Categoria: Notícias

  • BOLSONARO: QUEREMOS CASSAÇÃO

    BOLSONARO: QUEREMOS CASSAÇÃO

    Nota do PSoL em repúdio a Jair Bolsonaro: Cassação já!

    O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), conhecido por suas posições racistas, machistas, homofóbicas e em defesa da Ditadura Militar, protagonizou no dia de ontem mais uma agressão às mulheres, ao parlamento e à democracia brasileira. Referindo-se à ex-Ministra dos Direitos Humanos, Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS), Bolsonaro afirmou que não a estupraria porque ela “não mereceria”. A frase absurda revela os valores do deputado carioca e se soma a dezenas de outros impropérios verbalizados noutras oportunidades contra negros, gays, lésbicas, pessoas que cumprem sentença judicial, mulheres, militantes torturados pela Ditadura Militar e pobres em geral.

    O PSOL recorreu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados mais de uma vez contra Bolsonaro, mas o corporativismo dos deputados conservadores que compõem aquele órgão impediu que ele fosse punido. Ainda assim, não descansaremos até que este representante do atraso seja punido. Recorreremos novamente a todos os recursos cabíveis, dentro e fora da Câmara dos Deputados, para ver o mandato de Bolsonaro cassado. Sua presença na Câmara dos Deputados desonra a democracia e o parlamento brasileiro.

    Luiz Araújo
    Presidente Nacional do PSOL

  • Página 50, publicação do PSOL Nacional, especial sobre as eleições 2014

    Página 50, publicação do PSOL Nacional, especial sobre as eleições 2014

    jornal psol

    Acaba de sair a nova edição do jornal Página 50, publicação do PSOL Nacional, especial sobre as eleições 2014.

    Nela, você pode conferir uma entrevista com a presidenciável neste ano pelo partido,Luciana Genro; o crescimento das bancadas federal e estaduais do PSOL; a resolução sobre Reforma Política, dentre outros assuntos.

    A charge da capa foi feita por Gilberto Maringoni, professor da UFABC que disputou, pelo PSOL, o governo do estado de São Paulo.

    Leia, divulgue, curta, compartilhe! CLIQUE AQUI

  • A maioria dos brasileiros é negra  Viva Zumbi dos Palmares!

    A maioria dos brasileiros é negra Viva Zumbi dos Palmares!

    Em 20 de novembro comemoramos o Dia da Consciência Negra. A escolha da data não foi por acaso. Remete à morte do líder negro Zumbi dos Palmares, ocorrida em 1695. Um dos personagens do episódio mais traumático e dolorido da história do Brasil, a escravidão.

    Durante três séculos, o Brasil foi um país escravocrata e destino de milhões de negros africanos capturados e trazidos à força para trabalhar na agricultura. Por isso, o dia 20 de novembro se torna emblemático para todos os brasileiros. Afinal, a negritude está em nossa identidade de uma forma direta ou indireta. Em solo pátrio os negros derramaram suor, dor, saudades, força de trabalho e são corresponsáveis por construir nosso país.

    menina negra

    Para entendermos um pouco o atual cenário dos negros no Brasil, alguns dados importantes. O número de pessoas que se declaram negras, segundo Censo 2010, aumentou. O Brasil em sua maioria é formado por negros. Cerca de 97 milhões de pessoas se declararam negras, pretas ou pardas, contra 91 milhões de brancos.

    O triste é que essa maioria da população é ainda a menos favorecida e a que mais sofre com a injustiça e a exclusão social. Para se ter uma noção, a cada três pessoas assassinadas no Brasil duas são negras. O Ipea, apontou que os negros têm 8% mais chance de morrer vítimas de homicídios do que os brancos. Eles são marginalizados e excluídos na sociedade. A maioria vive nos bairros mais simples e periferia das cidades.

    olhos negros

    Vale lembrar que os principais meios de comunicação, infelizmente, ajudam a reforçar esse cenário de desigualdades. Os negros ainda continuam sendo associados a antigos estereótipos como mulata sensual, o malandro, o bandido. Em filme ou telenovelas, suas profissões são sempre as menos valorizadas.

    Com isso, deve-se reforçar que toda a forma de escravidão velada, que ainda vigora, precisa ser derrotada. Temos que coibir e denunciar o racismo, a discriminação ou o salário mais baixo pago aos negros, principalmente às mulheres negras. Isso sem falar da falta de acesso à escola o que leva à exclusão social de muitos jovens negros. Segundo o PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar), 13% dos negros com idade a partir de 15 anos são analfabetos enquanto a população do País, que não sabe ler nem escrever chega a 10%.

    jongo

    Mais de trezentos anos se passaram após a morte de Zumbi dos Palmares. Sua luta pela verdadeira libertação do negro continua atual e não deve ser esquecida. Movimentos negros, contos africanos, folclore, danças típicas, músicas, gastronomia e tantas outras manifestações africanas devem ser valorizadas e divulgadas para reforçar a identidade tão presente e enraizada na história brasileira. 

  • Trabalhadores da região Mogiana ganham novos aliados

    Trabalhadores da região Mogiana ganham novos aliados

    Foram inaugurados o CAAT e a Intersidical – Regional Mogiana

    O trabalhador da região Mogiana tem mais dois importantes instrumentos, a seu favor, na luta pelos direitos trabalhistas. Nesta terça-feira(11/11), em Mogi Guaçu, foram inaugurados o Centro de Atendimento ao Trabalhador (CAAT) e a Intersindical- Regional Mogiana. Estiveram presentes vários trabalhadores de diferentes setores, presidentes de partidos políticos, educadores, advogados, dirigentes do Sindicato dos Químicos Unificados e da APEOESP (Sindicato do Professores do Estado de São Paulo), e representantes do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador).

    O CAAT, Centro de atendimento ao trabalhador, já atuava desde março e só agora oficializou sua criação. Nestes 8 meses já atenderam cerca de dois mil e quinhentos trabalhadores. “No CAAT o trabalhador associado recebe todo auxílio para lidar com situações de assédio, descaso com a saúde, problemas jurídicos e outros.”, afirma o presidente do CAAT, José Roberto de Souza.

    A INTERSINDICAL, Central da Classe Trabalhadora, é uma organização política que há anos atua nas lutas dos trabalhadores, da cidade ou do campo, da ativa ou aposentado, do trabalho formal ou informal. A proposta de descentralizar, e criar a Regional Mogiana, é para fortalecer ainda mais a organização dos trabalhadores.

    A central Intersindical é sustentada pelas contribuições financeiras das entidades filiadas. Não faz, portanto, uso do imposto sindical como fazem outras centrais dependentes dos recursos do Estado.  O Coordenador Nacional da Intersindical, Arlei Medeiros, lembrou ainda outro diferencial que demostra o compromisso social da Inter.  “A Intersindical é a alternativa coerente diante das centrais que hoje existem. É a única central sindical que dá espaço aos movimentos sociais” ressaltou Arlei Medeiros.

    O Cerest, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, grande parceiro dessas duas organizações também esteve na inauguração representado pela coordenadora Andrea Taveira que ressaltou a importância dessa mobilização e união dos trabalhadores. “O trabalhador tem que buscar seus direitos nas associações e sindicatos. O que mais chama a minha atenção é que o CAAT e a Intersindical, atendem trabalhadores de vários setores, é um atendimento plural. Isso vai trazer mais força para que os direitos trabalhistas sejam respeitados”, concluiu Andrea.

    André Oliveira, coordenador da Intersindical – Regional Mogiana, lembra que a região tem centenas de empresas e que os sindicatos por vezes não têm força por estarem desarticulados. “O nosso papel é estar sempre ao lado do trabalhador. O embate é duro diante das grandes corporações que visam ao lucro e consequentemente isso acarreta na precarização do trabalho, mas a Intersindical chegou na região para reverter esse quadro e mobilizar mais e mais trabalhadores”, disse André, coordenador da Intersindical-Regional Mogiana.

    O trabalhador da região Mogiana que quiser mais informações obre o CAAT ou a Intersidincal é só ligar : (19) 3841-8227/ (19)99852-4606

    inter

    José Roberto de Souza- pres. CAAT
    Cássio Xavier da Silva- vice-pres. do CAAT
    André Oliveira- coord. Intersindical Regional Mogiana
    Emanuel Duarte- APEOESP
    Arlei Medeiros- coord. Nacional Intersindical

    caat

  • Manifestantes pedem urgência à Sanasa

    Manifestantes pedem urgência à Sanasa

    A sociedade já percebeu que precisa agir, senão nada será feito quanto à gestão do abastecimento de água no estado de São Paulo. Nesta quinta-feira (30/10) representantes do PSoL Campinas, DCE da Unicamp, Sindicato dos Químicos Unificados e da Frente Popular em Defesa das Águas fizeram um ato em frente ao prédio da Sanasa.

    Com cartazes em punho e baldes vazios eles protestaram o descaso do governo Jonas Donizette (PSB) e da administração da Sanasa na gestão da água em Campinas.

    A industriária Francisca Telma Ramos fez questão de participar do protesto diante de tantas reclamações que ouve diariamente na empresa em que trabalha. “Muita gente vem vivenciando o racionamento há meses. Eles saem para trabalhar sem água na torneira e quando voltam encontram o mesmo cenário. Ficam dias sem água. Quem tem criança ou idoso em casa está sofrendo em dobro”. Questionada sobre quais os principais bairros afetados ela diz que é geral. “Cada semana é em uma região.”, afirmou a industriária.

    Nenhum representante da Sanasa recebeu os manifestantes. Para Arlei Medeiros, presidente do PSoL Campinas, essa falta de diálogo só reforça o descaso com a população. “A água está nesta escassez porque vem sendo tratada pelos nossos governantes como mercadoria”, ressaltou Arlei. Ele ainda disse que até o momento a Sanasa e governantes estão tentando remediar o problema e se esquecem de projetar mudanças, estudos, técnicas e tecnologias para garantir o abastecimento de água. “Outra questão é que 70% da água são usados pela indústria e é preciso criar novas bases para o reaproveitamento dessa água. Não podemos tratar a água com esse descaso.”, lembrou Arlei.

    O conselheiro Victor Petrucci, representou o Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA) e ressaltou que nos 8 anos em que participa do Conselho a Sanasa sempre afirmou que tudo estava bem, que não haveria problema de abastecimento. O pior é que até hoje eles insistem de que nada está fora do controle como afirma o conselheiro Victor “Nesta quarta-feira(29/10), em reunião no Conselho, a Sanasa disse que tem estrutura para abastecer um novo projeto imobiliário para 4 mil novos habitantes. Questionada de onde viria a água a Sanasa disse que era do Rio Atibaia. Parece piada, não é mesmo? O Atibaia está aquém do limite para atender o que já existe. Eles estão escondendo a realidade da população.”, disse Victor Petrucci, do COMDEMA.

  • ONU destaca empenho de Cuba e da Venezuela no combate ao ebola

    Os governos de Cuba e da Venezuela têm desempenhado papel decisivo na ajuda humanitária internacional às vítimas do vírus ebola, que se alastra a níveis alarmantes pela África Ocidental e ameaça países americanos. Nesta segunda-feira, 20 de outubro, o encontro da Cúpula Extraordinária da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP), realizado na capital cubana Havana, aprovou ações para enfrentar a pandemia.

    O empenho dos dois países foi reconhecido pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que apelou ontem (20) à comunidade internacional para seguir o exemplo da Alba na luta contra o ebola, destacando o trabalho desenvolvido por Cuba e pela Venezuela nesta matéria.

    “Exortamos todos os países a seguir a liderança da Alba, particularmente de Cuba e da Venezuela, que deram um exemplo louvável com sua rápida resposta de apoio aos esforços para impedir o avanço do ebola”, escreveu Ban Ki-moon em mensagem divulgada nesta segunda-feira durante reunião convocada para discutir a doença. Ban Ki-moon destacou ainda na mensagem que o número de profissionais de saúde cubanos mandados à região africana atingida pela epidemia é maior que o enviado pela organização Médicos sem Fronteiras ou pela Federação Internacional da Cruz Vermelha, pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela China.

    Os representantes de Antígua e Barbados, da Bolívia, de Cuba, da República Dominicana, do Equador, da Nicarágua, de Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, da Venezuela e do Haiti, na qualidade de convidados permanentes, pretendem discutir a coordenação da prevenção e da luta contra o ebola. Também estão em Havana representantes de Granada e de São Cristóvão e Neves, cuja integração à Alba já foi aprovada.

    O presidente de Cuba, Raúl Castro, informou, durante a cúpula, que 91 profissionais de saúde seguiriam hoje (21) para a Libéria e a Guiné-Conacri, países que também estão enfrentando a epidemia. Castro afirmou que se deve evitar qualquer politização do problema que possa desviar as nações do objetivo principal de ajuda no enfrentamento da pandemia na África e sua prevenção em outras regiões. “Cuba está disposta a trabalhar lado a lado com todos os países, incluindo os Estados Unidos”, expressou o presidente.

    Já o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que a miséria que sofrem vários países africanos, como Serra Leoa, Libéria, Guiné-Bissau e Congo, herança do escravismo e do colonialismo de 500 anos, é “caldo de cultivo” para que se reproduzam enfermidades. No enfrentamento do vírus, Maduro chamou a atenção para a necessidade de informação e educação sobre o tema. “É sumamente importante que se conheça mais além do alarme e do espetáculo televisivo, que se possa levar às escolas, às universidades, ao campo, às comunidades”, enfatizou o bolivariano.

    Em mensagem de vídeo, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse que a Alba está fazendo “a coisa certa”. Segundo ela, qualquer país com um aeroporto internacional está em risco ante a crise “implacável” e “grave”. Margaret Chan alertou que os meios de proteção contra o vírus são importantes, mas não são “infalíveis” e que é importante prevenir erros.

    De acordo com a OMS, o ebola já matou, desde o início do ano, 4.500 pessoas e infectou mais de 9.200.

    Fonte: Agência Lusa e Agência Adital

  • Luciana Genro adianta: “Será preciso contrariar interesses”

    Luciana Genro adianta: “Será preciso contrariar interesses”

    O que pensa e o que propõe a candidata à presidência do PSoL

    Luciana Genro adianta: “Será preciso contrariar interesses”

    Luciana Genro disse que, se for eleita presidenta, não irá governar para todos, mas, sim, para a maioria da população, contrariando interesses do capital financeiro e das famílias mais ricas do país. “Não acreditem nestes candidatos que prometem que vão governar para todos, eles querem manter tudo como está. Para fazermos as mudanças necessárias, será preciso contrariar interesses”, expressou.

    A candidata defendeu aquele que considera um dos eixos principais de sua campanha: a taxação das grandes fortunas. Com uma alíquota anual de 5% sobre as fortunas acima de R$ 50 milhões, Luciana disse que é possível arrecadas R$ 90 bilhões por ano – o mesmo valor previsto no orçamento federal para a Educação em 2014. “Hoje quem mais paga imposto são os trabalhadores, os assalariados, os aposentados e a classe média, que recebem um retorno do Estado de forma muito precária. O imposto sobre as grandes fortunas está previsto pela Constituição Federal e nunca foi regulamentado. As 15 famílias mais ricas do país acumulam uma riqueza equivalente a dez vezes o que o Brasil gasta com o Bolsa Família, que atende a 14 milhões de pessoas. Essa é uma vergonha nacional”, criticou.

    Outra ênfase na fala de Luciana Genro foi a defesa dos aposentados. Ela lembrou que foi expulsa do PT no ano de 2003 justamente porque se recusou a votar contra a Reforma da Previdência defendida pelo governo Lula, que atacava direitos dos trabalhadores. “Nossos aposentados sofrem por causa do Fator Previdenciário, que foi uma maldade feita pelo Fernando Henrique e mantida e ampliada pelo PT do Lula e da Dilma. Queremos o fim do Fator Previdenciário e que os aposentados tenham o mesmo reajuste que o salário-mínimo”, defendeu a candidata, sendo aplaudida por aposentados que acompanhavam seu pronunciamento.

    A candidata também defendeu que o BNDES seja utilizado para fomentar cadeias produtivas e setores econômicos de pequeno e médio porte – e não grandes conglomerados empresariais, como tem sido feito durante os governos petistas. Luciana citou o caso da Friboi, que recebeu milhões do BNDES e comprou diversos frigoríficos pequenos, acabando por monopolizar o setor. “O BNDES não atende às necessidades sociais, atende a um grupinho de 12 grandes empresas. Empresas essas que depois de receber recursos do BNDES desempregam o povo, como acontece com a Friboi, que agora está anunciando demissões em São Paulo”, observou.

  • JUNTOS PODEMOS MUDAR

    JUNTOS PODEMOS MUDAR

    Estas são algumas das nossas propostas nas áreas que afetam o seu dia a dia.

    trabalhador A VIDA ACIMA DO LUCRO

    Nada é mais importante que a vida. Por isso defendemos os direitos dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho, valorização salarial e justa aposentadoria. Também lutamos pelo fim do assédio moral, do banco de horas e das terceirizações.

    saude A SAÚDE VIROU MERCADORIA

    A atual política não investe em saúde, sucateia o sistema e transforma um direito de todos em mercadoria, forçando as pessoas a pagarem convênios particulares.  Defendemos uma nova política, com investimento prioritário na saúde, para que seja: pública, gratuita e de qualidade.

    corrupcao COMBATE A CORRUPÇAO E RESPEITO AO BEM PÚBLICO

    Ciclo Vicioso

    O PSOL é contra esse modelo de eleições que incentiva a corrupção. Somos contra o financiamento privado de campanha. Para você ter ideia, a cada 1 real doado para campanha de um político o empresário recebe de volta no mínimo 8 vezes mais. Nossa candidatura não aceita dinheiro do agronegócio, banqueiros ou empreiteiras.

    educacao PRESENTE E FUTURO EM NOSSAS MÃOS

    Hoje não existe valorização dos educadores e faltam investimentos. Defendemos uma política de plano de carreira, respeito ao piso salarial nacional, melhores condições de trabalho e que sejam garantidos os 10% do PIB para a educação pública, gratuita, em período integral e de qualidade.


    meioambiente A CIDADE NÃO É UM NEGÓCIO
    A vida na cidade está cada vez pior. Convivemos com a poluição sonora, do ar, água e solo. Isso é resultado da exploração dos empresários que veem a cidade como negócio e não respeitam o meio ambiente. Queremos uma cidade planejada, sustentável, com conselhos deliberativos atuantes. A cidade é nosso espaço de convívio.

  • Maringoni do PSoL faz campanha em Campinas

    Maringoni do PSoL faz campanha em Campinas

    O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSoL, Gilberto Maringoni, esteve em Campinas nesta sexta-feira (25/07). Ele veio participar da plenária de lançamento da candidatura do Arlei, presidente do partido na cidade, para deputado federal. Durante o dia reuniu-se com militantes e deu uma série de entrevistas à imprensa.

    Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, doutor em História, jornalista e cartunista. Tem longa trajetória de militância na esquerda, exerce papel fundamental na luta pela democratização dos meios de comunicação e trabalha pela não criminalização dos movimentos sociais.

    O PSoL entra fortalecido nestas eleições?

    Maringoni– Claro que sim. Somos o único partido de esquerda que tem posições claras para que as mudanças ocorram efetivamente. Temos nossa candidata à presidência, a Luciana Genro, nossos candidatos a deputado estadual e bons candidatos a deputado federal. Eu mesmo vim à Campinas prestigiar o lançamento da candidatura do companheiro Arlei que tem uma história de luta pelos direitos trabalhistas. Arlei, se eleito, será um representante importante no Congresso, para a classe trabalhadora.

    Quais suas principais propostas de governo?

    Maringoni – É preciso mudar a gestão do Estado. Vinte anos de PSDB no governo serviram para privatizar empresas e serviços, como os de energia, ferrovias, estradas, bancos, siderúrgicas e até mesmo metade da Sabesp. O que temos são ineficiência e preços caros. É preciso retomar o controle público sobre esses setores.

     O que hoje, na sua opinião, é imprescindível mudar?

    Maringoni – O excesso de interesses privados funcionando no interior do poder público. Precisamos de um Estado democrático, transparente e que atenda à população.

    Para a educação, qual a melhor saída?

    Maringoni – Aumentar verbas, retomar a prática de concursos para a efetivação de professores e melhorar a qualidade. No que toca à nossas três universidades públicas, aumentar os repasses de ICMS de 9% para 11,5%.

     O metrô hoje, grande vertente do transporte paulistano, atende como deveria?

    Maringoni – São Paulo, desde 1972, construiu 75 quilômetros de metrô. Foram 56 quilômetros até 1991 e 19 de lá até hoje. Ou seja, no período tucano, a expansão desabou. Estudos internacionais recomendam 30 quilômetros de metrô para cada milhão de habitantes. Assim, São Paulo deveria ter no mínimo 330 quilômetros de linhas.

    E na saúde a população vive um drama. Como mudar essa realidade?

     Maringoni – O principal gargalo refere-se à extensão insuficiente da rede pública. De acordo com levantamentos da própria Secretaria de Saúde do Estado, há uma carência de quase 60 mil servidores. A maior defasagem é para enfermeiros. Faltam cerca de 16 mil. O número de médicos também apresenta uma carência de cerca de 8 mil. Nosso sistema estadual sofre do mesmo problema que a área padece no plano federal: o não estabelecimento de fronteiras nítidas entre as esferas pública e privada. O Brasil definiu, na Carta de 1988, um modelo universal e eficiente de atendimento em vários níveis, o Sistema Único de Saúde. No entanto, parcela expressiva de seu orçamento, tanto no plano federal quanto estadual, é destinado ao sistema privado.

     Sua candidatura pode ser considerada estratégica?

    Maringoni – É preciso ver para quem. Ela busca responder demandas atuais que julgo não serem atendidas pelas grandes postulações. Ela busca ir à raiz dos problemas do Estado. Desse ponto de vista, ela tem uma estratégia popular.

     Por que você decidiu aceitar ser candidato? Se sente preparado para ser governador do Estado?

    Maringoni – Fui insistentemente convidado por companheiros e amigos. Não era minha intenção há três ou quatro meses. Mas decidi e acho que posso contribuir com o debate e com a  Coligação Frente de Esquerda (PSoL-PSTU). Eu acho que qualquer cidadão ou cidadã com discernimento e bom senso está preparado para dirigir o Estado.

     Se fosse para assumir hoje, qual sua primeira ação?

    Maringoni – Buscar resolver a questão do abastecimento de água. Ele não seria resolvido em quatro anos, mas é preciso começar. Assim, a primeira coisa a se fazer é buscar aumentar a força do poder público, com o objetivo de reestatizá-la.

     O Estado de S.Paulo para entrar no eixo precisa de quais mudanças efetivas e urgentes?

    Maringoni – Desprivatizar o Estado, rever as parcerias público privadas, reestruturar a polícia e fazer uma auditoria no metrô e na CPTM, possíveis focos de corrupção.

    Qual sua mensagem para a população de São Paulo?

    Maringoni – Vou repetir uma frase de Berthold Brecht: “Nada pode ser impossível de mudar”.

    Ouça a entrevista de Maringone à CBN Campinas

    http://www.portalcbncampinas.com.br/?p=85198