Autor: Arlei

  • CUBA: desafios e perspectivas

    CUBA: desafios e perspectivas

    O cubano Ramon Cardona, secretário da Federação Sindical Mundial (FSM) na América Latina e Caribe, e integrante da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), veio ao Brasil a convite da Intersindical (Central Sindical) para participar do encontro nacional nos dias 27 e 28 de fevereiro em Valinhos. Aproveitando a visita, ele se dispôs a conversar sobre Cuba, país que tem uma história importantíssima nas conjunturas política e econômica mundial. O encontro foi no Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas.

    O debate teve a participação de Arlei Medeiros, diretor dos Químicos Unificados e coord. do Observatório de Gestão Pública do Trabalhador, do vereador Paulo Bufalo (PSoL Campinas), da socióloga  e coord. do Instituto Voz Ativa, Marcela Moreira, do coord. Nacional da Intersindical Ricardo Saraiva “Big” e do presidente do Congeapa, Rafael Moya. Além dos e estudantes, trabalhadores e profissionais liberais que fizeram muitas perguntas à Ramon.

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    Ramon Cardona iniciou dizendo que: a FSM agrupa todos aqueles que defendem de verdade aos interesses dos trabalhadores. A Federação Mundial tem um plano internacional de defesa dos direitos dos trabalhadores e forma um destacamento de vanguarda com representantes sindicais. O capitalismo precisa de lucro a todo custo para sobreviver. Para isso, tem que explorar os trabalhadores cada vez mais vigorosamente. Como consequência, poucos detêm muitas riquezas e milhares têm pouca renda. O resultado é desemprego mundial. Na Espanha 50% estão desempregados, o mesmo acontece na Itália, Portugal, Grécia, América Latina.

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    Temas como América Latina, programa Mais Médicos, a educação em Cuba e a construção do Porto de Mariel em parceria com o Brasil, foram debatidos. Cardona ressaltou que é errônea a ideia de que o Brasil deu dinheiro a Cuba. “ Foi feito um convênio e Cuba vai pagar ao Brasil. Não é um “regalo”.  O porto é fundamental para o desenvolvimento de Cuba”, disse Ramon.

    Bloqueio ainda existe, relações Cuba X EUA e América Latina

    Cardona fez questão de frisar que o bloqueio é um genocídio, não existe nenhum outro no mundo que durou 53 anos. A vontade de negociar dos norte-americanos é bem-vinda. Mas o que se está fazendo é mudando a tática, mas mantendo a estratégia. A estratégia continua sendo destruir a soberania e a liberdade conquistada pelo povo cubano após a revolução socialista.

    “Os ianques (norte-americanos), para dizer que o bloqueio acabou, facilitaram a entrada de produtos cubanos, mas apenas aqueles que foram produzidos por setores privados. No entanto, os produtos produzidos pelo estado cubano estão proibidos, com objetivo de incentivar a privatização e destruir o Estado Socialista de dentro para fora. A abertura das relações diplomáticas é outra tática para estar dentro de Cuba e tentar minar a soberania. Porém o povo cubano está preparado para enfrentar essa manipulação”, encerra Cardona.

  • Professor da Unicamp já tinha alertado na Alesp sobre crise da água

    Professor da Unicamp já tinha alertado na Alesp sobre crise da água

    A TV Movimento (Web TV) em parceria com o Observatório de Gestão Pública do Trabalhador produziu um vídeo-reportagem sobre a crise da água no estado de São Paulo. Foram entrevistados nomes como o professor da Unicamp e pós-doutor em Recursos Hídricos, Antônio Carlos Zuffo, que salientou que a crise é consequência de uma má gestão e que em 2013 ele alertou os deputados na Assembleia sobre o risco que corríamos de um apagão hídrico.

    O Presidente do Congeapa (Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas) Rafael Moya, fala sobre o ônus da privatização do sistema. Representantes do Comdema (Conselho Municipal do Meio Ambiente) e da ONG Reviva o Atibaia também foram entrevistados.

  • Tsipras: “O veredito do povo grego significa o fim da troika”

    Tsipras: “O veredito do povo grego significa o fim da troika”

    Do PSOL Nacional, Leonor Costa, com Esquerda.net e Opera Mundi

    “É um sinal importante para uma Europa em mudança”, disse Alexis Tsipras, o principal líder do Syriza, diante de milhares de pessoas que se juntaram na praça em frente à Universidade de Atenas, após a confirmação da vitória do partido neste domingo (25), nas eleições gregas.

    “O veredito do povo grego significa o fim da troika, a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas de austeridade impostas a troco de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

    Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação” e assegurou que vai negociar com os credores uma “nova solução viável” para a Grécia.

    O partido anti-austeridade Syriza obteve uma clara vitória nas eleições gerais deste domingo na Grécia, elegendo 149 deputados, num total de 300 vagas. O partido conservador do então primeiro-ministro Antonis Samaras, da Nova Democracia, obteve 76 cadeiras.

    Faltando apenas duas vagas para ter a maioria absoluta do Parlamento grego e poder governar sem alianças com outros partidos, o Syriza recebeu nesta segunda-feira (26) o apoio dos Gregos Independentes para conseguir formar uma coalizão antiausteridade para governar o país.

    Em terceiro, ficou o partido neo-nazista de extrema-direita Aurora Dourada, com 18 representantes no Parlamento. O líder da legenda, Nikolaos Mihaloliakos, e diversas outras figuras do partido, estão ou presos ou sob custódia domiciliar.

    Na tarde desta segunda-feira (26), Alexis Tsipras prestou juramento perante o presidente da República grega, Karolos Papoulias, e se tornou oficialmente o primeiro-ministro da Grécia. Ele deve anunciar até quarta-feira (28) os nomes do novo Governo.

    Ainda estão previstos encontros de Alex Tsipras com Stavros Theodorakis, líder do To Potami, e Dimitris Koutsoumpas, secretário-geral do Partido Comunista Grego (KKE).

    Nova de era de democracia
    O Syriza contou com o apoio do PSOL e de vários partidos de esquerda da América Latina e da Europa. Sem dúvida a vitória do partido de Alexis Tsipras representará importantes mudanças para o povo não só da Grécia como de outros países da Europa, que vêm pagando um alto preço pelas medidas de austeridade do FMI e da União Europeia.

    Em nota, divulgada no dia 5 de janeiro, o PSOL reafirmou o seu apoio ao Syriza e considerou que sua vitória dará uma grande sacudida na política de ajuste que hoje se aplica em toda Europa, o que certamente terá repercussão em outros países, inclusive no Brasil. “Syriza, um partido irmão que como o nosso se opõe aos ajustes do governo, decretados pela Troika comandada por Angela Merkel (FMI, Banco Central Europeu e Comunidade Europeia), tem possibilidade de ganhar as próximas eleições. Se isso ocorrer, não mudará somente a situação grega”, afirmou a nota, assinada pela Secretaria de Relações Internacionais do partido. Leia a nota completa aqui.

    O PSOL também esteve presente na Grécia nos últimos dias que antecederam às eleições até este domingo, quando o partido de esquerda saiu vitorioso das unas. Juliano Medeiros, Secretário Nacional de Comunicação que representou o PSOL na Grécia, considera que a crise econômica europeia fortaleceu ou fez surgir novos atores políticos e sociais que não se submetem aos ditames do FMI ou da Comissão Europeia. “O surgimento do Podemos, na Espanha, e do Syriza, na Grécia; além do fortalecimento de partidos anticapitalistas na França, Portugal e Alemanha, faz parte de um renascimento da esquerda naquele continente. O PSOL se inspira nessas experiências para oferecer uma alternativa de esquerda, socialista e independente ao povo brasileiro. Por isso, estar ao lado desses partidos, prestando nossa solidariedade ao povo grego, é muito importante para o PSOL e para todos aqueles que acreditam numa verdadeira mudança de esquerda”, enfatiza.

    Para o deputado Chico Alencar (RJ), com a vitória da esquerda, as velhas e carcomidas formas de fazer política, que levaram a quase 60% da juventude grega ao desemprego e os pobres ao desespero, foram derrotadas. “Uma nova era de democracia de alta intensidade se abre, e não só para a Grécia!”, avalia, otimista, o deputado fluminense.

    Além de Juliano Medeiros, também esteve na Grécia para reafirmar o apoio do partido ao Syriza, o representante da Fundação Lauro Campos, Thiago Aguiar. Clique aqui e confira seus relatos durante os quatro dias que estiveram na Grécia.

     

  • O petróleo despenca, e a Arábia Saudita sorri

    O petróleo despenca, e a Arábia Saudita sorri

    O governo de Riad perde com a queda de preços, mas celebra instabilidade no Irã e teste à nova indústria petrolífera norte-americana
    por José Antonio Lima – Carta Capital

    Na terça-feira 6, o preço do petróleo nos mercados de Londres e Nova York, referências para o resto do mundo, ficou abaixo dos 52 dólares, menor valor desde 2009. A brusca queda recente, de 55% desde a metade de 2014, é resultado de uma oferta elevada, marcada por picos de produção na Rússia, no Iraque e nos Estados Unidos, e demanda comprimida pela lentidão das economias de China, Japão e países europeus. O cenário deveria provocar preocupação na Arábia Saudita, maior exportadora e dona da maior capacidade de produção de petróleo do mundo, mas a monarquia se mostra tranquila. A queda de preços é ruim para o governo saudita, mas pior para seu maior inimigo, o Irã, e serve para testar a força da crescente produção norte-americana, que causa apreensão em Riad por minimizar a dependência que Washington tem do petróleo saudita.

    Em 21 de dezembro, em reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na Áustria, a Arábia Saudita revelou sua serenidade com o tombo do preço do petróleo. Sem conseguir um acordo com países de fora do cartel, como a Rússia e o México, a Opep decidiu não reduzir suas metas de produção, o que faria a cotação do barril crescer. A opção pela regulação do preço a partir da lógica do mercado foi um afastamento da tradição da Opep, comandada pelos sauditas. Ao longo das últimas quatro décadas, o cartel petrolífero tirou e injetou barris no mercado sempre que os preços escaparam aos limites desejados, para cima ou para baixo. Desta vez, sem a mesma capacidade de influenciar o mercado, os sauditas aceitaram pagar para ver até onde a queda vai. O governo de Riad nega estar conspirando para prejudicar determinadas nações, mas parece óbvio que a família real observa o resultado de sua aposta com a expectativa de obter dividendos políticos.

    Não há dúvidas de que o petróleo em baixa prejudica a Arábia Saudita. A economia do país é pouco diversificada e muito dependente do setor petrolífero, responsável por 85% das exportações e 50% do PIB. Entre 2014 e 2015, a receita do petróleo deve cair 88%, sendo responsável por um déficit de 39 bilhões de dólares no orçamento saudita, o maior da história, o que acarretará cortes de gastos públicos e, possivelmente, alguma instabilidade política. Ainda assim, a Arábia Saudita pode suportar o baque – além de reservas monetárias de 750 bilhões de dólares, o País tem o menor custo de produção de petróleo no mundo, de cerca de cinco dólares por barril. Se cortasse sua produção sem uma combinação prévia com países de fora da Opep e promovesse a elevação do preço do petróleo, a Arábia Saudita poderia perder cotas de mercado. Foi isso o que ocorreu nos anos 1980, quando o barril foi vendido a menos de 10 dólares e os sauditas perderam clientes ao cortar sua própria produção, enquanto outros países mantiveram-na, vendendo seu petróleo por um preço mais baixo.

    Em um cenário de disputa por mercado, a Arábia Saudita poderia perder espaço para aliados, como os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, mas também para países que vê como rivais. Um deles é a Rússia, que segue apoiando o ditador sírio Bashar al-Assad, o qual os sauditas tentam derrubar. Outro é o Irã, visto como o maior inimigo da Arábia Saudita. Além de apoiar Assad, o regime iraniano, visto como ameaça existencial, contrapõe os interesses sauditas em quase todos os pontos nevrálgicos do Oriente Médio.

    O Irã como alvo

    A queda atual do preço do petróleo atinge duramente as ambições de Teerã em um momento sensível. No próximo dia 15, negociadores iranianos vão se encontrar novamente com emissários de Alemanha, China, EUA, França, Reino Unido e Rússia para tentar chegar a um acordo sobre o programa nuclear. A Arábia Saudita jamais apoiou o diálogo com o Irã – ao contrário, o país árabe faz lobby para que os Estados Unidos resolvam a questão por meios militares, bombardeando as instalações nucleares iranianas para “cortar a cabeça da cobra”. Sem condições de direcionar a política externa dos EUA, a Arábia Saudita trabalha para desestabilizar o Irã.

    O ímpeto pelo acordo nuclear é comandado por Hassan Rouhani, presidente do Irã. Rouhani trava uma batalha interna com setores linha-dura, contrários ao diálogo com os EUA, e tem vendido a ideia de que a solução para os graves problemas econômicos do país é o acordo nuclear e o fim das sanções impostas por EUA e Europa. Para manter o impulso pelo diálogo, Rouhani precisa de apoio popular e este depende significativamente da situação da economia. Após um acerto provisório com as potências em novembro de 2013, algumas sanções contra o Irã foram aliviadas. Isso facilitou a recuperação econômica do país, marcada pela reversão da recessão e pelo fim da alta da inflação, mas a diminuição do lucro do petróleo provocará um duro impacto nas contas iranianas. Metade das receitas do país é oriunda do setor petrolífero, e Teerã precisaria, segundo o FMI, de um barril cotado a 136 dólares para ter um orçamento balanceado. Com o petróleo vendido perto dos 50 dólares, as dificuldades serão tremendas. Por isso, a partir de março, entrará em vigor no Irã um orçamento bastante austero, com aumento de impostos e redução de subsídios para alimentos e combustível. São medidas impopulares, que podem erodir o apoio a Rouhani e dificultar o diálogo, exatamente o que os sauditas desejam.

    Os EUA como alvo

    Além de ver o sofrimento do Irã, a Arábia Saudita espera obter um segundo dividendo político-econômico com a brusca queda do preço do petróleo: testar a resiliência da produção norte-americana do petróleo de folhelho (shale oil, em inglês), uma rocha sedimentar que é explorada por meio de técnicas conhecidas como fratura hidráulica e perfuração horizontal. Nos últimos anos, essa indústria se desenvolveu de forma impressionante nos EUA.

    A revolução do folhelho é um fenômeno que dificilmente ocorreria em outro país que não os Estados Unidos. Graças a um sistema regulatório que permite um investimento rápido e a uma legislação que dá ao dono da terra (e não ao governo) os direitos de mineração, a produção nas formações de folhelho foi acelerada e hoje envolve 6 mil companhias diferentes disputando e aquecendo um mercado abastecido por 4 milhões de poços nos EUA. Neste cenário, a produção norte-americana de petróleo cresceu 60% desde 2008 e, até 2016, o país pode se tornar o maior produtor do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita. Há tanto petróleo no mercado dos EUA que o país se tornou autossuficiente e, em junho, pela primeira vez em quatro décadas, o governo autorizou exportações de petróleo cru.

    O folhelho colocou Washington na rota de uma independência energética que preocupa os sauditas, pois poderia minar a antiga parceria entre os dois países, baseada na troca de segurança militar pela segurança energética. Para a Arábia Saudita, o preço baixo do petróleo pode ser um obstáculo para a novata indústria norte-americana, uma vez que a maioria dos milhares de empresários envolvidos na produção tem grandes dívidas, feitas para financiar o início da exploração.

    Está claro que a Arábia Saudita resolveu deixar arder um mercado em chamas. Encastelados em reservas gigantescas de petróleo e dólares e com a produção mais barata do mundo, os sauditas vão perder, mas menos do que seus rivais e até aliados. De quebra, vão ver alguns possíveis concorrentes saírem do mercado ou adiarem explorações consideradas demasiado caras, como no Ártico ou em águas profundas – caso do pré-sal da Petrobras, o que ajudar a explicar a queda nas ações da estatal brasileira.

    O conforto saudita com a depreciação acelerada do petróleo é tão grande que, em 22 de dezembro, o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, não colocou prazo para acabar com a estratégia de não interferir no mercado. Questionado pela CNN até quando seu governo manteria a produção constante, foi conciso: “para sempre”.

  • Entrevista sobre situação política no continente latino-americano

    Entrevista sobre situação política no continente latino-americano

    Antes de falar é preciso ter argumentação.
    O programa Nossa América conversa com professor uruguaio, Enrique Padrós, do Departamento de História da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Neste vídeo ele comenta a situação política no continente latino-americano. 

  • Que justiça é essa que prende o pobre e protege os políticos?

    Todo mundo no fim de ano quer reascender esperanças de mudanças, seja no âmbito profissional, emocional, e principalmente, devido as últimas manchetes, no político. Infelizmente a postura de alguns vereadores de Campinas nesta última semana nos deixa indignados. Parlamentares (PT, PSDB e SDD) foram flagrados usando o carro oficial da Câmara para ir a um churrasco. Além disso, pelo menos cinco carros oficiais estão sem o adesivo do Legislativo, item obrigatório por lei.

    Cada vereador deu uma desculpa para ter ido ao churrasco com o carro oficial ou sobre a falta do adesivo, mas a sensação que fica é de que os parlamentares fazem o que bem entendem com o dinheiro público, e nós aqui, ficamos de figurantes. É preciso dar uma basta nesta farra.

    A sensação de impunidade por crimes e desvios de conduta cometidos pelos parlamentares só faz crescer a descrença na política e as pessoas deixam de participar. Isso distancia o cidadão da política, e é aí, que a farra corre solta.

    Na região metropolitana de Campinas temos prefeitos de Sumaré (PSDB), Jaguariúna (PTB), Vinhedo (PTB) e Paulínia (PMDB), cassados ou condenados pela justiça. Mas todos encontram brechas na lei para recorrer a uma instância superior ou conseguem liminares para continuar no poder. Que justiça é essa que prende o pobre e protege os políticos?

    Por isso reforço que precisamos dar um empurrãozinho na “esperança” de que essas condutas podem e devem mudar. Vamos começar 2015 de pé direito, participando mais da vida política da sua cidade, indo às sessões da Câmara, acompanhando o prefeito e o seu vereador pelas redes sociais, cobrando e fiscalizando o que andam fazendo com o nosso dinheiro. Se for preciso vamos ocupar as ruas, manifestar e exigir diferentes posturas e condutas.

    Arlei Medeiros
    Presidente PSoL Campinas
    Coord. Observatório de Gestão Pública do Trabalhador

  • Cuba e EUA reestabelecem relações diplomáticas

    Cuba e EUA reestabelecem relações diplomáticas

    O presidente de Cuba, Raúl Castro, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciaram simultaneamente nesta quarta-feira (17), a retomada das relações diplomáticas entre os dois países e as medidas que serão tomadas para diminuir a distância entre eles.

    O anúncio foi feito ao mesmo tempo nos dois países e, ao que tudo indica, foi motivado pela libertação de três presos cubanos nos EUA em troca da soltura de um estadunidense que estava preso na ilha.

    Em seu pronunciamento, Raúl Castro afirmou que o reestabelecimento das relações “não quer dizer que o principal se resolveu: que é o bloqueio econômico, comercial e financeiro”. Além disso, ele pediu que o governo dos EUA remova os obstáculos que impedem o vínculo entre os dois povos, como a restrição a viagens, correio e telecomunicações. Segundo ele, a aproximação deverá se basear nos princípios do direito internacional e na Carta das Organização das Nações Unidas (ONU).

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    Obama

    Obama, por sua vez, disse que a retomada do diálogo põe fim à “abordagem antiquada” dos EUA e afirmou ainda que as décadas passadas são prova de que o isolamento não funcionou. Obama anunciou também as medidas concretas que serão tomadas para a reaproximação: facilitação das viagens a Cuba, autorização parcial de vendas e exportação de bens e serviços, autorização para a importação de bens no valor de até U$ 400 e a melhoria do acesso de Cuba à telecomunicação e internet.

    “Hoje a América escolhe se soltar das amarras do passado, de modo a alcançar um futuro melhor, para o povo cubano, para o povo americano, para todo o nosso hemisfério, e para o mundo”, afirmou. E chegou a dizer, em espanhol: “Todos somos americanos”.

    Cuba sofre há mais de 50 anos com o embargo econômico imposto pelos EUA em 1961, dois anos após a revolução derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, quando foram cortadas as relações diplomáticas.

    Troca de presos

    Pouco antes do aúncio histórico, Cuba havia libertado o estadunidense Alan Gross, que cumpria pena de 15 anos por espionagem. Em troca, Washington libertou os últimos três dos Cinco Cubanos presos nos EUA, também acusados de espionagem. A libertação dos presos foi a primeira ação na mudança das relações EUA-Cuba desde a imposição do embargo.

    * Com Informações do Opera Mundi e Telesur

    Fonte: Caros Amigos

  • Prefeita de Sumaré: a bola da vez na operação Lava jato

    Prefeita de Sumaré: a bola da vez na operação Lava jato

    A denúncia contra a Petrobras ainda vai dar muito “pano pra manga”. A operação Lava Jato da Polícia Federal denuncia novos suspeitos a cada documento apreendido e analisado.

    O esquema de corrupção que parecia estar na sede da Petrobrás ou nos escritórios de empreiteiras, vem cada vez mais ocupando os gabinetes de parlamentares. Empresários e políticos do país inteiro estão envolvidos. A última notícia que remete a nossa região é sobre uma lista de nomes e acertos encontrada na empresa Camargo Corrêa que cita a prefeita de Sumaré, Cristina Carrara (PSDB) como um dos políticos beneficiados com doações para o financiamento da campanha de 2012.

    Vale reforçar que a investigação da Polícia Federal já deixou claro que empresas como a Camargo Corrêa, financiaram campanhas milionárias com intuito de serem beneficiadas e participaram de contratos fraudulentos com a Petrobrás.

    Na semana passada lembramos que Dalton dos Santos Avancini, um dos reús do caso Sanasa, que pode acabar em pizza, foi preso na operação Lava Jato. Pelo jeito, em Campinas e região, essa história de Petrobras, empreiteiras, financiamento de campanha, ainda vai dar muito o que falar. Nós cidadãos ficamos agora de mãos atadas esperando que a justiça prevaleça e que essa corrupção desenfreada tenha um ponto final.

    E para fechar, não podia deixar de citar a conquista de todos os brasileiros com a divulgação, nesta semana, no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12), do Relatório da Comissão Nacional da Verdade que trata sobre a ditadura militar no país. É assim que precisamos caminhar, de cabeça em pé.

    Arlei Medeiros
    Presidente PSoL Campinas
    Coord. Observatório de Gestão Pública do Trabalhador

  • Conheça e acesse o relatório final da CNV

    Conheça e acesse o relatório final da CNV

    O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi entregue hoje em cerimônia oficial no Palácio do Planalto à presidenta Dilma Rousseff. Dividido em três volumes, o relatório é o resultado de dois anos e sete meses de trabalho da Comissão Nacional da Verdade, criada pela lei 12528/2011.

    Instalada em maio de 2012, a CNV foi criada para apurar e esclarecer, indicando as circunstâncias e a autoria, as graves violações de direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988 (o período entre as duas últimas constituições democráticas brasileiras) com o objetivo de efetivar o direito à memória e a verdade histórica e promover a reconciliação nacional.

    Acesse em: 

  • BOLSONARO: QUEREMOS CASSAÇÃO

    BOLSONARO: QUEREMOS CASSAÇÃO

    Nota do PSoL em repúdio a Jair Bolsonaro: Cassação já!

    O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), conhecido por suas posições racistas, machistas, homofóbicas e em defesa da Ditadura Militar, protagonizou no dia de ontem mais uma agressão às mulheres, ao parlamento e à democracia brasileira. Referindo-se à ex-Ministra dos Direitos Humanos, Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS), Bolsonaro afirmou que não a estupraria porque ela “não mereceria”. A frase absurda revela os valores do deputado carioca e se soma a dezenas de outros impropérios verbalizados noutras oportunidades contra negros, gays, lésbicas, pessoas que cumprem sentença judicial, mulheres, militantes torturados pela Ditadura Militar e pobres em geral.

    O PSOL recorreu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados mais de uma vez contra Bolsonaro, mas o corporativismo dos deputados conservadores que compõem aquele órgão impediu que ele fosse punido. Ainda assim, não descansaremos até que este representante do atraso seja punido. Recorreremos novamente a todos os recursos cabíveis, dentro e fora da Câmara dos Deputados, para ver o mandato de Bolsonaro cassado. Sua presença na Câmara dos Deputados desonra a democracia e o parlamento brasileiro.

    Luiz Araújo
    Presidente Nacional do PSOL