ações e as verdadeiras expectativas e necessidades da população e dos cuidados que nossos recursos naturais tanto precisam. Embevecidos pelos resultados das urnas, não percebem que, cada dia mais, residem em um castelo podre a beira da ruína. Castelos esses em função da manutenção de um modelo econômico que não se mostra mais suficiente dentro de nossas possibilidades sociais e naturais. O exército brasileiro realizar exercícios de ocupação da Sabesp como alguns órgãos de comunicação noticiaram não nos trará água. O mal-estar toma conta das pessoas, mas elas ainda não conseguem – ou não querem – entender o porquê e quais as saídas.

    Os chineses, utilizam o termo “wei-ji” para definir crise. O termo chinês traz dois caracteres: perigo e oportunidade. E é assim que devemos ver os tempos atuais. Tempo que nos trazem inúmeros perigos, mas também a oportunidade de repensarmos nossas escolhas e nosso papel, como indivíduo e cidadão no mundo, para o bem das presentes e futuras gerações. Aos governantes de plantão resta saber se continuarão plantando ventos para colherem tempestades.

    Rafael Moya, advogado e Presidente do Conselho Gestor da APA de Campinas

    Arlei Medeiros, sanitarista ambiental e Coordenador do Observatório de Gestão Pública do Trabalhador.

  • 1º de Maio em Cuba – Uma vivência para a vida toda

    Para aqueles que acreditam que no 1º de maio deve ser comemorado o dia do trabalho, e não o dia do trabalhador, vá para Cuba!

    Nossa delegação formada por dirigentes sindicais de várias partes do país viveu uma experiência única. Nos deparamos com milhões de pessoas reunidas na Praça da Revolução. Mais de 2.000 membros de 205 organizações sindicais e políticas de 70 países da Europa, América Latina e Caribe, América do Norte e Ásia, assistiram ao desfile. A população das 15 províncias Cubanas, entre trabalhadores e estudantes, marchou com faixas, cartazes, dizendo palavras de ordem, exaltando a vitória do país na Revolução de 1959 que transformou a sociedade Cubana.

    No palanque, estavam presentes Raul Castro, presidente de Cuba e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. No único discurso que antecedeu o desfile, o secretário-geral da CTC (Central dos Trabalhadores de Cuba), Ulises Guilarte, lembrou o novo cenário político vivido pela Ilha, após o “reconhecimento do governo dos Estados Unidos do fracasso de sua política de assédio, agressão e bloqueio contra Cuba”.

    Como fato simbólico a passeata foi liderada pelos “cinco heróis”, como são conhecidos na Ilha os agentes que foram presos por espionagem nos EUA. O carinho e respeito por eles emociona àqueles que sonham com um mundo sem senhores.

    Este ano, choveu durante todo o desfile, para alegria de todos. Segundo antiga tradição cubana, quem se molha com a primeira chuva de maio terá sorte o resto do ano, fazendo bem para o corpo e a mente. E foi com este pensamento que tomamos esta chuva como na infância, com muita alegria e esperança por um mundo mais fraterno, sem guerras, fome e miséria.

    Impressionou a consciência política que paira sobre Cuba e os cubanos. Eles debatem com muita naturalidade sobre economia, política, sociologia e tantos outros assuntos que são inseridos na vida deles desde a infância. Por isso, a educação é um dos principais pilares da sociedade cubana. Os pais são obrigados a colocar as crianças na escola a partir dos cinco anos até que eles completem o 2º grau. Segundo a Unesco, Cuba é o único país da América Latina e Caribe a atingir objetivos globais de educação. Vale lembrar que o acesso às escolas e universidades é totalmente gratuito.

    O outro pilar que sustenta a sociedade cubana é a saúde. A população também tem a gratuidade assegurada desde o atendimento básico até necessidades mais complexas, como cirurgias. São extremamente baixos os índices de mortalidade infantil e há uma ótima expectativa de vida no país (média de 78 anos).  Por isso, os trabalhadores da área da saúde tiveram destaque no desfile do 1º de maio. Esses profissionais foram peças fundamentais no combate ao ebola, no continente Africano, além de tantas outras missões internacionais que realizam desde o início da Revolução. Nos dias de hoje, os médicos cubanos estão presentes em mais de 60 países ao redor do mundo.

    Perguntados sobre o embargo econômico que perdura mais de 50 anos, imposto pelo governo americano, eles dizem que não haverá um milímetro de retrocesso nas conquistas da Revolução. Acreditam que vale a pena ter a independência e a liberdade de caminhar com seus próprios pés, mesmo seu maior “agressor” estando a 140 km de suas praias. Os cubanos possuem uma frase que diz “Os Yankees (EUA) não conseguiram nos derrotar com as armas, mas vão tentar agora com a Madonna e a Coca-Cola”, tentando impor sua cultura de consumismo e capitalismo.

    Venham conhecer Cuba e os cubanos. Não deixe que a grande mídia brasileira repasse as informações de maneira distorcida sobre esse povo alegre, gentil, inteligente e que continua caminhando por sua independência.

    Viva Cuba!
    Viva a Revolução Cubana!

    Arlei Medeiros – Coordenador da Secretaria Geral da Fetquim
    Renato Libânio – Historiador e Coordenador do Centro Organizativo dos Trabalhadores (COT)