Etiqueta: Jonas Donizette

  • Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    Justiça pede que Sanasa corte de 196 cargos comissionados para 15

    reportagem: Jornal Metro/ Rose Guglielminetti

    A promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal, ofereceu denúncia à Justiça contra o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) e o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo por improbidade administrativa. Eles são acusados de promover a contratação indevida de funcionários comissionados. Na ação ajuizada na Vara da Fazenda Pública de Campinas, a promotora diz que Donizette e Romêo usaram a empresa de saneamento para “a prática de clientelismo e não para melhorar a eficiência do serviço público”.

    Na denúncia, Hillal diz que analisou as funções de alguns comissionados e concluiu “que o diretor-presidente da Sanasa, em conluio com o prefeito, ora empregou pessoas com atribuições desnecessárias; ora empregou apenas para atendimento de interesses pessoais ou ainda empregou pessoas dispostas a pagar dívidas de apoio político-partidário”. diz.

    Ela pede que os dois sejam condenados à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa equivalente a 100 vezes a remuneração do prefeito. A promotora pede ainda, a redução no número de comissionados dos atuais 196 para apenas 15 servidores e a declaração de inconstitucionalidade do Estatuto Social da Sanasa, que estabeleceu os critérios para a criação de cargos em comissão.

    A promotora diz que, sem contar a Câmara de Vereadores, a prefeitura e entes da administração indireta, como Ceasa, Setec, Emdec, etc, existem 1.418 cargos em comissão. Esse número, diz ela, “supera países como França e Alemanha que, juntos, somam 500 vagas”. Ela lembra ainda que na Inglaterra são 300 comissionados.

    sanasa

    A promotora diz que na Sanasa – assim como na prefeitura e nos demais entes da Administração indireta – “os cargos comissionados vão se distribuindo em uma cadeia hierárquica imensa de chefes de chefes e de chefes, por sua vez, com seus respectivos assessores, até o ponto de não se saber, afinal, quem está, de fato, sendo chefiado”. Ela diz cita como exemplo o fato de a Sanasa contar com quatro diretorias, sendo que em apenas duas delas, ocupadas por filiados ao PSB, existem 10 gerências e 25 coordenadorias, cujos cargos são preenchidos por comissionados.

    Na base para a denúncia, a promotora conta que por cerca de dois anos, por amostragem, ouviu relatos de servidores sobre as funções que exerciam e constatou casos graves de desvios. Disse ter encontrado vários funcionários que tinham como atribuição “ter ideias”. Um deles, ligado ao PP, disse que foi contratado para visitar todos os setores da Sanasa “para que tenhamos ideias que depois vão virar projetos”. Um caso chamou a atenção da promotora. O funcionário disse ter tido a “ideia” de reduzir o custo da folha de pagamento e sugeriu “a demissão de algumas faxineiras”.

    Outro filiado do PSB diz que foi contratado pela Sanasa para “prestar serviços à comunidade”, disse. “Quando tem teatro na escola eu ajudo a carregar alguma coisa”, revelou, dizendo que também vai aos bairros “orientar as pessoas sobre alguma obra da Sanasa”. Um outro funcionário, ligado ao PSDB, disse que ajudava os agentes da empresa terceirizada de segurança. “Eu ajudo eles (os guardas) a olhar as câmeras de segurança em busca de alguma movimentação estranha nos prédios”, contou.

    Um outro funcionário, desta vez ligado ao PDT, disse que durante a crise hídrica tinha como função orientar as pessoas para que evitassem lavar as calçadas e assim reduzir o desperdício de água. “Hoje, com a situação normalizada, tenho feito serviços de entregas de papéis e documentos das Domasas (unidades regionais),” contou.

    Um filiado do PSDB disse que tinha como atribuição reduzir os custos da empresa fazendo relatórios de compras de modo a conseguir descontos, além disso afirmou que ficaria à disposição para tudo o que a gerência precisasse.

    A promotora revela ter encontrado o caso de sete funcionários da Sanasa que prestam serviço na Secretaria de Urbanismo. Alegaram no depoimento que foram deslocados com a tarefa de acelerar processos de empreendimentos imobiliários e, assim, elevar o número de consumidores de água e, por consequência, aumentar o faturamento da empresa.

    Hillal revela ter conversado com um funcionário que tinha a incumbência de cadastrar o patrimônio da empresa fixando-lhe uma placa com o número de identificação. Para isso, contava com a ajuda de funcionários concursados e de uma assessora própria que teria a função de “chapear os bens”.

    A função de um assessor ligado ao DEM, segundo ela, “ficou naquele limbo de funções de necessidade incompreensível”. O funcionário explicou que ajuda a fiscalizar as empresas no que se refere ao despejo de afluentes não domésticos para subsidiar o trabalho da Cetesb”. Um outro caso citado é o de uma funcionária que diz conhecer o Dr. Arly há mais de 20 anos” e que sua função seria a de estudar normas trabalhistas, de convenções coletivas e outros”.

    A promotora cita no processo o caso de um funcionário que seria primo do prefeito que exercia o cargo de coordenador e que supervisionaria serviços de tornearia, ajustagem e soldagens de peças. Ela fala ainda de funcionários da Sanasa cedidos para a secretaria de Esportes e de Recursos Humanos – medida, que segundo ela, “não tem qualquer remota conexão com a finalidade da empresa de saneamento”.

     

  • Campinas têm a pior média em índice de gestão municipal

    Campinas têm a pior média em índice de gestão municipal

    A cidade de Campinas e a vizinha Americana são as duas cidades da região que tiveram o pior desempenho na primeira edição do IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Municipal). O indicador, feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) com dados de 2014, mede a efetividade das políticas públicas nos 644 municípios do Estado (a Capital ficou de fora).

    O dado só vem confirmar o que o cidadão de Campinas vive no dia a dia.  Esse mal desempenho da gestão municipal fica latente quando o morador de Campinas busca atendimento nos centros de saúde e não encontra médicos, fica sem  vaga na creche, não é socorrido a tempo pelo SAMU por que não há motorista para as ambulâncias ou convive com a epidemia da dengue.

    O índice analisa justamente a infraestrutura e os processos dos municípios nas áreas de educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, proteção ao meio ambiente, cidadãos e tecnologia de informação.

    O estudo avalia, por exemplo, se a cidade tem plano de educação e se tem avaliação de rendimento escolar. O TCE também avaliou a nota média na Prova Brasil e entrega de material e uniforme escolar dentro do prazo.

    O desempenho é enquadrado em cinco faixas de classificação: A, para desempenho altamente efetivo; B+, muito efetivo; B, efetivo; C+, em fase de adequação, e C, para baixo nível de adequação. B+ foi a nota mais alta obtida no geral do Estado, alcançada por 198 cidades. A média geral do Estado de São Paulo foi B.

    *** “Em fase de adequação” chega a ser uma afronta a uma cidade que tem um orçamento de peso como Campinas. Jonas Donizette (PSB) está no governo há 3 anos e até agora não focou seu trabalho para melhorar a vida dos campineiros. Fez até o contrário. Neste ano de 2015 ganhamos o título da cidade com a maior epidemia de dengue (63 mil casos até agosto). Maquiar os fatos é com ele mesmo, mas fazer pela educação ou saúde que é bom, nada.

     

    Notas das prefeituras da RMC

    Americana C+

    Artur Nogueira B+

    Campinas C+

    Cosmópolis B

    Eng. Coelho B

    Holambra B

    Indaiatuba B+

    Itatiba B+

    Jaguariúna B

    Monte Mor B

    Morungaba B+

    Nova Odessa B

    Paulínia B

    Pedreira B+

    Santa Bárbara B

    Antonio de Posse B

    Sumaré B+

    Valinhos B+

    Vinhedo B

    Significado das notas:

    Nota A – Altamente Efetiva – 90% de nota máxima e, no mínimo, cinco índices com Nota A

    Nota B+ – Muito Efetiva – Entre 75% e 89,9% da nota máxima

    Nota B – Efetiva – Entre 60% e 74,9% da nota máxima

    Nota C+ – Em fase de adequação – Entre 50% e 59,9% da nota máxima

    Nota C – Baixo nível de adequação – Menor ou igual a 49,9%

    Fonte: Tribunal de Contas do Estado

     

     

  • A saúde de Campinas está na UTI

    Esta reportagem faz uma RAIO-X da situação em que se encontra a saúde de Campinas. Lamentavelmente a cidade já registra a maior epidemia de dengue (com mais de 63 mil casos), Centros de Saúde estão sendo fechados por falta de manutenção, há uma sobrecarga em todas as unidades, profissionais estão trabalhando no limite, e o pior, aos poucos, o prefeito Jonas Donizette(PSB) está entregando tudo para a iniciativa privada que tem foco no lucro e não no bem-estar dos moradores de Campinas. Ano que vem tem eleição e as promessas serão renovadas. Por isso nos ajude a compartilhar esse vídeo para possamos lutar por mudanças. A SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS.

  • DENGUE ARRASA CAMPINAS: 63 MIL CASOS EM 2015

    DENGUE ARRASA CAMPINAS: 63 MIL CASOS EM 2015

    Por falta de investimento em políticas públicas e de prevenção de combate à dengue, Campinas tem a maior epidemia da sua história.

    Campinas tem sido destaque nacional e Internacional de epidemias de dengue nos últimos anos:

    Casos de dengue em Campinas

    2012 – 981 positivos

    2013 – 7009 positivos

    2014 – 42.400 positivos

    2015 – 63.291 positivos (até agosto)

    Fonte SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação

    O Combate à Dengue é de responsabilidade dos órgãos públicos e da conscientização da população.

    Em Campinas um dos grandes problemas foi a não retirada de entulhos de casas de área de risco derrubadas em várias regiões da cidade, como por exemplo, no Jardim Florence.

    O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). Quando há lixo nas ruas ou entulhos com água parada, estes locais se tornam criadouros dos mosquitos. É obrigação da Prefeitura limpar a cidade e evitar esses criadouros.

    Outra tarefa da Prefeitura é dar condições de trabalho para a Secretaria de Saúde combater a dengue, contratando agentes de controle ambiental e agentes comunitários de saúde. Ambas as equipes estão defasadas há anos no município. A situação se agravou coma demissão dos profissionais do Cândido Ferreira.

    São esses agentes que fazem um trabalho de casa em casa identificando e eliminando os criadouros e orientando a população de como evitar a dengue.

    Além de contratar estes profissionais a Prefeitura tem que criar infraestrutura para recebê-los. Reativar as “casas da dengue” locais de base para a ação de combate à doença. Por anos funcionou muito bem e conseguiu controlar a doença.

    JOGAR SOBRE A POPULAÇÃO A RESPONSABILIDADE DA EPIDEMIA É UMA IRRESPONSABILIDADE PÚBLICA QUANDO ESTAS CONDIÇÕES NÃO ESTÃO DADAS EM UM MUNICÍPIO.

    O trabalho dos agentes é de conscientização da população para a tomada de medidas de fundamental importância para a redução desta doença em Campinas e no mundo, a saber:

    – Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;

    – Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;

    – Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.

    – A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;

    – Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;

    – Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;

    – As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;

    – Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).

    – Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;

    – As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

    Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.

    Precisamos discutir a dengue nos nossos centros de saúde, nos conselhos locais, distritais e municipal de Saúde e juntos pressionar a Prefeitura Municipal a cumprir o seu papel no controle à epidemia. Precisamos também acionar a Câmara Municipal de Vereadores para cumprir o seu papel de fiscalização do poder executivo que não vem cumprindo com as suas obrigações. Enquanto cidadãos, cabe-nos ajudar a conscientizar a população das medidas necessárias para eliminar os criadouros de Aedes Aegypti em um trabalho integrado entre movimentos sociais, associações de bairros, escolas, universidades e igrejas, e assim, voltar ao controle desta doença que hoje assola nossa cidade.

    Breve Histórico da Dengue

    A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Atualmente, ela é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

    Existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

    Essa doença é conhecida no Brasil desde os tempos de colônia. O mosquito Aedes Aegypti tem origem africana. Ele chegou ao Brasil junto com os navios negreiros, depois de uma longa viagem de seus ovos dentro dos depósitos de água das embarcações.

    O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Em 1692, a dengue provocou 2 mil mortes em Salvador (BA), reaparecendo em novo surto em 1792.

    Depois dos programas de controle implantados desde 1903, chegou-se a considerar a dengue uma doença erradicada no Brasil em 1957. Mas em 2006 ela voltou a aparecer em 2006 e manifestou-se com força total em 2008.

    O mosquito da dengue (Aedes Aegypti) é o vetor de doenças graves, como o dengue, Chikungunya e vírus Zyca, por isso, o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.

    Texto: Gerardo Melo -Metalúrgico, Militante dos Movimentos Sociais e membro do Conselho Municipal de Saúde de Campinas.

    gerardo mel

     

     

  • Em 2 anos, Campinas eleva em 50% gastos com folha de comissionados

    Em 2 anos, Campinas eleva em 50% gastos com folha de comissionados

    Custo dos ‘cargos de confiança’ foi de R$ 3,4 milhões para R$ 5,2 milhões.

    Os gastos de Campinas (SP) com salários de funcionários comissionados aumentaram 50,9% em dois anos, segundo números fornecidos pela Prefeitura ao G1 por meio da Lei de Acesso à Informação. Em julho de 2013, a gestão Jonas Donizette (PSB) aplicou R$ 3,46 milhões para custear 493 trabalhadores em cargos de livre nomeação, contratados sem concurso, enquanto que, em julho deste ano, o Executivo teve despesa de R$ 5,23 milhões com 580 profissionais.

    Alvo de uma ação civil do Ministério Público, a Prefeitura afirma que as contratações são legais, investiu em concursos públicos e valorizou servidores. “Antes, não havia regra para contratação de comissionados. Agora há”, informa nota do Executivo ao mencionar que a atual gestão criou uma lei complementar, em abril de 2014. Ela limita em 4% o total de cargos em comissão, em relação ao total de cargos criados por lei (atualmente em 24,3 mil), “para disciplinar a questão”.

    A explicação para o acréscimo na folha de remunerações inclui a diferença de 87 comissionados entre os períodos avaliados, além dos reajustes salarias recebidos por profissionais contratados no início da gestão ou em 2014. O aumento salarial dos funcionários públicos tem como referência o Índice do Custo de Vida (ICV) no país, medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que subiu 22,2% desde janeiro de 2013.

    Antes de assumir a Prefeitura, Jonas declarou ao G1, em dezembro de 2012, que planejava reduzir o número de cargos de livre nomeação, à época em 490, segundo dados do Executivo. “Eu vou sim procurar trabalhar com o número de comissionados mais enxuto”, prometeu.

    Déficit x investimentos
    Ao ponderar sobre a atual crise econômica do país, o diretor da entidade que representa os servidores municipais de Campinas (STMC), Jadirson Tadeu Cohen, criticou a alta de gastos do Executivo com as remunerações de comissionados. “O sindicato vê com muita tristeza, sempre defenderá a entrada de servidores por meio do concurso público. É muito agressivo isso, ainda mais no momento em que vivemos agora. Isso é desrespeitar a população da cidade”, ressaltou.

    Déficit x investimentos
    Ao ponderar sobre a atual crise econômica do país, o diretor da entidade que representa os servidores municipais de Campinas (STMC), Jadirson Tadeu Cohen, criticou a alta de gastos do Executivo com as remunerações de comissionados. “O sindicato vê com muita tristeza, sempre defenderá a entrada de servidores por meio do concurso público. É muito agressivo isso, ainda mais no momento em que vivemos agora. Isso é desrespeitar a população da cidade”, ressaltou.

    O governo, por outro lado, garante que se preocupa em manter o nível de remuneração dos trabalhadores e está repondo as perdas inflacionárias, embora neste ano tenha verificado queda na arrecadação. Segundo a Prefeitura, o funcionalismo teve reajuste acumulado de 23,7%, ao somar reposições realizadas desde 2013, além de valorização.

    Cohen também considerou excessivo o número das contratações para “cargos de confiança” e questionou a política do governo para tentar compensar áreas onde há déficit de profissionais. “Hoje, por exemplo, faltam 500 trabalhadores em Serviços Públicos. É lamentável, nós temos questionado o prefeito sobre os comissionados na cidade”, ponderou Tadeu Cohen.

    No mês passado, a folha de comissionados foi equivalente a 5,5% do total de R$ 94,5 milhões. Entre eles estão os secretários municipais, cada um deles com salário de R$ 21,2 mil, igual ao subsídio do prefeito. Os valores pagos aos assessores, divididos em seis níveis, variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

    MP pede condenação
    Por considerar excessivo o número de comissionados na Prefeitura, e entender que parte das nomeações atenderam a critérios políticos, a promotora Cristiane Hillal foi à Justiça, em julho, para pedir a condenação de Donizette por improbidade administrativa.

    Uma das consequências, incluída entre os pedidos feitos pela promotoria, pode ser a cassação dele. Por enquanto, não há previsão de quando o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Mauro Fukumoto, irá decidir o caso.

    Na avaliação do MP, a forma como o governo utiliza os cargos desrespeita a Constituição porque os funcionários nomeados têm funções burocráticas, operacionais ou técnicas, ou seja, sem a necessidade de alinhamento partidário com o prefeito. A promotoria pede à Justiça uma liminar para que, no prazo de um ano, o Executivo estabeleça um teto de 100 comissionados.

    Reportagem: Portal G1

  • Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    Comissionados, Sanasa e agora mais dinheiro para as empresas de transporte de Campinas. Isso é justo?

    A notinha saiu hoje no Correio Popular. O senhor #JonasFake é mesmo muito bonzinho com esses empresários. Como eles tiveram aumento nos custos da operação do sistema o prefeito vai colocar nessas empresas mais do nosso dinheiro para que o lucro deles, não seja prejudicado. Espera aí? Toda empresa da cidade que encara esta crise está recebendo ajuda do Jonas Donizette? Claro que não. Só quem interessa ao jogo político dele.

    Pergunta para cidadão que usa o transporte se ele está satisfeito com a qualidade e prestação do serviço? Em março Jonas já fez graça para os empresários do transporte e nada de melhorias -De acordo com publicação do Diário Oficial de segunda-feira (02/03/2015), o valor, que deveria ser de R$ 12 milhões, passou para R$ 30 milhões – um aumento de 150%. A redução do subsídio era uma promessa de Jonas quando, no início do ano, a tarifa de ônibus passou de R$ 3,30 para R$ 3,50. Mas como o Jonas é Fake e engana à população, nada de redução. Vale ressaltar que a tarifa do ônibus aumento duas vezes em menos de seis meses. –

    Temos de divulgar mais essa estratégia eleitoreira de Jonas Donizette (PSB). Chega, basta a população está acuada em meio à crise financeira e a prefeitura de Campinas esbanjando para quem não deve. E a educação, construção de mais creches, melhoria na saúde onde temos centros ancorados com vigas, cadê?

  • Ato contra a farra dos comissionados de Jonas Donizette (PSB) -18/07/2015

    Ato contra a farra dos comissionados de Jonas Donizette (PSB) -18/07/2015

    #‎JonasFake‬ usa e abusa do poder para atender aos interesses dele e dos comparsas. A população não aguenta mais ser enganada. Por isso o PSOL Campinas, movimentos sociais e trabalhadores fizeram um ato simbólico estendendo um varal cheio de cabides na Rua 13 de maio fazendo analogia ao fato do prefeito de Campinas ter transformado a administração pública em um “cabide de empregos”
    A ação foi impetrada na Justiça pela Promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal. Ela pede a redução de 846 para no máximo 100 os cargos comissionados na Prefeitura de Campinas. O processo foi encaminhado ao juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Iuji Fukumoto. Segundo Cristiane, que investiga desde 2013 os comissionados nomeados pelo Executivo “chega a ser desconcertante nas declarações colhidas a naturalidade com que muitos profissionais contaram que foram empregados após apoio político, ou de seus partidos, ao prefeito”.

  • A FARRA DOS CARGOS COMISSIONADOS DE JONAS DONIZETTE

    A FARRA DOS CARGOS COMISSIONADOS DE JONAS DONIZETTE

    MP quer que prefeitura corte 746 cargos de assessores

    6 de julho de 2015

    A promotora Cristiane Hillal, da Promotoria de Cidadania do Ministério Público, ingressou na última sexta-feira na 1ª Vara da Fazenda uma ação civil pública de improbidade administrativa contra a administração do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB). Ela quer reduzir de 846 para 100 os funcionários comissionados da prefeitura e limitar esses convites apenas para o primeiro escalão.

    A ação é embasada em um inquérito instaurado em 2013, que investiga cargos comissionados de ação direta e indireta.  Duas denúncias feitas pelo Metro Jornal e pela TV Bandeirantes estão sendo usadas pela promotora. De acordo com o MP, administrações direta e indireta, como Sanasa, Emdec e Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas), somam 1.418 cargos comissionados – preenchidos por indicações, sem a necessidade de passar por um processo de concurso público.

    Do total de contratados, a promotora restringiu a investigação aos 846 que trabalham na prefeitura de forma exclusiva. Após ouvir depoimentos de servidores de várias secretarias, ela concluiu que grande parte dos contratados foi nomeada em razão da proximidade com o prefeito ou com partidos que apoiaram a candidatura do peesebista.

    A promotora quer que se tornem inconstitucionais cinco leis municipais que amparam essas contratações, e pede que esses funcionários sejam demitidos em um prazo de 12 meses.

    Denúncias

    A primeira denúncia feita pelo Metro Jornal e pela TV Bandeirantes, em abril, diz respeito a um funcionário da Sanasa – empresa de abastecimento de Campinas – que foi flagrado no Rio de Janeiro em dia e horário em que deveria estar no serviço. Alaor Viola postou fotos em rede social de onde estava, na praia do Arpoador.

    Na última quarta-feira, a Band identificou outro caso. Contratado para trabalhar na Administração Regional 6, José Honorato dos Santos ficava em horário de expediente na sede da associação de bairro do Jardim Campo Belo, São João, Itaguaçu e Cidade Singer.

    Questionada sobre as investigações do Ministério Público, a Prefeitura de Campinas disse que ainda não recebeu o documento e que só irá se pronunciar após conhecer o teor da ação.

    Após denúncia, Prefeitura exonera assessor que não trabalhava na AR-6

     5 de julho

    Após denúncia, a Prefeitura de Campinas publica nesta segunda-feira (06/07), no Diário Oficial, a demissão de José Honorato dos Santos, contratado como assessor da Administração Regional 06, mas que ficava na sede da Associação dos bairros Jardim Campo Belo, São João, Itaguaçu e Cidade Singer. Ele recebia R$ 6,9 mil de salário por mês. O custo anual deste comissionado aos cofres públicos é de cerca de R$ 100 mil.

    A denúncia foi feita na última quarta-feira pela TV Band Campinas e pelo Jornal Metro. A equipe de reportagem flagrou Honorato na sede da entidade, na qual funciona um jornal de bairro no qual ele é presidente, no horário em que deveria estar prestando serviços à população. Ele era contratado para trabalhar das 7h às 17h.

    Esse assessor é contratado da prefeitura desde 2013, primeiro ano da gestão Jonas Donizette (PSB). E quando perguntado aos funcionários da AR-6, eles não se constrangem em dizer que Honorato pode ser encontrado na sede da associação de bairro em que ele presidente.

    Procurado pela TV Band, Honorato disse que a denúncia é maldade e que ele só vai para a sede da associação depois de cumprir o seu expediente na AR-6. No entanto, na semana passada ele foi procurado pela reportagem duas vezes na AR-6 e não foi encontrado. E, todas as vezes, foi só esperar um pouquinho na porta da associação dos bairros, que tem o nome de Honorato na fachada, que depois das 9h ele aparecia.

    Quarta-feira (01/07) foi um desses dias. Ele estava na sede no Campo Belo. Ao ser confrontado com a denúncia, disse que mais cedo havia ido ao “campinho” da região, acompanhar serviços de manutenção. A reportagem foi ao “campinho” e os funcionários disseram que não haviam visto Honorato por lá. E um servidor, quando questionado se algum Honorato tinha ido até lá, ele respondeu: “Se veio , não conheço.”

    Após ser confrontado pela equipe de reportagem, pouco tempo depois, o assessor foi encontrado pela reportagem na sede da AR-6 em uma sala onde estava uma mesa vazia, sem documentos ou computador.

    Fonte: Blog da Rose

    ROSE GUGLIMINETTI -(Editora do Jornal Metro/Campinas e comentarista da Rádio BandNews FM (106,7).

    rose