Categoria: Destaque

  • Dieese lança calculadora para trabalhador conferir quanto perde com a MP 936

    Dieese lança calculadora para trabalhador conferir quanto perde com a MP 936

    Nem taxação de grandes fortunas, nem cobrança de impostos sobre os dividendos dos investidores ou especuladores. A única medida implantada até agora pelo governo Jair Bolsonaro diante da crise agravada pela pandemia de coronavírus atingiu em cheio, mais uma vez, os trabalhadores. O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado por Medida Provisória (MP 936), permite às empresas reduzir jornadas e cortar salários por até 90 dias. Para que o trabalhador possa medir o tamanho do prejuízo que pode vir a ter, o Dieese lançou uma calculadora.

    A calculadora do Dieese permite simular as reduções permitidas pela MP 936. “A medida prevê um benefício que cobriria parte da perda dos rendimentos durante esse período. Com essa calculadora, as pessoas podem simular o impacto dessas medidas sobre a sua remuneração”, afirma a economista Patricia Pelatieri, diretora técnica adjunta do Dieese. “Todos perderão”, avisa.

    A MP 936 autoriza, ainda, a suspensão dos contratos de trabalho por 60 dias. E apesar disso, não garante como contrapartida garantia de que os empregados não sejam demitidos

    Empobrecimento e mais crise

    A massa salarial do setor privado deve cair entre 9,4% e 27,7%, a depender do nível e do tipo de adesão das empresas ao programa.

    A informação consta de estudo elaborado pelo Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Além disso, o empobrecimento dos trabalhadores com carteira assinada deverá reduzir o consumo das famílias e retardar a retomada da atividade econômica ao final do período mais agudo da atual crise sanitária.

    As lojas Havan , do empresário Luciano Hang – um dos principais apoiadores de Bolsonaro –, já suspendeu o contrato de trabalho de 11 mil funcionários. Foi uma das primeiras e o corte equivale a metade dos empregados do grupo.

    “É um tiro no pé”, define Patrícia. “Mesmo pensando só do ponto de vista econômico, deixando toda a parte humanitária de lado, é um enorme erro o que o governo está fazendo porque está tirando renda da economia”, avisa, fazendo coro ao estudo da Unicamp. “Além das mazelas todas, a possibilidade de uma recuperação pós crise fica muito mais difícil.”

    A técnica do Dieese é taxativa: a MP 936 significa perda para os trabalhadores em qualquer uma das opções. “A menos que o trabalhador ganhe salário mínimo. E esses, nós estamos acompanhando e vendo que uma parte significativa está sendo demitida, o que é muito grave, já que a medida não considera estabilidade no emprego”, critica.

    A economista considera que a MP 936 joga sobre as costas dos trabalhadores, mais uma vez, a responsabilidade sobre a crise. “Tem várias outras medidas antes dessa penalização que poderiam ser tomadas, inclusive a complementação de 100% do salário do trabalhador, como muitos países estão fazendo e que deveria ser adotada aqui no Brasil .”

     

    Chame o sindicato

    “Tudo isso pode ser feito via acordo individual escrito ou negociação coletiva”, informa a economista, que alerta. “A participação dos sindicatos, pela MP, é obrigatória somente nas negociações relativas aos trabalhadores que tenham salários acima de R$ 3.135 (ou três salários mínimos) e abaixo de R$ 12.202,00 (duas vezes o teto do Regime Geral da Previdência Social). Mas os acordos de quem está em outras faixas salariais também podem, e devem, ser realizados por meio de negociação com o sindicato”, ressalta.

    “É muito importante que o trabalhador procure seu sindicato antes de fechar qualquer acordo, mesmo sem a obrigatoriedade. Todo acordo individual firmado entre empregador e empregado, deverá ser comunicado ao sindicato da categoria”, reforça Patricia Pelatieri. “Os sindicatos podem ir atrás da empresa e tentar uma negociação coletiva para melhorar as condições acordadas individualmente.”

    A economista informa que o Dieese produziu uma Nota Técnica, a 232, com todos os detalhes sobre a MP. “De todo modo, haverá perda de rendimento para os trabalhadores. Então é muito importante que os trabalhadores saibam exatamente o que podem perder com a medida de redução de jornada ou até mesmo de suspensão do contrato de trabalho. A calculadora a ajuda a simular todas essas situações e as possibilidades previstas na MP.”

     

    A calculadora do Dieese funciona de uma forma muito simples, explica Pelatieri (confira áudio acima). “O trabalhador escolhe a opção redução de jornada e salário ou suspensão de contrato (conforme permite a MP 936). Coloca o valor do salário bruto e clica no botão mostrar.”

    Ao clicar no botão vai aparecer mensagem informando se sua faixa salarial depende obrigatoriamente de negociação coletiva ou se pode ser negociação individual.

    “Para quem fez a opção por redução de jornada com redução de salário, quando entrar com a informação do salário bruto vão aparecer três possibilidades de redução de jornada com redução de salário: redução de 25%, de 50% e redução de 70%”, detalha. “Daí vai aparecer quanto a empresa deve te pagar em cada uma dessas condições, de quanto vai ser o benefício concedido, quanto o trabalhador terá de perda, em percentual, e qual vai ser a perda real bruta em 30 dias, em 60 dias e em 90 dias para cada uma das possibilidades de redução.”

     

    FONTE: Rede Brasil Atual

  • Produtor rural e piloto são condenados por lançar agrotóxico em indígenas

    Produtor rural e piloto são condenados por lançar agrotóxico em indígenas

    Um proprietário rural, um piloto de avião e uma empresa agroindustrial foram condenados a pagar, juntos, R$ 150 mil a uma comunidade indígena de Mato Grosso do Sul. Em 2015, um avião despejou sobre a comunidade Tey Jusu o fungicida Nativo, um agrotóxico utilizado no controle de fungos em frutas e outros alimentos.

    Ao entrar em contato com a substância tóxica, os indígenas —entre eles, crianças— apresentaram sintomas de febre, dores de cabeça e de garganta, e diarreia. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o produtor rural da empresa C. Vale – Cooperativa Agroindustrial autorizou a aplicação do agrotóxico ciente de que estava cometendo um ato ilegal e de “conduta reprovável”.

    A decisão, inédita no âmbito da Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, foi tomada na 1ª Vara Federal de Dourados pelo juiz Rubens Petrucci Junior em dezembro do ano passado.

    O piloto condenado foi identificado a partir de vídeos feitos pelos indígenas da comunidade, localizada em Caaparó, a cerca de 270 quilômetros de Campo Grande. A partir das imagens, o prefixo da aeronave foi identificado, o que levou os investigadores ao piloto da aeronave.

    Contra a lei

    Para o MPF, ao despejar os agrotóxicos sobre os indígenas, tanto o piloto quanto o produtor rural infringiram as leis estabelecidas pelo Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), que determinam que somente é “permitida a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância mínima de quinhentos metros de povoações”.

    Alguns dos barracos dos indígenas estavam localizados a distâncias de 30 e 50 metros da área onde foi despejado o produto agrotóxico. Desta forma, argumenta a Procuradoria, o produtor rural assumiu o risco ao autorizar o avião a borrifar a substância.

    Ao tentar contrapor as acusações do MPF, os réus culparam os indígenas, que teriam se afastado da aldeia e adentrado a lavoura “exatamente no dia e na hora” da aplicação dos agrotóxicos. A Justiça, todavia, não reconheceu o argumento e considerou que os documentos apresentados pelo MPF provaram a existência de barracos próximos à plantação.

    Segundo o juiz, a indenização imposta é resultado da “ofensa à coletividade indígena —lesão à honra e à dignidade”. “A dignidade humana é por excelência o bem jurídico supremo, pois fundamento e a finalidade mesma do Estado Democrático de Direito”, escreveu o magistrado.

     

    Fonte: UOL

  • Ipea: mais pobres são os únicos a perder rendimento no Brasil sob Bolsonaro

    Ipea: mais pobres são os únicos a perder rendimento no Brasil sob Bolsonaro

    A faixa de renda dos brasileiros mais pobres foi a única que perdeu rendimento real nos três primeiros trimestres do ano, segundo estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ao todo, 51,8% dos brasileiros mais pobres não tiveram ou perderam rendimentos nos nove primeiros meses do ano.

    Os dados têm como base a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e a inflação por classe social medida pelo próprio Ipea. As informações do estudo usam como correção o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado mensalmente.

    Cruzados com os dados da PNAD, os dois últimos trimestres registraram queda nos rendimentos entre os mais pobres, de 1,43% e 0,34%, respectivamente. No ano, a queda somada é de 1,67%. Nas outras cinco faixas de renda, os brasileiros tiveram melhora de rendimentos. O destaque desse estrato foi a classe média da faixa 4, com rendimento mensal entre R$ 4,1 mil e R$ 8,2 mil por domicílio. Nessa faixa, a alta nos nove primeiros meses do ano foi de 13,1%.

    “Vida ficou mais cara” Em conversa com moradores de locais pobres, não é difícil perceber que o ano foi difícil. Na comunidade Sururu de Capote, na orla lagunar de Maceió, muitos moradores relatam dificuldades e perdas em 2019.

    “Esse ano foi de dificuldade em tudo: ganhamos menos, a vida ficou mais cara e, para piorar, meu filho [de 20 anos] foi brincar por aí e virou pai”, conta a marisqueira Jaqueline Araújo, 37, que mora com os três filhos e ainda enfrentou uma dificuldade especial esse ano: as manchas de óleo nas praias do Nordeste. “Aqui na lagoa nunca chegou o óleo, mas as pessoas ficam com medo de comprar nosso pescado, isso dificultou ainda mais.”

    Com atividade marisqueira ela conta que não conseguiu nos últimos meses um rendimento sequer de R$ 500. Sem receber Bolsa Família, ela completa renda cozinhando aos sábados para um projeto comunitário. “Não tem salário, é só uma ajuda de custo, mas vem para ajudar”, diz.

    A faixa “renda muito baixa” reúne 29,6% dos domicílios brasileiros e é a maior entre os seis estratos medidos: ela inclui aqueles lares com renda mensal de até R$ 1.643,78. Além daqueles de renda mais baixa, 22,2% dos domicílios não tiveram rendimento no terceiro trimestre, e não têm alta ou baixa contabilizados. Entretanto, em comparação ao último trimestre do ano passado, o percentual de domicílios sem rendimento subiu 0,3 pontos percentuais, de 21,9% para 22,2%.

    Em comparação com anos anteriores, percebe-se que o maior rendimento já obtido pela faixa mais pobre da população ocorreu no primeiro trimestre de 2015, quando o valor médio chegou a R$ 843,20 —já descontado a inflação. No terceiro trimestre do ano, essa renda média ficou em R$ 805,50, a menor desde o primeiro trimestre de 2017. Segundo a pesquisa, no terceiro trimestre de 2019, “a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,5 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa.”.

    Casa sem empregados

    Na casa de Fátima Casado, 52, moram sete pessoas e só uma filha está empregada. “E é desses empregos temporários que o comércio cria no fim de ano, não sabe se fica [empregada]. Mas ela é quem está ajudando aqui em casa”, relata, explicando que há muitas semanas a família não sabe o que é comer carne.

    “Hoje, almoçamos fígado de boi. Mas, na maioria dos dias, é só peixe e sururu que pescamos. Às vezes compramos um frango, quando o dinheiro dá”, conta a beneficiária do Bolsa Família.

    Ganho menor, inflação maior

    Segundo a pesquisadora do Ipea e uma das autoras do estudo, Maria Andreia Parente Lameiras, a perda dos mais pobres este ano ocorreu porque houve uma combinação de dois movimentos distintos.

    “Primeiro, essa faixa teve ganhos nominais abaixo das outras. E quando você olha outro dado, da inflação por faixa, vê que é entre os mais pobres que foi ela maior em 2019”, diz, lembrando que, por serem empregos de menor qualificação, têm mais dificuldade de recolocação após uma recessão.

    “Ou seja, além de reajuste menores, a inflação acabou corroendo mais o salário porque houve muitos aumentos de preços no alimento, na energia, coisas que são mais pesadas para os mais pobres”, diz.

    O índice citado por ela é do Ipea e mede a inflação por faixa de renda. Em novembro, por exemplo, as famílias com renda mais baixa tiveram inflação de 0,54%, contra 0,43% para as demais faixas de renda. As altas de alimentos, energia e habitação foram determinantes para puxar a alta maior. Em 12 meses, a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa ficou em 3,4%, contra 3,26% dos mais ricos no mesmo período.

    Ainda sobre o estudo, a pesquisadora aponta que os maiores ganhos de rendimentos vieram do estrato dos trabalhadores por conta própria, que somente no último trimestre registraram uma alta de 5,2% nesses rendimentos.

    “O que se observa dessa faixa é que ela é muito distinta: tem gente com rendimento muito alto, tem gente ganhando menos. Na média deu 5,2% de alta, mas tem gente que está crescendo 10%, tem gente que não aumentou nada. E dentro desse meio você encontra o Uber, mas tem também o médico que é PJ [pessoas jurídica]; tem o arquiteto também, e a moça que faz bolo. São rendimentos variados”, conta.

    Melhor cenário para 2020

    Para a pesquisadora, apesar da perda entre os mais pobres este ano, o cenário desenhado para os próximos trimestres é positivo.

    “A gente espera que todas as faixas apresentem rendimento positivo nesse trimestre e nos próximos. Esperamos que o próprio desenvolvimento da economia gere não só aumento da ocupação, mas também dos rendimentos”, afirma.

    Para os menos qualificados, ela aposta no reaquecimento da construção civil. A queda dos juros tem aumentado os financiamentos e o número de lançamentos”, explica. “E a gente espera que não só os que estão desempregados voltem ao trabalho, mas os que já estão comecem a ter rendimentos maiores”, completa.

    Lameiras ainda afirma que, olhando para os últimos trimestres, os índices de 2019 são mais positivos que os de 2018. “Isso não quer dizer que o mercado de trabalho está excelente. Em 2020 a gente ainda vai ter desemprego alto, informalidade alta, mas de uma maneira melhor do que em 2019. A mudança é lenta, mas ela é positiva, a gente está melhorando”, finaliza.

     

    Fonte: UOL

  • 23% dos alimentos analisados pela Anvisa têm resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos para cultura

    23% dos alimentos analisados pela Anvisa têm resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos para cultura

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encontrou resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido ou proibidos para cultura em 23% dos alimentos avaliados entre 2017 e 2018. Os resultados fazem parte do Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos (Para) e foram divulgados nesta terça-feira (10).

    Em 77% das análises foi constatada ausência de resíduos de agrotóxicos ou a presença de ingredientes ativos dentro do limite permitido pela agência, ou seja, seguras para consumo.

     

    Das 23% amostras onde foram vistas inconformidades:

    17,3% tinham resíduos de ingredientes ativos não permitidos para aquela cultura;

    2,3% tinham ingrediente ativo acima do limite permitido;

    0,5% apresentaram ingrediente ativo proibido no país;

    2,9% tiveram mais de um tipo de inconformidade (2,9%)

     

    Na rodada anterior do programa, divulgada em 2016, de 12.051 amostras analisadas entre 2013 e 2015, o percentual das que foram consideradas insatisfatórias foi de 19,7%. A Anvisa diz que não é possível a comparação porque a metodologia mudou.

    Desta vez, a agência avaliou 4.616 amostras de 14 tipos de legumes, cereais e frutas encontrados em supermercados de 77 municípios em todo o Brasil — exceto no Paraná, que optou por não fazer parte do programa a partir de 2016.

    Foram pesquisados 270 agrotóxicos em abacaxi, alface, arroz, alho, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva. Segundo a Anvisa, esses alimentos representam cerca de 30% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira.

     

    Avaliação de risco

    A Anvisa também verificou o risco à saúde de acordo com dois critérios: agudo (para consumo esporádico) e crônico (consumo prolongado).

    Entre as amostras, 0,89% apresentaram potencial de risco agudo, ou seja, podem causar, em um período de 24 horas, reações como dor de cabeça e náusea após o consumo de uma grande porção de um alimento com nível elevado de resíduo de agrotóxico.

    Os maiores percentuais apareceram em amostras de laranja, goiaba e uva.

    Neste caso, a Anvisa fez a comparação com a rodada anterior, informando que, em 2016, esse índice era de 1,11%.

    Nenhum agrotóxico apresentou potencial de risco crônico para o consumidor, relatou a Anvisa. Foi a primeira vez que o Para considerou esse tipo de dano. Neste caso, foram considerados os dados de mais de 15 mil amostras de 28 alimentos, coletadas no período de 2013 a 2018.

     

    Como reduzir ingestão

    “Não há nenhum alarde. Os alimentos estão seguros, dentro do que a gente esperava”, diz Bruno Rios, diretor adjunto da Anvisa. “O nosso monitoramento acontece desde 2001, então a gente vem acompanhando e o principal foco da agência não está na dieta, no consumo dos alimentos, e sim no risco ocupacional daquelas pessoas que aplicam os agrotóxicos no campo.”

    Rios sugere que o consumidor prefira alimentos cuja procedência é informada. “É importante que todos exijam a origem desse alimento, do produtor, para que a gente consiga rastrear até o fim e isso garanta a segurança de toda a cadeia”, aconselha.

    “Também é importante que os alimentos sejam lavados e que seja usada uma bucha específica pra essa finalidade, para retirar qualquer resíduo que porventura estejam na casca desses alimentos.”

    De acordo com a Anvisa, o agrotóxico carbofurano foi o principal responsável pelo risco agudo. O uso deste agrotóxico está proibido pela Anvisa desde abril de 2018.

    Segundo Rios, não há uma medida imediata a ser tomada com base nos novos resultados.

    “Esses dados são públicos e essas informações são repassadas para todas as vigilâncias sanitárias nos estados e municípios, no Ministério da Agricultura, e por serem dados de monitoramento, eles não implicam de imediato em ação ou numa medida”, afirma. “Mas eles servem para que a gente saiba onde os problemas estão ocorrendo, para que a gente possa chegar até lá, e para que os próximos monitoramentos possam ter resultados ainda melhores do que agora.”

    O Para existe desde 2003 e já monitorou mais de 35 mil alimentos, em ciclos. De 2013 a 2015 foram 25 tipos. No atual, que seguirá até 2020, serão 36%.

     

    Fonte: G1

     

  • 2º Festival de Agroecologia e Ecoturismo do Leste Paulista

    2º Festival de Agroecologia e Ecoturismo do Leste Paulista

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]O segundo ano do festival aconteceu nos dias 5 e 6 de outubro de 2019 no Cefol, em Valinhos. Foram dois dias de muitas oficinas, mesas de debate, atrações culturais, trilhas, valorização dos produtores regionais, dos alimentos saudáveis e livres de venenos. Compartilhe![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=m7BPVqkgAn0&t=1s”][/vc_column][/vc_row]

  • Você sabia que este ano você ainda vai consumir 7 litros de veneno?

    Você sabia que este ano você ainda vai consumir 7 litros de veneno?

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]O governo Bolsonaro esta envenenando o país! Nunca foram liberados tantos agrotóxicos em tão pouco tempo. Este ano, já foram mais de 400!
    Consuma alimentos livres de agrotóxicos. Incentive o pequeno produtor, a horta comunitária do seu bairro.
    Compartilhe esta ideia com seus amigos e familiares!

    🍀🌱🍅🥑🥦

     

    [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=87UVlk4joW0″][/vc_column][/vc_row]

  • CLIP 2º FESTIVAL DE AGROECOLOGIA E ECOTURISMO DO LESTE PAULISTA

    CLIP 2º FESTIVAL DE AGROECOLOGIA E ECOTURISMO DO LESTE PAULISTA

    [vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=aM6qE25ySKE”][/vc_column][/vc_row]

  • Estudos relacionam uso de agrotóxicos com suicídio de agricultores

    Estudos relacionam uso de agrotóxicos com suicídio de agricultores

    Produção de tabaco no Rio Grande do Sul é emblemática; estado apresenta o maior número de suicídios no país

    A utilização continuada de agrotóxicos na produção agrícola aumenta as chances de camponeses desenvolverem quadro depressivo e, com o desenvolvimento da doença, cometerem suicídio. A produção de tabaco no Rio Grande do Sul, estado com forte presença da indústria de cigarros, é uma das situações emblemáticas desse fenômeno.

    O estado do Rio Grande do Sul apresenta o maior número de casos de suicídios no país: 10 a cada 100 mil habitantes – o dobro da média nacional.

    Veneno

    Segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), o uso de agrotóxicos, como os organofosforados, aumenta as chances de desenvolvimento de depressão entre agricultores.

    No levantamento, 20% dos fumicultores entrevistados sofriam de depressão. Cem camponeses foram entrevistados. A ocorrência da doença relacionada à exposição aos venenos, quando somada a fatores sociais e econômicos, pode levar ao suicídio.

    Do total de entrevistados pela pesquisa da UFRGS, 67% apresentavam sintomas da doença da folha verde do tabaco, intoxicação causada pela absorção de nicotina através do manuseio da planta úmida. A doença causa, segundo o Ministério da Saúde, vômito, tontura, dor de cabeça e fraqueza.

    A conexão entre suicídio e plantadores de fumo já foi apontada em outros documentos. Um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do estado apontou, em 1996, que 80% dos casos de suicídios no município de Venâncio Aires, cidade responsável pelo maior volume de tabaco produzido no Estado, eram cometidos por agricultores. O estudo demonstrava ainda a elevação no número de suicídios quando aumentado o uso de agrotóxicos.

    A situação é ainda mais grave levando-se em conta que boa parte dos trabalhadores rurais inicia sua vida laboral ainda na infância, o que aumenta seu tempo de exposição a agrotóxicos. Dados do IBGE referentes a 2010 indicam que 39.659 crianças entre 10 e 13 anos trabalham no Rio Grande do Sul.

    “Parceria”

    Esse cenário é agravado pelas condições econômicas nas quais se dá a produção de tabaco. No regime chamado de parceria, agricultores fecham um contrato com uma empresa. A companhia fornece sementes e agrotóxicos. O valor desses insumos é descontado no ato da compra da produção. Além disso, é exigido dos produtores a construções de galpões que atendam especificações técnicas.

    No esquema, normalmente a família é envolvida no trabalho, que não é protegido por qualquer lei laboral. De outro lado, os produtores devem se planejar para que sobrevivam com o dinheiro ganho na venda do produto ao longo do ano.

    O modelo acaba por gerar, muitas vezes, endividamento dos camponeses. Aliadas à depressão, o montante de dívidas favorece o suicídio como forma trágica de se libertar desse contexto.

     

    Fonte: Brasil de Fato

  • A AGROECOLOGIA FRENTE A GRANDES CORPORAÇÕES

    A AGROECOLOGIA FRENTE A GRANDES CORPORAÇÕES

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]Ainda é um desafio encarar as grandes corporações que utilizam agrotóxicos e diversas formas de cultivar que fazem mal à saúde do trabalhador rural e daqueles que se alimentam destes produtos. É necessário um equilíbrio entre o sistema. O professor de agroecologia José Maria Gusman fala mais sobre o assunto, confira!

     

    [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=HIjjvhpNFIs”][/vc_column][/vc_row]

  • VOCÊ SABE O QUE É MELIPONICULTURA?

    VOCÊ SABE O QUE É MELIPONICULTURA?

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]

     

    A meliponicultura tem como principal objetivo a produção de mel, própolis, pólen e resinas. Com esta prática, é possível melhorar a polinização das plantas, ajudar na preservação das espécies e conservação da biodiversidade.

    Que tal aprender a cultivar as abelhas sem ferrão? No 2º Festival de Agroecologia e Ecoturismo haverá uma oficina com Ricardo Camargo, Pesquisador na Embrapa e Presidente AMESAMPA – Associação de Meliponicultores do Estado de São Paulo.

    Será no sábado, 5 de outubro das 10h às 12h

    Faça a sua inscrições: https://www.sympla.com.br/oficina-de-meliponicultura-abelhas-sem-ferrao__609907[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=”3707″][/vc_column][/vc_row]